5 Minutos de Leitura

31 05 2013

Sexta-feira, 31 de maio de 2013

images 

Férias

No outro dia encontrei uma foto antiga atrás da cama e lembrei-me da minha infância. Essa frase é um clichê, eu sei, mas parece que foi ontem que eu ainda me olhava naquele espelho e via o reflexo de uma menina tímida.

Já estou no terceiro ano da universidade, e há alguns anos atrás, quando via alunos do ensino secundário pensava: meu Deus, como eles são velhos, grandes, e adultos. Ansiava chegar a essa fase e ter certas liberdades. Que tolice. Jamais imaginaria que algumas coisas daquela época me fariam tanta falta. Como por exemplo, as viagens de fim de ano. O meu pai e o meu tio combinavam um dia do mês, e em dois carros, seguiamos em direção ao destino de praia.

Na véspera da viagem eu nem dormia. Ficava a fazer planos mentalmente e a colocar coisas inúteis na mala. Antes das quatro da madrugada, o despertador fazia com que todos se levantassem da cama.

Depois de muita correria, e alguns berros da minha mãe com o meu irmão por implicar comigo, lá estávamos todos dentro do carro.

A ansiedade e o cheirinho de mar/sal no ar era sinal de que o destino estava próximo. Nessa hora eu e o meu irmão ficávamos a olhar entre as ruas daquelas cidades estranhas para ver quem avistava o mar primeiro. É óbvio que o meu irmão ganhava sempre.

Ao chegar lá, encontrávamo-nos com os outros primos e tios que só víamos nessa época do ano. Engolíamos o almoço e corríamos para o mar como aquelas tartarugas que acabaram de nascer. Confesso que eu nunca gostei de ficar de biquini, da areia, e do sol, mas estar ali com toda a gente fazia-me realmente feliz. Construir castelos, levar baldes de areia, juntar conchinhas… Ah, que saudade!

Hoje, mais de sete anos depois, algumas coisas mudaram. O meu pai já não gosta de viajar de carro para longe, o meu irmão está a fazer faculdade fora, e os meus dois primos, só os vejo muito de vez em quando, numa festa ou coisa do tipo.

O que me dói é saber que a vida de hoje em dia é assim. Que numa hora ou outra cada um vai seguir o seu rumo e, daqui a alguns anos, talvez, nem nos lembremos mais do nome uns dos outros quando os nossos filhos perguntarem quem é aquele da foto. Uma pena, pela família, pela amizade e pelo amor.

Dizem por aí que a gente cresce e fica mais esperta. Será mesmo?

 

                               Texto selecionado e adaptado pela BE – http://www.depoisdosquinze.com/

 

Anúncios




5 Minutos de Leitura

29 05 2013

Quinta-feira, 30 de maio de 2013 

images

Um novo estudo publicado pelo jornal Nature Communications sugere que cães e humanos tenham vindo a evoluir em conjunto desde há milhares de anos atrás.

A investigação mostra que os cães separaram-se dos lobos cinzentos há cerca de 32.000 anos atrás e, desde então, o cérebro e órgãos digestivos dos cães têm evoluído de uma forma muito similar ao cérebro e órgãos dos seres humanos.

Os resultados também sugerem uma origem mais antiga para a domesticação do cão, indicando que um ambiente comum levou tanto o animal como o homem a uma evolução conjunta durante milhares de anos.

A equipa comparou os genes correspondentes em cães e humanos e descobriram que ambas as espécies sofreram alterações semelhantes em genes responsáveis pelo metabolismo e digestão, tais como genes que codificam o transporte do colesterol.

Encontraram igualmente uma coevolução em vários processos cerebrais – por exemplo, em genes que afetam o processamento da serotonina no cérebro. Nos seres humanos, as variações nesses genes afetam os níveis de agressão.

“Como a domesticação é frequentemente associada a um grande aumento na densidade populacional e a condições de vida, estes ambientes “desfavoráveis” podem ter sido a pressão seletiva que levaram a uma reestruturação de ambas as espécies,” concluem os investigadores do estudo.

 

                               Texto selecionado  pela BE – Revista Quero Saber, Alexandre Lopes a 20 de maio





5 Minutos de Leitura

28 05 2013

Quarta-feira, 29 de maio de 2013

bolsasde agua 

Foram encontradas bolsas de água com mais de 2 mil milhões de anos

 

Uma equipa de investigadores encontraram água que estava completamente isolada há mais de dois mil milhões de anos. Estas bolsas de água estão localizadas nas minas de cobre e zinco perto de Timmins, no Canada, a mais de dois quilómetros de profundidade.

Os cientistas responsáveis por esta descoberta afirmam que a água poderá estar repleta de seres microscópios. Referem também que é quente, muito mais salgada do que a água do mar, rica em hidrogénio dissolvido e vários tipos de gases.

É possível que esta descoberta, associada à possibilidade de ser a base de sustento para certas formas de vida, poderá afetar várias investigações de outros tipos de vida na Terra, refere Greg Holland, da Lancaster University, o autor do estudo centrado nesta água.

“Identificámos um método de criação e preservação de vida que se pode autossustentar por muitos anos – independentemente de quão inóspito seja a superfície do planeta”, explica o Holland, citando a publicação LA Times. O autor continua ao explicar que esta descoberta pode significar que haverá uma possibilidade de encontrar este tipo de sistemas fechados e com vida em planetas como Marte.

 

 

                                     Texto selecionado  pela BE – Revista Quero Saber, João Peixoto a 20 de maio

 





5 Minutos de Leitura

27 05 2013

 

5 Minutos de Leitura

Terça-feira, 28 de maio de 2013

 

78 mil querem ir a Marte… e não voltar

 index

 

As inscrições abriram há apenas duas semanas e já há quase 80 mil candidatos a “emigrar” para Marte em 2022, apesar de empresa responsável pelo projeto deixar claro que quem for… não volta.

A organização Mars One planeia enviar um grupo de pessoas para Marte, em 2022, para estabelecer a primeira colónia humana no Planeta Vermelho. Em duas semanas, o projeto recebeu mais de 78 mil inscrições, que estarão abertas até 31 de agosto.

A Mars One avisa, no entanto, que devido às alterações fisiológicas impostas pela adaptação à vida em Marte, não haverá forma de voltar à Terra.

No seu site , a organização lembra que apesar de um cosmonauta ter conseguido voltar a andar depois de 13 meses a bordo da Mir, num ambiente sem gravidade, uma estada prolongada em Marte não permitiria ao corpo humano readaptar-se à gravidade da Terra.

Os candidatos não devem ter quaisquer habilitações específicas, mas sim ter “disposição para construir e manter relações saudáveis, capacidade de refletir sobre si próprio e de confiar nos outros”. Os voluntários escolhidos receberão um treino mínimo de oito anos antes de partirem para a longa viagem de sete meses até Marte.

Até agora, estão inscritas pessoas de 120 países (apesar de a grande maioria serem norte-americanos), que tiveram de fazer upload de um vídeo a explicar porque querem ir passar o resto da vida ao inóspito Planeta Vermelho.

 

 

 

                                            Texto selecionado  pela BE – Revista Visão: 16 de maio

 





Quer mudar-se para Marte?

27 05 2013




5 Minutos de Leitura

24 05 2013

 

Segunda-feira, 27 de maio de 2013

 img-celulas-estaminais-d4d9

Clonadas primeiras células estaminais humanas

 

Pela primeira vez, foi possível recolher células estaminais de um embrião humano clonado, o primeiro passo de um processo que poderá, espera-se levar a novos tratamentos para doenças com esclerose múltipla, Parkinson ou diabetes.

Num estudo publicado na revista científica Cell, um grupo de cientistas da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, Estados Unidos, anunciou ter recorrido a métodos semelhantes aos usados na clonagem da ovelha Dolly, em 1996, para obter o primeiro embrião humano clonado.

Na experiência, material retirado de uma célula adulta foi transplantado para um óvulo cujo ADN havia sido retirado. Depois, os cientistas induziram os óvulos não fertilizados a transformar-se em células estaminais embrionárias, através de um estímulo elétrico.

As células estaminais são uma das maiores esperanças na medicina porque são capazes de se transformar em qualquer outra célula encontrada no corpo humano.

O objetivo não é clonar seres humanos, mas apenas criar em laboratório, a partir das células do corpo de um doente (da pele, por exemplo), linhagens de células estaminais embrionárias (CEE) que possam ser usadas para gerar tecidos e órgãos compatíveis com esse doente.

 

 

 

                                            Texto selecionado  pela BE – Revista Visão: 16 de maio

 





Cientistas criam células estaminais humanas por clonagem

24 05 2013