5 Minutos de Leitura

29 05 2014

Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

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Ano europeu contra o desperdício alimentar

 

O desperdício de alimentos não é um tema novo. Novo é o olhar com que encaramos esta realidade que a humanidade vem arrastando desde a sua existência: desde rituais pré-históricos em que alimentos eram queimados, enterrados, ou lançados ao mar; passando por orgias medievais de aristocracias dominantes, em que alimentos e vinho serviam o intuito da ostentação; festivais modernos para lazer e divertimento como as famosas “tomatinas” (arremesso de tomates); até práticas sociais, culturais e económicas que banalizam o valor dos alimentos. Acrescentam-se a isso as perdas durante e pós colheita que são imensas na África Subsaariana, sul da Ásia e partes da América Latina em que por falta de tecnologia de colheita e armazenagem, também exerçam hoje um peso significativo na quantidade de alimentos que não são utilizados, após todo o sacrifício humano e ambiental para os produzir.

Estudos recentes demonstram que cerca de um terço dos alimentos que são produzidos no mundo são desperdiçados ao longo da cadeia de valor dos alimentos, perfazendo cerca de 1.3 mil milhões de toneladas por ano. Um terço do que se desperdiça daria para alimentar, com sobras, as 842 milhões de pessoas que passam fome no mundo, hoje. Em Portugal, estima-se que são desperdiçados um milhão de toneladas de alimentos por ano, 17% da produção total. Muito abaixo da média mundial, mas ainda preocupante.

Para além da perspetiva económica e ambiental, há uma dimensão social e moral a levar em conta: desperdiçar alimentos é uma agressão moral aos milhões de pessoas que passam fome, às crianças subnutridas, às mães que procuram em vão alimentos para os seus filhos, e desrespeito à humanidade e à natureza que nos sustenta.

Há muitas práticas que podem e devem ser estimuladas: doação dos excedentes a todo o tipo de instituições, desenvolvimento de mercado para produtos rejeitados mas ainda com valor nutritivo; aproveitamento de sobras para alimentar animais ou abastecer fábricas de rações ou fertilizantes; desenvolvimento de embalagens e pacotes para diferentes tipos de consumo (individual, duas pessoas, familiar) e outras iniciativas que privilegiem a poupança, reutilização, reciclagem, classificação, preservação dos alimentos.

É hora de mudar! Ao reduzir o desperdício, não só aumentamos a disponibilidade de alimentos no mundo e reduzimos o seu preço, como também reduzimos o impacto da produção agrícola no ambiente. 

Revista Pontos de Vista

 

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

29 05 2014

Quinta-feira, 29 de maio de 2014

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Memórias de uma professora

A sala era pequena, mas muito acolhedora. O grupo de alunos era proporcional ao tamanho da sala. Era um grupo agradável, bem-disposto e muito conversador. O Rafael, apesar de ser o mais novo, era um aluno bem integrado
no grupo, mas pouco participativo. De cada vez que eu o interpelava,ele ficava nervoso, falava baixo, tropeçava nas palavras e eu tinha dificuldade em entender o que ele dizia. Quando lhe pedia para ler, ainda antes de ele começar, já se ouviam risinhos. Durante a leitura, engasgava-se e dizia, vezes sem conta, «ai», «hã»… Era uma risada pegada entre os colegas. E o resultado era que ninguém conseguia reter nada do pouco que se percebia porque ele
não lia duas palavras seguidas de forma correta. O próprio Rafael também se ria, mas era um riso nervoso e acabava por se justificar:
– Tenho dificuldade em ler os «eles» e os «erres».
Um dia, perguntei aos colegas se eles eram amigos do Rafael. Todos se sentiram ofendidos com a pergunta e a resposta não deixou dúvidas:
– Claro, gostamos muito do Rafael.
– É estranho – respondi, – porque eu não me costumo rir dos meus amigos quando eles estão em dificuldades. Sou solidária com eles, e se não puder ajudar fico em silêncio e não atrapalho. E silêncio foi o que se fez na sala, quando eu voltei a pedir ao Rafael para ler. Disse-lhe para ler com calma e ele leu, devagar, e não se enganou nem se engasgou e ninguém se riu. Não se voltaram a rir do Rafael, mas ele voltou a ler e a ler cada vez melhor porque afinal não tinha problemas com os «eles» e os «erres» e porque os colegas eram mesmo seus amigos.
No último dia, na hora da despedida, disse-me:
– Obrigado, professora, por me ter ensinado a ler bem, outra vez!

Maria de Fátima Esteves (Professora de Português)

 Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 05 2014

5 minutos de Leitura

Terça – feira, 27 de Maio de 2014

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Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica…

                                                                                                            

  Vinicius de Moraes

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

23 05 2014

Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

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Grandes carnívoros fazem falta ao planeta

 

O temor profundo que lobos, ursos ou leões nos inspiram vem da mais distante noite dos tempos, de um mundo perdido no qual os seres humanos viviam desprotegidos, à mercê dos predadores carnívoros. Mas o mundo mudou. Hoje, os grandes carnívoros vivem um declínio imparável e os cientistas lançam o alerta: um mundo sem eles será ainda mais assustador.

As consequências do mundo moderno nas populações das diferentes espécies destes mamíferos no topo da cadeia alimentar são devastadoras, mas o seu potencial desaparecimento não é o único problema. As repercussões, em termos de desequilíbrios e outras perdas nos ecossistemas são muitas e chegam ao próprio Homem, num efeito idêntico ao que acontece com peças de dominó perfiladas: se uma tomba, todas cairão em seguida.

É isso que mostra o estudo de um grupo internacional de biólogos coordenado por William Ripple, da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Os investigadores analisaram as populações de 31 grandes carnívoros em todo o mundo, incluindo lobos e pumas nas Américas, leões e hienas em África, linces e ursos na Europa, leopardos e lobos na Ásia ou dingos (uma subespécie de lobo) na Austrália. Os resultados foram publicados ontem na Science.

 

(http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3626087)

 

Texto selecionado por Ricardo Caçador e adaptado pela Profª Susana Leão do link

 





5 Minutos de Leitura

22 05 2014

Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

 

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Algumas curiosidades sobre o Corpo Humano

 

1. É impossível espirrar com os olhos abertos.

2. O músculo mais potente  do corpo é a língua.

3. É impossível suicidar-se parando a respiração.

4. O suor não tem odor. São as bactérias da pele que criam o cheiro.

5. Apenas uma pessoa em cada 2 mil milhões viverá mais de 116 anos.

6. Uma pessoa pisca os olhos aproximadamente 25 mil vezes por dia.

7. A cada ano, 98% dos átomos do nosso corpo são substituídos.

8. O crânio tem 29 ossos.

9. As unhas da mão crescem aproximadamente 4 vezes mais rápido que as do pé.

10. Os pés possuem um quarto dos nossos ossos.

11. Um adulto normal sorri cerca de 15 vezes por dia. No entanto, uma criança sorri em média 400 vezes por dia.

12. O cérebro humano consome cerca de 25% do oxigénio que inspiramos.

13. Por cada sílaba que o homem verbaliza, 72 músculos entram em movimento. Para sorrir, são utilizados 14 músculos. Para beijar, 29.

14. O intestino delgado mede entre 6 a 9 metros. O intestino grosso tem 1,5 metros, mas é 3 vezes mais largo.

15. Um adulto elimina 3 litros de água por dia através da urina, do suor e da respiração.

16. O corpo humano é formado por 70% de água, que corresponde a metade do nosso peso.

17. Se não exercitarmos o que aprendemos, esquecemos 25% em seis horas, 33% em 24 horas e 90% em seis meses.

18. Com uma média de 70 batidas por minuto, o coração bate 37 milhões de vezes por ano.

19. Se dormirmos, em média, 8 horas por dia, aos 40 anos teremos dormido 13 anos.

20. O olho humano é capaz de distinguir 10.000.000 de diferentes tonalidades.

21. Em média, uma criança de 4 anos faz 437 perguntas por dia.

22. Um beijo queima até 26 calorias.

23. É fisicamente impossível lamber o cotovelo.

 

 

Texto selecionado por Alice Silva do 10º A e adaptado http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/38-curiosidades-sobre-o-corpo-humano.html por Professora Susana Leão de Biologia

 





5 Minutos de Leitura

21 05 2014

Quinta-feira, 22 de Maio de 2014

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Sangue novo

 

Sangue novo ajuda a rejuvenescer corpo velho… pelo menos no ratinho

Duas equipas vão publicar, na revista Science, estudos que indicam que uma proteína do sangue, a GDF11, pode ajudar a reparar os estragos que o tempo opera nos músculos e no tecido cerebral de ratinhos idosos. Entretanto, na revista Nature Medicine, uma terceira equipa publicou resultados que sugerem que o sangue de ratinhos mais novos permite reverter o declínio das capacidades mentais de ratinhos mais velhos.

(…) Cientistas do Instituto de Harvard, líderes de um dos estudos agora publicados na Science e co-autores do outro, já tinham mostrado em 2013 o efeito rejuvenescedor do sangue do ratinho jovem sobre o músculo e a função cardíaca de ratinhos mais velhos e tinham identificado a GDF11 como sendo a potencial responsável deste efeito “anti-idade”. Mas agora descobriram que os benefícios da proteína não parecem limitar-se ao coração. Mostraram que a GDF11 vinda de ratinhos mais novos melhora a a função das chamadas “células-satélite” dos ratinhos mais velhos ao contribuir para a reparação do material genético destas células. Ora, são estas células que asseguram a regeneração dos músculos de todo o corpo ao longo da vida – e o seu desempenho diminui com a idade.

Todos estes autores acreditam que, se tudo correr como previsto, a GDF11 poderá começar a ser ensaiada no ser humano daqui a três ou cinco anos. Pensam ser possível reverter parcialmente o declínio associado ao envelhecimento com uma única proteína, que poderá ser a GDF11 ou uma molécula semelhante.

(…) Embora não saibam se os resultados se estendem aos seres humanos, estes cientistas também esperam testar essa hipótese a curto prazo através de ensaios clínicos. E também especulam que venham a dar origem a novos tratamentos contra demências como a doença de Alzheimer.

Jornal Público

 

Texto selecionado pela BE

 





Minutos de Leitura

20 05 2014

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Quarta-feira, 21 de Maio de 2014

 

Biodiversidade terrestre dos Açores

 

Os Açores possuem ecossistemas únicos no mundo, caraterizados por uma biodiversidade elevada. Esta, determina os processos ecológicos e os serviços que os ecossistemas nos prestam, constituindo o alicerce para a existência de solos férteis, de agricultura sustentável, de florestas de produção equilibradas e ainda para a disponibilidade de alimentos.

Presentemente existem nos Açores, cerca de 6200 espécies e subespécies de organismos terrestres, das quais 452 são endemismos do arquipélago, ou seja, apenas ocorrem nestas ilhas. A grande maioria destas espécies endémicas terrestres são de animais invertebrados (insetos, aranhas, caracóis e lesmas) e plantas vasculares, representando os vertebrados (aves e morcegos) apenas 3% deste grupo. Os artrópodes, onde se incluem os insetos, com cerca de 60% da diversidade terrestre endémica (266 espécies e subespécies), desempenham um papel fundamental no mundo dos ecossistemas terrestres. Muitas destas espécies endémicas foram descobertas recentemente em consequência dos esforços dos cientistas do Grupo da Biodiversidade dos Açores, mas muitas outras estarão ainda por descobrir. Constitui missão permanente do GBA promover estudos que incluam a interação entre os seres humanos e o seu ambiente, tendo em vista a utilização sustentável dos recursos naturais existentes e a mitigação de riscos ambientais junto da população.

Revista Pontos de Vista

Texto selecionado pela BE