5 Minutos de Leitura

27 02 2015

Segunda feira, 2 de Março de 2015

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Substância inovadora com resultados surpreendentes em macacos contra vírus da SIDA

Uma equipa de investigadores norte-americanos surpreendeu-se com o efeito de uma nova substância contra o VIH testada em macacos

A revista científica britânica Nature divulgou, esta quarta-feira, um novo estudo que desenvolve um possível avanço no tratamento de efeito prolongado contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Em causa está a utilização de uma nova substância  que oferece “uma proteção muito, muito forte” contra o HIV, como explicou Michael Farzan, o investigador que dirigiu os estudos.

A experiência foi realizada com macacos rhesus e consistiu na administração de uma única dose,  que se mostrou suficiente para proteger os animais da versão símia do vírus da SIDA durante, pelo menos, oito meses. Farzan frisou que se trata de “um inibidor muito potente e de amplo espetro”, e que age sobre a principal estirpe do vírus da SIDA, HIV-1.(…)

 

No entanto, para assegurar um efeito prolongado, a substância foi associada a um vírus adeno-associado, capaz de se introduzir nas células e de estimular a criação da proteína protetora que, no fundo, criou um efeito anti-SIDA de longa duração. Uma das conclusões dos testes realizados permitiu constatar que os animais testados não desenvolveram a infeção, contrariamente ao que foi verificado em experiências anteriormente realizadas.

Segundo as estatísticas das Nações Unidas já morreram cerca de 39 milhões de pessoas com HIV. Desde 1981, o vírus da imunodeficiência humana já infetou cerca de 78 milhões de pessoas. Até então foram desenvolvidos medicamentos anti-retrovirais que tratam a infeção, mas que ainda não conseguiram dar sinais de avanço na cura ou na prevenção da doença.

Revista Visão

Texto selecionado e adaptado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 02 2015

Sexta feira, 27 de fevereiro de 2015

Angola

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José Eduardo Agualusa nasceu em Angola. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa, onde morou por um longo período. Agualusa recebeu, em 2007, o prestigiado Prémio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo jornal britânico The Independent, com o livro O Vendedor de Passados (Dom Quixote, 2004). Além de ser o primeiro africano a receber tal distinção, Agualusa participa dos principais festivais literários do Brasil, em que é aclamado como representante do renascimento literário de Angola e escritor por excelência lusófono, já que a sua obra transita com desenvoltura entre as culturas africana, lusitana e brasileira. Considerado um escritor peregrino, com passagens pelo Rio – onde morou um bom tempo , Angola – sua pátria movida a guerra civil – e Portugal, onde reside atualmente.

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Carta a Ana Olímpia

Paris, Janeiro de 1873

Meu amor,
enquanto lia a tua carta pensava que a podia ter escrito eu próprio há alguns anos atrás, quando era ainda muito jovem e acreditava conhecer tudo sobre as paixões da alma. Escreves: “O nosso amor nasceu furtivo e até onde eu alcanço teria de continuar assim, criando pouco a pouco sombras e rancor – que é bolor dos sentimentos -, até por completo apodrecer”. Eu acredito, pelo contrário, que certos sentimentos mais facilmente se corrompem quando expostos à luz pública das praças e das ruas.
As relíquias dos santos guardam-se no segredo dos templos para que o mistério as preserve e acrescente. As jóias mais raras estão fechadas em cofres. O conhecimento sagrado é do domínio restrito dos sacerdotes e só por isso permanece sagrado. Divulgar é sempre profanar. Se o nosso amor é sagrado, e é sagrado, deve portanto permanecer secreto.
A tua segunda questão não tem resposta.
Não me lamentes – condenado a viver no Inverno, trago comigo a memória do sol.
Amo-te, hei-de amar-te sempre.

Fradique

Excerto retirado do livro “Nação Crioula”, de José Eduardo Agualusa

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

25 02 2015

Quinta feira, 26 de fevereiro de 2015

 

Brasil

Cecilia-meireles 

O amor…

 

É difícil para os indecisos.

É assustador para os medrosos.

Avassalador para os apaixonados.

Mas os vencedores no amor são os fortes.

Os que sabem o que querem e querem o que tem!

Sonhar um sonho a dois, e nunca desistir da busca de ser feliz, é para poucos.

Cecília Meireles

 

Fonte:Wikipédia

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

24 02 2015

Quarta feira, 25  de fevereiro de 2015

 

Cabo Verde

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QUADRO

Lá vem nhô Cacai da ourela do mar

Acenando a sua desilusão

De todos os continentes!

Ele traz o peito afogado em maresias

E os olhos cansados da distancia das horas…

Lá vem nhô Cacai

Com a boca amarga de sal

A boiar o seu corpo morto

Na calmaria da tarde!

Nhô Cacai vem alimentar os seus filhos

Com histórias de sereias…

Com histórias das farturas das Américas…

Os seus filhos acreditam nas Américas

E sabem dormir com fome…

Onésimo Silveira

Onésimo Silveira foi um dos mais proeminentes escritores da elite literária de Cabo Verde. Estudou em Uppsala, na Suécia durante a década de 1960, depois de ter passado um período na China. Foi crucial para o início do trabalho de solidariedade com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Fonte: Wikipédia.

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

23 02 2015

Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Moçambique

O menino que escrevia versos

(…)
— Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
— Há antecedentes na família?
— Desculpe doutor?
O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não. O pai da criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página. Lia motores, interpretava chaparias. Tratava bem, nunca lhe batera, mas a doçura mais requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:
— Serafina, você hoje cheira a óleo Castrol.
Ela hoje até se comove com a comparação: perfume de igual qualidade qual outra mulher ousa sequer sonhar? Pobres que fossem esses dias, para ela, tinham sido lua-de-mel. Para ele, não fora senão período de rodagem. O filho fora confeccionado nesses namoros de unha suja, restos de combustível manchando o lençol. E oleosas confissões de amor. Tudo corria sem mais, a oficina mal dava para o pão e para a escola do miúdo. Mas eis que começaram a aparecer, pelos recantos da casa, papéis rabiscados com versos. O filho confessou, sem pestanejo, a autoria do feito.
— São meus versos, sim.
O pai logo sentenciara: havia que tirar o miúdo da escola. Aquilo era coisa de estudos a mais, perigosos contágios, más companhias. Pois o rapaz, em vez de se lançar no esfrega-refrega com as meninas, se acabrunhava nas penumbras e, pior ainda, escrevia versos. O que se passava: mariquice intelectual? Ou carburador entupido, avarias dessas que a vida do homem se queda em ponto morto?
Dona Serafina defendeu o filho e os estudos. O pai, conformado, exigiu: então, ele que fosse examinado.
— O médico que faça revisão geral, parte mecânica, parte eléctrica.
Queria tudo. Que se afinasse o sangue, calibrasse os pulmões e, sobretudo, lhe espreitassem o nível do óleo na figadeira. Houvesse que pagar por sobressalentes, não importava. O que urgia era pôr cobro àquela vergonha familiar. Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupança de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
— Dói-te alguma coisa?
— Dói-me a vida, doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
— E o que fazes quando te assaltam essas dores?
— O que melhor sei fazer, excelência.
— E o que é?
— É sonhar.
Serafina voltou à carga e desferiu uma chapada na nuca do filho. Não lembrava o que o pai lhe dissera sobre os sonhos? Que fosse sonhar longe! Mas o filho reagiu: longe, porquê? Perto, o sonho aleijaria alguém? O pai teria, sim, receio de sonho. E riu-se, acarinhando o braço da mãe.
O médico estranhou o miúdo. Custava a crer, visto a idade. Mas o moço, voz tímida, foi-se anunciando. Que ele, modéstia apartada, inventara sonhos desses que já nem há, só no antigamente, coisa de bradar à terra. Exemplificaria, para melhor crença. Mas nem chegou a começar. O doutor o interrompeu:
— Não tenho tempo, moço, isto aqui não é nenhuma clinica psiquiátrica.
A mãe, em desespero, pediu clemência. O doutor que desse ao menos uma vista de olhos pelo caderninho dos versos. A ver se ali catava o motivo de tão grave distúrbio. Contrafeito, o médico aceitou e guardou o manuscrito na gaveta. A mãe que viesse na próxima semana. E trouxesse o paciente.
Na semana seguinte, foram os últimos a ser atendidos. O médico, sisudo, taciturneou: o miúdo não teria, por acaso, mais versos? O menino não entendeu.
— Não continuas a escrever?
— Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vida — disse, apontando um novo caderninho — quase a meio.
O médico chamou a mãe, à parte. Que aquilo era mais grave do que se poderia pensar. O menino carecia de internamento urgente.
— Não temos dinheiro — fungou a mãe entre soluços.
— Não importa — respondeu o doutor.
Que ele mesmo assumiria as despesas. E que seria ali mesmo, na sua clínica, que o menino seria sujeito a devido tratamento. E assim se procedeu. Hoje quem visita o consultório raramente encontra o médico. Manhãs e tardes ele se senta num recanto do quarto onde está internado o menino. Quem passa pode escutar a voz pausada do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração. E o médico, abreviando silêncios:
— Não pare, meu filho. Continue lendo… (…)

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955. Foi jornalista e atualmente é professor e biólogo. É sócio correspondente, eleito em 1998, da Academia Brasileira de Letras. Além de considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Em 2013 foi homenageado com o Prémio Camões, que lhe foi entregue a 10 de Junho no Palácio de Queluz pelas mãos do presidente da república Cavaco Silva e da presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos. A 25 de Novembro de 1998 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

20 02 2015

Segunda feira, 23 de fevereiro de 2015

Bahais-More

Língua de Camões em ascensão há 800 anos

Já tem 800 anos mas não está ainda para morrer. Segundo a UNESCO, pelo menos 43%, das 6 mil línguas, que se estima sejam faladas no mundo, estão em perigo de serem extintas. Mas o português não é uma delas.
A língua portuguesa – originária de um pequeno país, que tem, hoje, uma área total de pouco mais de 92 km², incluindo os arquipélagos da Madeira e Açores – é falada por 244 milhões de pessoas, espalhadas pelos cinco continentes, segundo o “Camões – Instituto da Cooperação e da Língua” e o “Observatório da Língua Portuguesa”.
O idioma de Fernando Pessoa, ou Camões é, atualmente, o quarto mais falado no mundo e a terceira língua europeia com mais falantes “maternos”, segundo dados apresentados na exposição “Potencial Económico da Língua Portuguesa”, que esteve patente no Parlamento Europeu, em Bruxelas.
Mas a importância crescente do português não se fica por aqui. A sua utilização na internet cresceu, entre 2000 e 2011, 990%, segundo o “Internet World Stats”. O português é o quinto idioma mais usado na web, 82,5 milhões de cibernautas, o que representa 32,5% do total de falantes de português no mundo.
Todos estes aspetos são, desde já, formas de comprovar a importância que a língua portuguesa tem hoje, e terá no futuro, mas o português tem um papel de, ainda maior relevo, em termos mundiais, que se reflete noutros domínios. Um estudo do British Council concluiu que o português é a sexta língua mais importante para o futuro dos britânicos. O português, que o estudo refere como a língua do romance, ao lado do francês, do espanhol e do italiano, é a oitava língua mais falada no Reino Unido. Para além disso, e em termos económicos, o Brasil tem aqui um papel preponderante. Este estudo refere que este país oferece grandes oportunidades de negócio em termos energéticos, de serviços e ciência (…) .
(…) Esse pequeno “cantinho à beira mar plantado”, chamado Portugal, de onde nasceu uma língua chamada português, poderá conseguir juntar, até 2050, mais 100 milhões de pessoas ao universo de falantes.

Nara Madeira – Euronews

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

19 02 2015

Sexta feira, 20 de Fevereiro de 2015

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Razões surpreendentes para sorrir

 

 

Aqui ficam 11 consequências do sorriso que mostram que mesmo sem vontade, vale a pena o esforço

Compiladas pelo Huffington Post, 11 razões por que deve esforçar-se por sorrir, mesmo que o dia esteja a correr mal, que o sono fale mais alto ou que seja a mais tristonha segunda-feira de chuva.

  • Melhora o humor

As expressões faciais não se limitam a comunicar o nosso humor – podem mesmo influenciá-lo. As emoções têm origem no cérebro, mas os músculos do rosto têm a capacidade de reforçar ou modificar esses sentimentos. Estudos recentes mostraram que através do reforço das emoções positivas – ou supressão das negativas – através das expressões faciais, o humor começa a alinhar-se com a expressão que o rosto está a comunicar.

  • E até sorrisos sem vontade contam

Enquanto alguns investigadores insistem que os benefícios do sorriso só são alcançados se este for uma expressão genuína de felicidade, outros descobriram que mesmo um sorriso forçado ajuda-nos a sentirmo-nos melhor. E nem é preciso um sorriso muito prolongado.

  • Ajuda a reduzir o stress

Num estudo de 2012 publicado no Psychological Science, investigadores analisaram 170 participantes, a quem foi pedido que colocassem pauzinhos na boca em três diferentes posições, de forma a que os seus lábios formassem um sorriso diferente, sem que disso se apercebessem, depois de lhes ter sido atribuída uma tarefa stressante. A experiência revelou que os participantes a quem os pauzinhos induziram um sorriso maior experimentaram uma redução significativa nos batimentos cardíacos e uma recuperação mais rápida do stress em relação aos restantes.

  • Faz-nos parecer mais amigáveis…

Outro estudo, desta vez de 2014, concluiu que os sorrisos genuínos influenciam positivamente a impressão deixada por funcionários aos clientes. Os funcionários sorridentes foram classificados pelos clientes como mais amigáveis e simpáticos.

  • … E mais dignos de confiança

Chamados a classificar 45 modelos quanto ao nível de confiança que lhes inspiravam, os participantes numa investigação consideraram sempre mais confiáveis os que tinham um sorriso aberto do que os que tinham uma expressão neutra ou carrancuda.

  • Treinar o cérebro para ser otimista 

Segundo o autor do livro “A Vantagem da Felicidade”, Shawn Achor, ao sorrir diariamente ajudamos o cérebro a criar curvas de felicidade que encorajam padrões de pensamento mais positivos.

  • O sorriso é contagioso

Já reparou que, pelo menos na maioria das vezes, as pessoas a quem sorri lhe retribuem o sorriso? Há uma explicação científica para isto (além da boa educação, claro): todos temos uma espécie de neurónios “de imitação”, os neurónios espelho, que nos ajudam a compreender os outros, “providenciando-nos uma imitação intrínseca das ações das outras pessoas, que também nos leva a estimular as intenções e as emoções associadas com essas acções”, conforme explica o neurocientista Marco Iacoboni. “Quando vejo alguém a sorrir, os meus neurónios espelho para sorrir disparam também, iniciando uma cascata de atividade neural que evoca o sentimento que tipicamente associamos ao sorriso”.

  • Ajuda a saúde das células

O sorriso não só ajuda o corpo a libertar-se do stress como também ajuda as células a libertar tensão. Quando sorrimos, concluiu a bioquímica Sondra Barret, reduzimos a rigidez das células e este relaxamento físico pode ajudar a combater o risco de mutações celulares induzidas pelo stress que podem levar ao desenvolvimento ou persistência de vários cancros.

  • Aumenta a produtividade…

Sorrir não só melhora a sua imagem no local de trabalho, como também pode ajudá-lo a ser mais produtivo.
…e  a criatividade

Um estudo de 2013 da Universidade da Califórnia avaliou a ligação entre o bom humor e a criatividade e  concluiu que os mais bem dispostos conseguiam resolver melhor os problemas e encontrar mais soluções do que os mais negativos. Os cientistas justificam esta conclusão com a libertação de dopamina, provocada pela felicidade, uma vez que este neurotransmissor também faz parte do processo de aprendizagem, processamento e tomada de decisões.

  • E… são de graça!

Não são muitas as coisas hoje em dia tão vantajosas e sem qualquer custo…

Ler mais: http://visao.sapo.pt/razoes-surpreendentes-para-sorrir=f809711#ixzz3SBVW6tPz

Texto selecionado pela BE