5 Minutos de Leitura:Um POEMA…para o Dia da Mãe

29 04 2011

5 Minutos de Leitura

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

 

Um POEMA…para o Dia da Mãe!

 

No sorriso louco das mães batem as leves

gotas de chuva. Nas amadas

caras loucas batem e batem

os dedos amarelos das candeias.

Que balouçam. Que são puras.

Gotas e candeias puras. E as mães

aproximam-se soprando os dedos frios.

Seu corpo move-se

pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões

e órgãos mergulhados,

e as calmas mães intrínsecas sentam-se

nas cabeças filiais.

Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,

vendo tudo,

e queimando as imagens, alimentando as imagens,

enquanto o amor é cada vez mais forte.

E bate-lhes nas caras, o amor leve.

O amor feroz.

E as mães são cada vez mais belas.

Pensam os filhos que elas levitam.

Flores violentas batem nas suas pálpebras.

Elas respiram ao alto eem baixo. São

silenciosas.

E a sua cara está no meio das gotas particulares

da chuva,

em volta das candeias. No contínuo

escorrer dos filhos.

As mães são as mais altas coisas

que os filhos criam, porque se colocam

na combustão dos filhos, porque

os filhos estão como invasores dentes-de-leão

no terreno das mães.

E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,

e atiram-se, através deles, como jactos

para fora da terra.

E os filhos mergulham em escafandros no interior

de muitas águas,

e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos

e na agudeza de toda a sua vida.

E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,

e através dele a mãe mexe aqui e ali,

nas chávenas e nos garfos.

E através da mãe o filho pensa

que nenhuma morte é possível e as águas

estão ligadas entre si

por meio da mão dele que toca a cara louca

da mãe que toca a mão pressentida do filho.

E por dentro do amor, até somente ser possível

amar tudo,

e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.

 

 

Herberto Helder, in ‘Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o futuro’, pp.1698-1700, Assírio & Alvim, Lisboa, Agosto de 2001

Texto selecionado pelo Prof. Teodoro Fonte

 





Personal Coach

28 04 2011





5 Minutos de Leitura: PORQUÊ O DIA NACIONAL DA PREVENÇÃO?

27 04 2011

5 Minutos de Leitura

Quinta-Feira,  28 de Abril de 2011

 

Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

 

Mensagem de Luís Lopes, Coordenador Executivo para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho

 

PORQUÊ O DIA NACIONAL DA PREVENÇÃO?

 

Porque o trabalho deve ser a forma nobre e
honesta de ganharmos a vida e não o veículo trágico para a perdermos…

Porque não “acontece só aos outros”…

Porque a inexperiência, aliada à irreverência e voluntarismo dos jovens trabalhadores, pode facilmente resvalar para comportamentos irresponsáveis que os impedirão de chegar a velhos trabalhadores…

Porque a rotina em que podem cair os trabalhadores mais experientes pode conduzir ao facilitismo e à entrada em estatísticas de que todos queremos estar ausentes…

Porque as trabalhadoras quando pegam ao trabalho na empresa geralmente já pegaram ao trabalho ininterrupto como mães, “domésticas” e esposas muito, muito antes…

Porque não conseguimos deixar à porta do emprego as preocupações e os problemas de um quotidiano que nunca é fácil…

Porque só se evita antes de acontecer. Depois repara-se, o que sai sempre mais caro e nem sempre é possível…

Porque para evitar há que prevenir…

Porque o principal equipamento de protecção individual é-nos distribuído de origem, alojado na nossa caixa craniana…

Porque todos, individual e colectivamente, temos de ser sensibilizados para as enormes potencialidades desse equipamento de protecção…

Porque a legislação que temos, e que é boa, tem de ser interiorizada e cumprida por todos, empregadores e trabalhadores, por convicção, e não desrespeitada, ou cumprida apenas por medo…

Porque a Prevenção é comemorada num dia para ser vivida no dia-a-dia…

Por tudo isto, celebramos o Dia Nacional da Prevenção.

 

 

Texto Seleccionado pela turma 11ºQ, no âmbito da disciplina de Área de Integração, in

http://www.dnpst.eu/mensagens-institucionais.php?idMensInst=3

 





John James Audubo (26 de abril de 1785 – 27 de janeiro 1851)

26 04 2011

 

John James Audubon (1785-1851), filho de um marinheiro francês nasceu na ilha de Santo Domingo. Viajou para os Estados Unidos e com  35 anos  sonha  ilustrar um livro com as aves do continente norte-americano, em tamanho natural. A sua ambição exigiu-lhe 11 anos de trabalho: publicou Birds of America (1838), que incluia  435 gravuras com os animais selvagens que observou durante as suas viagens de norte a sul. Foi este trabalho (The Birds of America) publicado, que ainda durante a sua vida lhe trouxe sucesso comercial e uma enorme popularidade junto do público. O prestígio científico alcançado pela obra valeu-lhe elogios rasgados dos seus pares e permitiu-lhe tornar-se no segundo americano (depois de Benjamin Franklin) a incluir a selecta Royal Society britânica para as ciências.

 

Clica na Imagem para ver o Catálogo Online

 

 Adaptado da Wikipédia





Videoclip “Liberdade” do núcleo Recarga

26 04 2011




5 Minutos de Leitura:Liberdade

26 04 2011

 

 5 Minutos de Leitura 

Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

 

  

Liberdade

 

— Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.   

Miguel Torga (1907-1995), in Diário XII

 

Texto seleccionado pela BE





25 de Abril – 37 anos depois

25 04 2011

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 Cerco ao Quartel do Carmo  em Lisboa, na Revolução de Abril de 1974