5 Minutos de Leitura

31 03 2014

Terça-feira, 01 de Abril de 2014

 images

1º de Abril – “dia das mentiras”

            Hoje em dia, o 1º de Abril é um dia especial para pregar partidas e mentiras aos outros, para todos nos rirmos um bocadinho dos sustos e enganos que causamos.

É uma bela altura para pôr sal no açucareiro e açúcar no saleiro, é dia de pregar partidas para nos divertirmos.

Para os adultos é sobretudo nos jornais e na televisão que se inventam histórias que são grandes mentiras, mas que têm de parecer verdade. A piada é tentar-se adivinhar se é mesmo verdade… ou não.

Um pouco de história

            Bem, o que acontece com o 1º de Abril é mais ou menos comum a festas deste tipo: há várias explicações e não se sabe qual é a real.

Uma delas refere que começou em França, pois havia a celebração do equinócio da Primavera que marcava o Ano Novo.

Em 1564, o rei francês Carlos IX mudou o calendário para o que usamos hoje – o   Gregoriano – e o Ano Novo passou a começar a 1 de Janeiro.

Aos que ainda celebravam o ano novo em Abril chamavam-lhes tolos (em inglês são os “April’s Fools'”).

Como no ano novo anterior (Abril) se trocavam prendas, começaram a dar-se, nesta altura, prendas para gozar com os outros.

Na Escócia, a ideia de pregar partidas foi bem aceite e a mais praticada (ainda hoje) é a de mandar alguém caçar gambozinos (cuckoo hunt – caça ao cuco).

Outra explicação fala de um festival romano, o da Cerelia, que celebra a história de Proserpina. Parece que Proserpina estava a colher lírios no vale quando foi raptada por Plutão, o deus romano. A mãe dela, Ceres, ficou tão atrapalhada que começou a procurá-la sem muito método (e sem resultados) – tudo isto tem a ver com a caça aos gambozinos, que é a ideia de procurar algo que nunca se vai achar.

Pregar partidas é tão divertido que muitos países têm esta celebração, mas noutros dias…

Na Roma antiga, era a 25 de Março. No México, é a 28 de Dezembro. Na Índia, é a 31 de Março.

Em França, há mais umas explicações para o 1º de Abril.

Nesse país, este dia chama-se “poisson d’avril” (peixe de Abril) e as crianças fazem um jogo típico, que é o de colar ou prender um peixe recortado em papel nas costas de alguém, sem essa pessoa dar por isso. Quando ela nota, grita-se: ” Poisson d’avril! Poisson d’avril!”.

Uma outra explicação francesa diz que, dantes, era o dia em que fechava a época da pesca e era a última hipótese para os pescadores que não tinham pescado nada… Então atiravam-se peixes aos rios para lhes facilitar a pesca e os safar da vergonha de não levarem nada para casa.

in Ihttp://www.malhatlantica.pt/aeiou/1_abril_1.htm

Texto seleccionado e adaptado pela BE

 

Anúncios




COMUNHÃO PASCAL NA ANCORENSIS

28 03 2014

CARTAZ cOM.pASCAL





5 Minutos de Leitura

28 03 2014

Segunda-feira, 31 de Março de 2014

 pe_verde_01

É possível produzir plástico sem petróleo?

À medida que as reservas globais de petróleo diminuírem nas próximas décadas, os fabricantes de plástico irão voltar-se para o gás natural, a biomassa e a reciclagem como fontes de matéria-prima. Hoje, quase todos os produtos de plástico, desde tigelas da tupperware a carpetes de polietileno, derivam do petróleo, um combustível fóssil não renovável que acabará por se esgotar. Na maioria da produção de polietileno, a indústria já se voltou para o gás natural, um combustível fóssil mais abundante. A biomassa é muito promissora como fonte renovável. Culturas como o milho, a cana-de-açúcar, a beterraba e a batata contêm dextrose, que pode ser fermentada para gerar ácido lático. O ácido lático é convertido em lactida, uma molécula que facilmente forma correntes semelhantes às dos polímeros à base de petróleo. O ácido polilático resultante é agora o bioplástico mais popular do mundo, muito usado em embalagens de alimentos. Os especialistas prevêem que acabaremos por explorar antigos aterros em busca de plásticos recicláveis.

Texto da revista Quero Saber

 

Texto selecionado pela profª Adélia Rio





5 Minutos de Leitura

28 03 2014

Sexta-Feira, 28 de Março de 2014

 

 

Exercícios de humildade

 

A amizade é o amor sem preço nem prazo de validade. Amamos os nossos amigos sem que os seus defeitos nos afectem. Perdoamos fraquezas, ausências e silêncios, relevamos deslizes e esquecimentos, não exigimos deles mais do que o que já sabemos que nos podem dar. A minha melhor amiga quase nunca atende o telefone, sei que é assim, conto com isso quando preciso de falar com ela. Se for mesmo importante, mando-lhe um sms e ela liga-me logo a seguir. Os amigos são isto: deles aceitamos quase tudo, estamos sempre prontos para os ajudar e damos-lhe quase sempre razão. Sabemos ouvi-los, intuímos quando estão mal, gastamos o nosso tempo a encontrar soluções que os ajudem. Os problemas dos nossos amigos ganham por vezes proporções tão grandes para eles como para nós, que não descansamos enquanto eles não ultrapassarem as suas crises.

Se sabemos ser tão bons amigos, porque é que tantas vezes não conseguimos fazer o mesmo com o outro, com a pessoa que vive connosco ou com quem partilhamos a nossa vida? Por que é que o amor é tão mais exigente, tão mais egoísta, tão mais inflexível, tão menos generoso? Por que é que o amor incondicional que acreditamos sentir pelo outro se vai transformando numa soma de compromissos, e do dar tudo por tudo passamos para dar na medida daquilo que recebemos, ou dar para depois cobrar?(…)

 

Margarida RebeloPinto

 

 

Texto seleccionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

26 03 2014

Quinta-Feira, 27 de março de 2014

Dia Mundial do Teatro

Dia Mundial de Teatro

Dia Mundial do Teatro celebra-se anualmente a 27 de março. Para comemorar a data, decorrem neste dia vários espetáculos teatrais gratuitos ou com bilhetes mais baratos e são relembrados alguns dos artistas e obras mais importantes da história do teatro. O objetivo da data é promover a arte do teatro junto das pessoas.

POEMACTO

O ator acende a boca. Depois, os cabelos.

Finge as suas caras nas poças interiores.

O ator põe e tira a cabeça

de búfalo.

De veado.

De rinoceronte.

Põe flores nos cornos.

Ninguém ama tão desalmadamente

como o ator.

O ator acende os pés e as mãos.

Fala devagar.

Parece que se difunde aos bocados.

Bocado estrela.

Bocado janela para fora.

Outro bocado gruta para dentro.

O ator toma as coisas para deitar fogo

ao pequeno talento humano.

O ator estala como sal queimado.

(…)

Recita o livro. Amplifica o livro.

O ator acende o livro.

(…)

O ator é um advérbio que ramificou

de um substantivo.

E o substantivo retorna e gira,

e o ator é um adjetivo.

É um nome que provém ultimamente

do Nome.

Nome que se murmura em si, e agita,

e enlouquece.

O ator é o grande Nome cheio de holofotes.

(…)

Ninguém ama o teatro essencial como o ator.

Como a essência do amor do ator.

O teatro geral.

 

O ator em estado geral de graça.

 

Herberto Hélder, Poemacto (texto com supressões).

 

 

Texto selecionado pelo prof. João Vilas

 

 

 





5 Minutos de Leitura

25 03 2014

Quarta-Feira 26 de Março de 2014

 imagesCAKWEQDD

 

O Pensador

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:”Que tamanho tem o universo?”Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:”O universo tem o tamanho do seu mundo.”Perturbada,ela novamente indagou:”Que tamanho tem meu mundo?”O pensador respondeu:”Tem o tamanho dos seus sonhos.”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,suas metas serão limitadas,seus alvos serão diminutos,sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.Os sonhos regam a existência com sentido.Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,suas primaveras não terão flores,suas manhãs não terão orvalho,sua emoção não terá romances.A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,faz dos idosos,jovens,e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história,fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.Sonhe!”

Augusto Cury

 

Texto seleccionado pela BE





5 Minutos de Leitura

24 03 2014

Terça-Feira,  25 de Março de 2014

sem nome

Este rei que eu escolhi

 

A prima Leocádia tinha dito: às cinco.
E, quando a prima Leocádia dizia às cinco, ela queria exactamente dizer às cinco. E não às cinco e dez, ou às cinco menos um quarto. Cinco eram cinco. Para os relógios certos e para a prima Leocádia.
— Herdei do meu bisavô inglês este gosto pela pontualidade — dizia muitas vezes a prima Leocádia.
Embora na família as pessoas às vezes se interrogassem onde é que a prima Leocádia teria ido descobrir um bisavô inglês. Mas isso era questão em que as pessoas só pensavam de longe a longe, até porque — diziam — com a idade da prima Leocádia, todos tinham direito a escolher um bisavô em qualquer canto do mundo.
Se desse bisavô inglês a prima Leocádia tinha herdado o gosto (Fernando, Vasco e Mafalda diriam «mania»…) da pontualidade, de quem ela herdara o gosto pela fitinha de veludo que sempre trazia ao pescoço, em jeito de colar, isso é que ninguém sabia. E mais uma vez ninguém parecia importar-se muito em sabê-lo.
O certo é que a prima Leocádia tinha dito às cinco — e ali estavam eles ainda em casa, com o ponteiro do relógio a aproximar-se perigosamente da hora marcada.
— Mas quando é que vocês estão prontos, irmãozinhos da minha alma? — perguntava o Vasco.
— Não te sabia tão ansioso por chegares a casa da prima Leocádia… — troçava Mafalda, sem se decidir entre as calças de ganga ou uma saia mais «à senhora», mais como a prima gostava.
— Não estou ansioso por chegar a casa da prima, estou é cá com uma fome que nem vejo e já são mais que horas de lanchar. Ela costuma ter lá aquele bolinho de chocolate, carregadinho de natas, que é uma maravilha…
— Interesseiro… — resmoneou Fernando, ao mesmo tempo que arrumava os livros que trouxera, na pasta, do liceu.
— Olha o santinho! Não me venhas dizer que vais recusar uma fatiazinha de bolo, quando lá chegares!
— Recusar, não recuso, mas também não estou assim a pensar nisso como tu. Até parece que passas fome, ou que só comes choco late quando vais a casa da prima Leocádia.

Alice Vieira

Texto seleccionado pela BE