A BE deseja a toda a comunidade escolar umas Boas Férias.

12 06 2015

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5 Minutos de Leitura

11 06 2015

Sexta feira,12 de Junho de 2015

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Santo Popular

 

Santo António nasceu a 15/08/1195, em Lisboa, e faleceu a 13/06/1231, em Pádua, Itália. O Dia de Santo António é celebrado no dia 13 de junho.

Santo António é o santo padroeiro da cidade de Lisboa e de outras localidades. Conhecido como o santo casamenteiro, sendo o santo a quem os jovens devem pedir ajuda para arranjar namorada(o) e/ou casar.

Este santo também é conhecido como o santo dos pobres e o santo das coisas e das causas perdidas. Sempre que se perde algo, pode-se rezar ao Santo António em auxílio, para este ajudar a encontrar a coisa perdida.

As crianças devem dar uma esmolinha ao Santo António e pedir proteção e saúde.

 

Frases e Quadras de Santo António

Não precisa de altar
O nosso Santo Antoninho
No coração pode ficar
Fazer dele o seu cantinho.

Às moças casamenteiras
Recomendo uma oração
Peçam com boas maneiras
O Santo nunca diz não.

Leva o arco e o balão
Salta depois a fogueira
Nos velhos tempos d’então
Era assim desta maneira.

 

Um manjerico com quadra
Faz parte da tradição
A minha ainda se guarda
Como boa recordação.
Na Marcha do Stº. António
Vou cantar uma trova
Afastarei p’ra longe o Demónio
Criando uma alma nova.
Vou comprar um manjerico
Ao meu amor o irei dar
E à noite no bailarico
Faremos um lindo par.
Alegria não paga imposto
Só nos faltava mais esta
Quero tudo bem disposto
Contentes na nossa festa.

 

 

Site: http://poetatodososdias.blogspot.pt/2012/06/quadras-ao-santo-antonio.html

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

9 06 2015

Quinta feira,  11 de junho de 2015

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Silêncio

O silêncio é um bem raro e precioso. Nos dias que correm, o estilo de vida e o ritmo vertiginoso em que vivemos tornam difícil encontrá-lo, quer estejamos a falar de silêncio interior ou exterior.

Infinito na sua potencialidade e riqueza, o silêncio reveste-se de múltiplas dimensões.

Para um árabe, por exemplo, estar em silêncio dentro de um grupo de amigos nada tem de chocante, uma vez que isso faz parte da sociabilidade e do seu código de comunicação, onde o silêncio é sentido como um prazer sereno.

Os ocidentais, por seu lado, incomodam-se com os longos silêncios dos japoneses, desorientam-se, irritam-se ou questionam a atitude. A este propósito, Marc  Smedt, autor do livro “ O elogio do silêncio”, afirma que, “ se soubéssemos viver na calma deste silêncio, os nossos assuntos avançariam mais rapidamente, uma vez que os japoneses ponderam, avaliam e tentam perceber intuitivamente o que se encontra por trás das palavras.”

Inês Menezes, revista XIX (adaptado)

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

8 06 2015

Terça feira, 9 de Junho de 2015

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As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas são celebradas por todo o país, mas só as Comemorações Oficiais são presididas por sua excelência, o Presidente da República e muitas outras individualidades. As comemorações envolvem diversas cerimónias militares, exposições, concertos, cortejos e desfiles, além de uma cerimónia de condecorações feita pelo Presidente da República.
Dia da Raça e Dia das Comunidades – O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direção de António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram invocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.
A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social. Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou a ser o Dia de Camões. O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração coletiva histórica e propagandística. Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978.

 

Texto elaborado pela BE





5 Minutos de Leitura

7 06 2015

Segunda feira, 8 de Junho de 2015

 

OS OCEANOS

La-proteccion-de-los-oceanos-nos-concierne-a-todos Os oceanos são grandes extensões de água salgada. A topografia da Terra fez com que as águas se deslocassem para os terrenos mais baixos, formando, assim, os oceanos. O planeta possui extensão territorial de aproximadamente 510 milhões de quilómetros quadrados, dos quais 70,7% são ocupados pelos oceanos. Essa grande massa de água foi formada há cerca de 400 milhões de anos, através da condensação de vapores d’água da atmosfera que atingiram a superfície terrestre em forma de chuva. O sal, caraterística marcante dos oceanos, é oriundo de erupções vulcânicas que espalharam os sais das profundezas da Terra e, ao atingirem a superfície, foram arrastados pelas águas das chuvas até aos oceanos. A biodiversidade encontrada nos oceanos é riquíssima e equivalente à de ecossistemas terrestres. Esse ambiente é de fundamental importância para a manutenção da vida no planeta, visto que ele regula a temperatura, influencia o clima, produz oxigénio, além de abrigar cerca de 80% das espécies de vida da Terra. No aspeto económico, os oceanos são utilizados para a pesca e extração de minerais. Os oceanos também são uma importante via de transporte e destino dos que procuram turismo e lazer. A oceanografia é a ciência específica que estuda os oceanos e as suas caraterísticas. Ainda que sejam interligados, os oceanos não realizam grande troca de água entre eles, isso ocorre porque as águas que compõem cada um dos oceanos possui caraterísticas próprias como temperatura, insolação solar, salinidade (quantidade de sais dissolvidos na água) e movimentos das ondas, marés e correntes marítimas.

Site: www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaFisica/oceanos/

Texto selecionado pela prof. Susana Leão





5 Minutos de Leitura

4 06 2015

Sexta feira, 5 de Junho de 2015

 

 Vale do Rio Torto 060523.0

Mal me formei, em vez de me ficar pela cidade à espera de bom emprego ou noiva rica, meti-me na aldeia, em casa dos meus pais, lavradores de trinta pipas de vinho de consumo. Pobres pais! Não imaginam quanto lhes doeu a minha resolução. Quase deixaram de me falar e até me viravam o rosto quando de manhãzinha, humilde como a terra, lhes pedia a bênção. É que viram na minha formatura a sorte grande, e eu, afinal, caí-lhes no lar como um trambolho. Deixá-lo cair… Eu estava farto do convívio escolar e temia o mundo mercantil – assim como a sociedade boa, cheia de preconceitos e normas esquisitas. Preferi a rudeza da aldeia à delicadeza da cidade. Fiz-me aldeão. Meti-me no buraco onde nasci como quem pratica a proeza da sua felicidade. Optei pela solidão, menosprezando o mundo. Observei o pular das abóboras na minha horta; acompanhei de vindima a vindima os passos tardos e os passos apressados ou gloriosos da vide até ao vinho. Corri atrás de enxames. Crestei colmeias. Plantei árvores. Cultivei flores. Colecionei borboletas. Embalsamei bichos do monte. Fiz-me panteísta pelo coração, tornei-me naturalista pela inteligência. Aos domingos, sem querer saber de missas, pegava num livro ao romper da alva e ia lê-lo nos matos.

Este processo de passar o dia do Senhor, sem assistir ao sacrifício do cordeiro no altar, ia dando com a minha mãe na cova. A criatura alcunhou-me de maçónico no seu íntimo. Bem pena me causou esta dor, mas não a pude remediar. Continuei a fugir às aras… Remorsos tive-os só de matar aves. Que mal me fazia uma perdiz? Quando me convenci da sua fraqueza e da minha covardia, depus a arma. Arrumei-a no sótão.

João de Araújo Correia, “ O vestido branco”

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

3 06 2015

Quinta feira, 4 de Junho de 2015

 

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Uma janela especial

Passo todos os dias por uma casa de muitas janelas viradas para a rua. Estão sempre abertas as janelas. De lá saem aromas de pétalas de flores, um cheiro assim que não sei descrever.

Olho para a janela e digo: Vive ali alguém feliz. Porque há janelas que merecem que, por trás delas, vivam pessoas felizes…

(…)

E agora acabo de descobrir: Vive lá, por detrás da tal janela de rosto de menina bem penteada e feliz, uma velhota que todos os dias abre a janela, rega vasos de flores maravilhosas, que sorri como se fosse sempre verão, mesmo que o dia esteja forrado de cinza e chumbo e água desprendida dos olhos lacrimejantes do céu.

É uma velhota, convém notar, destacar, esclarecer – até porque dá outro sabor, misterioso mesmo a tudo isto – a quem chamam bruxa, maga, feiticeira, que sorte se fosse realmente assim, quantas vezes já sonhei ah, se eu tivesse poderes mágicos! Chamam-lhe assim, e por razões menores; dizem que as flores nas mãos dela renascem, que os pássaros vêm tocar-lhe de leve os cabelos e debicar as migalhas do pão que lhes estende, dizem até que tocou por dentro certas pessoas e as trouxe de volta para caminhos iluminados…

Laura Reilly

 

Texto selecionado pela BE