5 Minutos de Leitura

31 05 2016

Terça feira, 31 de Maio de 2016

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o tabagismo passivo, é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo. As pessoas que estão próximas de fumadores, especialmente em ambientes fechados, inalam mais de 400 substâncias que podem prejudicar a saúde. Os não fumadores expostos ao fumo do cigarro absorvem nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias da mesma forma que os fumadores, embora em menor quantidade. A quantidade de tóxicos absorvidos depende da extensão e da intensidade da exposição, além da qualidade da ventilação do ambiente onde se encontra a pessoa. As crianças que convivem com pais fumadores têm maiores riscos de infeções respiratórias, bronquiolites, asma, otite e infeções da garganta. Fumar passivamente pode provocar as mesmas doenças que fumar ativamente.

Uma pessoa que não fuma, em contacto com fumadores, no final de um dia de trabalho chega a fumar o equivalente a uma média de 1 a 4 cigarros. Os fumadores incomodam os não fumadores. Fumar não é apenas um problema dos fumadores.

Cada vez mais autoridades governamentais estabelecem regulamentos que protegem o não fumador. Tem havido uma maior conscientização dos indivíduos sobre o ar que se respira, não só em casa, como nos ambientes de trabalho e locais públicos.

Deve fazer-se mais, estimulando-se locais de trabalho, escolas, unidades hospitalares e outros sectores da sociedade a desenvolverem uma política de protecção ao não fumador em ambientes fechados.

 

Não fumar…

é sem dúvida uma atitude de todos os dias e estas são as palavras da hora.

O ideal é não começar a fumar e o desporto, as manifestações artísticas fazem bem ao organismo, à mente e ao espírito.

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

30 05 2016

Segunda feira, 30 de maio de 2016

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O tempo passa…

Um dia, a seda da blusa rivalizava com a da pele, o perfume era mais intenso e dos olhos saíam faíscas cintilantes. O sorriso fazia o sol aparecer e os braços se multiplicavam de tanto abraçar. A areia da ampulheta escorre implacável, os termómetros da pele enlouquecem, o sol cobra por cada bronzeado e a balança oscila perigosamente. É a marcha do tempo, que nada, nem ninguém consegue deter. Os anéis já não enfeitam as mãos pequenas e fortes, treinadas no piano e tão lisinhas, tão macias… Agora, são mãos com as marcas da vida, dos colos, do amparo, do carinho, da força, do ato de medir o calor das testas infantis melhor do que os termómetros. Os olhos já estão cansados, precisam de lentes cada vez mais potentes, porque se deliciaram em tantos rostos amados, tantos filmes inesquecíveis e, sobretudo, viajaram muito nas centenas de livros saboreados diariamente. Os ouvidos, que hoje pedem que se aumente o volume da TV, testemunharam as maiores declarações de todas as formas de amor, a perfeição das partituras musicais, a voz dos cantores preferidos, os corais inesquecíveis, os pais chamando para almoçar, o balbuciar de tantas gerações. As pernas, hoje mais lentas, às vezes doloridas nas articulações, já dançaram em ponta e meia ponta, sambaram em muitos carnavais, valsaram nos bailes de gala, nadaram no rio, no mar e nas piscinas, correram, jogaram bola, subiram e desceram escadas. A voz forte ensinou muito, cantou e solou no Coral, deu canja nos bares da noite, retumbou nas missas, embalou as crianças, chamou o nome dos queridos, gritou pra dentro.

O coração já não aguenta qualquer baque, sofre mais de saudade, descompassa nas emoções, mas prefere guardar afetos a mágoas, colecionar amores e amados, sem lugar para desafetos ou ingratidões.

O tempo passa … ainda bem que um coração seletivo faz toda a diferença!

Maria Luíza Vargas Ramos

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 05 2016

Sexta feira, 27 de maio de 2016

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Vantagens de praticar desporto

A prática de atividades desportivas acarreta, todos sabem, vantagens de vária ordem. O que muitos não sabem é que também pode ajudar terceiros. Veja-se então o exemplo seguinte: Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar e, numa janela, uma mulher apavorada, rodeada de chamas e fumo, apertando contra o peito o filho de apenas um mês de idade. Chegam os bombeiros, a situação é crítica e não há tempo para grandes planos. A mulher, desesperada, lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um homem.
O herói desta história é um bombeiro de 39 anos, Félix Vasquez, que é praticante de basebol. Valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar ( travar) a criança, salvando-lhe a vida.

In Público, 2005

Texto selecionado pela BE





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25 05 2016

Quarta feira, 25 de maio de 2016

A propriazinha

A minha principal objeção ao cinema é esta: parece-me que ver fotografias a um ritmo de 24 por segundo é um exagero. Acaba por não se ver nenhuma fotografia como deve ser. A única ocasião em que o visionamento de 24 fotografias por segundo se justifica é quando amigos pretendem mostrar-nos os seus álbuns de casamento ou de férias. Nessas alturas, suspiro pelo cinematógrafo. Ao que parece, hoje sou o único a achar enjoativas estas sessões de exibição de fotografias da vida pessoal. O mundo mudou muito. No meu tempo, contemplar fotografias de amigos era considerado um aborrecimento. Hoje, subscrevem-se contas de instagram para poder apreciar os pés de uma amiga à beira de uma piscina, o gato de um colega dormindo, ou o aspeto da sobremesa que um amigo se prepara para comer . As fotos de outrora, sendo fastidiosas, eram, apesar de tudo, menos triviais. Havia amigos junto de monumentos, defronte de catedrais, perto de animais selvagens. Não ocorria a ninguém, regressado de férias, dizer aos amigos: «Olha que giro, aqui estão os pés da Clotilde junto à piscina do hotel.» Ou: «Temos agora uma foto de um prato de arroz-doce que o Mário comeu.» Hoje, as pessoas procuram fotos destas. Ninguém as obriga a vê-las. São elas que buscam retratos de pés alheios. Algo se passa com a humanidade.
De todas as fotografias contemporâneas, a mais perigosa é a selfie – ou, em português, a propriazinha. A selfie é o equivalente moderno da PIDE. Também persegue, tortura e mata. A PIDE contava com umas dezenas de inspetores pouco espertos e alguns bufos diligentes. As selfies contam com milhões de utilizadores pouco espertos e o facebook, o instagram e o twitter. Uma selfie, para os meus leitores do séc. XX, é uma fotografia que uma pessoa tira a si mesma, em geral com um telefone. A PIDE, para os meus leitores de século XXI, era a polícia política do Estado Novo. Há quem morra a tirar selfies em posições perigosas. Há quem seja torturado durante anos pela memória de uma selfie irrefletida. Cristiano Ronaldo está a ser perseguido por umas selfies tiradas na sua festa de aniversário. Há selfies, belfies (fotografias do próprio rabo) e felfies (fotografias do próprio junto de animais de quinta). Além da pulsão de vida e da pulsão de morte, é também muito poderosa a pulsão de publicar auto-retratos.Freud estava distraído – provavelmente, a fotografar os próprios pés junto de uma piscina.

Revista Visão – Ricardo Araújo Pereira

Texto selecionado pela BE





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23 05 2016

Terça feira, 24 de maio de 2016

Querem uma Luz Melhor que a do Sol!

AH! QUEREM uma luz melhor que
a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas
que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol
que o Sol,
O que quero é prados mais prados
que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores
que estas flores –
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

22 05 2016

Segunda feira, 23 de Maio de 2016

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A VELHA E OS LOBOS

 

Uma velha tinha muitos netos, um dos quais estava ainda por batizar.  Um  dia a  boa velhinha  saiu a procurar um padrinho para o seu netinho e no caminho encontrou  um lobo, que lhe perguntou: «Onde vais tu velha ?» Ao que ela respondeu: “ Vou arranjar um padrinho para o meu neto.” “Ó velha, olha que eu como-te!” “Não me comas que, quando se batizar o meu menino, dou-te arroz–doce.” Foi mais adiante e encontrou outro lobo que lhe fez a mesma pergunta e ela deu-lhe a mesma resposta. Depois encontrou um homem que lhe perguntou o que ela ia fazer e, como ela lhe respondesse que ia procurar um padrinho para o seu neto, ele ofereceu-se logo para isso. Depois a velha contou-lhe o encontro que tinha tido com os lobos e o homem deu-lhe uma grande cabaça e disse-lhe que se metesse dentro dela que assim iria ter a casa sem que os lobos vissem. A velha meteu-se na cabaça e esta começou a correr, a correr, até que encontrou  um lobo  que lhe perguntou : Ó cabaça, viste por aí uma velha?

– Não vi velha, nem velhinha;

– Não vi velha, nem velhão;

– Corre, corre, cabacinha

– Corre, corre, cabação.

Mais adiante encontrou outro lobo que perguntou também: Ó cabaça, viste por aí uma velha?

Não vi velha, nem velhinha;

Não vi velha, nem velhão;

Corre,  corre, cabacinha

Corre, corre, cabação.

A velha, julgando que já estava longe dos lobos, deitou a cabeça fora da cabaça mas os lobos, que a seguiam, saltaram-lhe em cima e comeram-na.

Adolfo Coelho – “Contos Populares Portugueses”

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

20 05 2016

Sexta feira, 20 de maio de 2016

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A Importância das árvores

A Floresta faz muito mais por nós, seres humanos, do que providenciar lindos passeios e lenha.

 

As árvores são os pulmões do nosso planeta. Enquanto parte essencial do ciclo do carbono, quando fazem a fotossíntese para produzirem o seu alimento absorvem dióxido de carbono e convertem-no para libertar oxigénio, armazenando o resto do carbono, que se decompõe no solo quando a árvore morre. Quando toda uma floresta o faz, a admissão de CO2 é enorme. Com o peso que o aumento dos níveis de CO2 na atmosfera tem nas alterações climáticas, o trabalho das árvores torna-se ainda mais importante. Estima-se que todas as árvores do planeta absorvam até 40% do CO2 gerado pelo Homem anualmente. Quando as árvores são derrubadas, este armazenamento de carbono é eliminado, tal como a capacidade da árvore para estabilizar o solo e absorver água. A desflorestação cria uma paisagem onde a água flui de modo ininterrupto, levando consigo solo arável valioso rico em nutrientes – deixando a terra árida e estéril. É um desastre para a agricultura e para aqueles que dela dependem. Cheias repentinas semeiam a destruição e ameaçam a vida humana, e já foram diretamente relacionadas com a supressão de árvores em todo o mundo. A jusante, o solo removido pelas cheias é depositado à medida que o fluxo de água se esgota, podendo obstruir represas e causar outros problemas.

Revista Quero Saber

 Texto selecionado pela BE