Reflexão para 2013

29 12 2012
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5 Minutos de leitura

12 12 2012

Quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

 

Video Funny Santa Christmas

Vídeo selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

11 12 2012

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Noche de Paz

 

 

Vídeo selecionado pela disciplina de EMRC





A Árvore de Natal do Pluto

11 12 2012




5 Minutos de Leitura

10 12 2012

Quarta-feira, 11 de dezembro de 2012

Os brinquedos do ano passado

 

Algum tempo antes do Natal, o Pedro e a mãe faziam sempre arrumação na arca e nas prateleiras dos brinquedos velhos. O Pedro separava-os: um monte daqueles que estavam partidos, outro monte daqueles com os quais já não brincava. Em seguida, a mãe lavava e esfregava as prateleiras e a arca. O Pedro arrumava depois os brinquedos velhos num caixote. Deste modo havia sempre muito espaço para aqueles que o Pai Natal trouxesse.

“Pronto”, dizia o Pedro de si para si, quando acabou o trabalho, “Se o Pai Natal me visse agora com o seu óculo, havia de ficar satisfeito comigo.”

Um ano, o Pai Natal olhou precisamente pelo seu óculo para o quarto do Pedro. Viu as prateleiras muito bem arrumadas e ficou satisfeito. Mas quando viu o que o rapazinho estava a fazer, a cara iluminou-se-lhe com um sorriso. Porque o pai e o Pedro estavam a consertar os brinquedos partidos. Davam também uma pintura naqueles que precisavam.

Quando os brinquedos ficaram prontos e tão lustrosos como brinquedos novos, meteram-nos para o asilo. Naquela grande casa havia duzentos e doze meninos e meninas sem pai nem mãe, e era um trabalhão para o Pai Natal distribuir prendas a todos. Agora, graças aos brinquedos do Pedro, podiam encher-se os sapatos de todos os meninos.

– Olhem para aquilo! – dizia o Pai Natal com o mais feliz dos sorrisos – o Pedro deu-me uma bela ajuda!

E estava contentíssimo.

A neve caía, principiava a escurecer, e o Pedro, de regresso a casa, estava tão contente como o Pai Natal.

Sandrina Antunes Oliveira, Ourém

Texto selecionado pela disciplina de EMRC





5 Minutos de Leitura

10 12 2012

Segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

 

Que Neste Natal…

Que neste Natal,

eu possa lembrar dos que vivem em guerra,

e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,

e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,

e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,

e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,

e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,

e faça por ele uma prece de fé.

 

Obrigado Senhor,(…)

Por ter saúde,

quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,

quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,

quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,

quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,

quando tantos vivem o horror da guerra.(…)

 

Autor desconhecido

Texto selecionado e adaptado pela BE





5 Minutos de Leitura

7 12 2012

Sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

 

Carta ao Pai Natal

Senhor Pai Natal

Como diz o meu amigo que mora na torre

em frente à minha barraca do bairro de lata onde vivo

quero pedir-te que transmitas lá no céu

como vou passar o Natal com a minha mãe.

Tenho dez anos e nunca tive um brinquedo

a não ser daqueles que nós fazemos

com arame, carros com rodas e tudo e volante.

Desde que cheguei de África que moro aqui

nesta casa de madeira sem luz,  sem água

e só a lua acende as ruas estreitas, tão estreitas

que chego a bater nas casas com os cotovelos.

Nunca fui à escola e não sei ler nem escrever

por isso pedi ao meu amigo menino para fazer

uma carta. é tão estranho a caneta dele desliza

sinais no papel das coisas que eu digo   que é

difícil acreditar que as minhas palavras ali estão.

Às vezes espreito pela grade da escola que fica

ali perto e vou ver os meninos no recreio    a brincar

quando a minha mãe diz para ir comprar pão

no senhor Inácio porque o dinheiro eu conheço

dez, vinte, cinquenta, as moedas e as notas.

Senhor Pai Natal, eu só queria… olha, já disse

que não quero brinquedos! (…)

Ah, sabes, neste bairro que não é bairro

não vem a camioneta buscar o lixo,

o carro que vem é a carroça dos cães  para os levar,

não fazem mal a ninguém mas eles dizem que são vadios,

os cães têm dono mas eles não querem saber

e dizem que são nossos amigos,  os cães.

Vem também um senhor padre dizer

para irmos à missa rezar

mas a minha mãe e eu não temos tempo é preciso

ir buscar água a uma torneira que uma senhora pôs

no quintal para a gente. E quando

vou à água é que eu vou brincar para a lixeira,

e às vezes trago uma lanterna velha,   um secador

que trabalha mas a minha mãe não precisa dele

porque tem o cabelo curto e é carapinha.

Vou dizer ao meu amigo para ler esta carta em voz alta

para saber se ele não se esqueceu de alguma coisa

até porque a minha mãe está a chamar-me para

pôr uma bacia a apanhar a água que está a cair

em cima da cama. Está a chover muito.

Agora lembrei-me: tu que és o Pai Natal,

o mensageiro de Deus e portanto sabes onde

está tudo porque vais dar as prendas a toda a gente,

quando passares por cima da minha casa com o teu

carro de madeira puxado por aqueles animais que têm cornos

e parecem árvores, no dia de Natal, faz-me só um sinal

um sinal só para mim, só para mim.

e não te esqueças: lembra-te da minha mãe.

Autor desconhecido

Texto selecionado e adaptado pela disciplina de EMRC