5 Minutos de Leitura

16 12 2015

A Biblioteca Escolar deseja a toda a comunidade um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.

 

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5 Minutos de Leitura

15 12 2015

Terça feira, 15 de dezembro de 2015

 

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HINO DE AMOR

Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O bom Jesus,
O Deus Menino.

Eis senão quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do Sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho,
Corre apressado,
Quebra o encanto,
Foge a serpente,
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
Tão requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
Tão repassado
De gratidão,
De uma alegria,
Uma expansão,
Uma veemência,
Uma expressão,

Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio,
E a avezinha
Continuando
No seu gorjeio
Enquanto o via;
De vez em quando
Lá lhe passava
A dianteira
E mal poisava,
Não afrouxava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!

Assim foi indo
E foi seguindo.
De tal maneira,
Que noite e dia
Numa palmeira,
Que havia perto
Donde morava
Nosso Senhor
Em pequenino
( Era já certo)
Ela lá estava
A pobre ave
Cantando o hino
Terno e suave
Do seu amor
Ao Salvador!

João de Deus

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

14 12 2015

Segunda feira, 14 de dezembro de 2015

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Sentir o Natal

Sentir a mensagem viva do aniversariante deste Dezembro mágico: toda a família está unida.

O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas!…

Não quero ver despensas cheias! … Quero saber se alguém conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco!… Às vezes nada!.

Não mostre as prendas que já comprou, mesmo com sacrifício!

Quero sim ver dentro de si a preocupação com aqueles que esperam tão pouco.

Uma visita, um telefonema, uma carta, um email!…

Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, e filhos que descobrem tempo para os seus velhos pais!…

Quero ver amigos que se reencontram e podem parar para conversar!

Aos que oferecem o ombro amigo para consolar quem anda triste, perdido!…

Quero ver o espírito de Natal a invadir as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples.

Não quero ver o Natal nas vitrinas enfeitadas, no convite ao consumo, mas sim no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas.

Mostrem-me que o espírito de Natal entrou definitivamente nas vossas vidas, através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas, também felizes!…

Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que se vai encher de deliciosas iguarias, no cheiro do crepitar da lenha, abrace-se à família e façam alguns  minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar como um presente eterno, duradouro: o suave perfume de Jesus, perfume de paz, amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia!…Todos os dias serão como os dias de Natal.

Que a luz de Jesus entre em cada lar trazendo alegria aos nossos corações!…

Que a fraternidade universal seja a meta nestes tempos difíceis!…

Assim encontraremos a Paz tão almejada!…

Que este Natal seja de fé, amor e esperança, renascida nos olhos de uma Criança!

Feliz Natal e um Bom Ano!

 João Guterres

Texto selecionado pela BE





11 12 2015

Sexta feira, 11  de dezembro de 2015

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Carta do Menino Jesus ao Pai Natal

 

Querido Pai natal

Há muito tempo que andava a pensar em te escrever, mas nesta época mete-se uma coisa e outra e vai passando a ocasião. Mas este ano sempre se concretizou.

Nesta altura, é costume fazerem-se inquéritos sobre as personagens mais em destaque. Eu não tenho dúvidas em dizer que nós os dois estamos no topo da lista. É certo que eu nasci primeiro – no tempo em que reinava o rei Herodes e tu apareceste muito mais tarde.

Quem te teria inventado? Há muitas e variadas versões mas uma das primeiras nasceu com Clemente Moore. A tua figura anda associada a São Nicolau que foi bispo de Bari (Itália), mas ganhou um estatuto privilegiado quando a Coca Cola resolveu servir-se de ti para fazer publicidade.

Esquecia-me de te dizer que por cá, há coisa de uns anos, pegou a moda de te pôr a trepar as varandas e janelas como um vulgar “pilha galinhas” e colocam na janela um estandarte com a minha imagem para dizer a quem vê “aqui mora um cristão”.  Mas há também muita gente que te tem dado lugar de honra nas suas casas, lugar que antigamente me pertencia a mim. Eu não te tenho inveja mas tenho muita  pena que não possamos conviver.

No fim das festas guardam-nos numa caixa até ao próximo ano mas não fiques triste se em algumas casas conservarem a minha imagem, eu sou Filho de Deus, do Deus que se fez homem em Maria;  – é sinal que nessas casas “houve um lugar para mim”. Tu, és uma figura lendária mas não consta que tenhas feito mal a alguém.

Afinal nós podemos conviver!

Maria Fernanda Barroca

Texto selecionado e adaptado pela BE





5 Minutos de Leitura

10 12 2015

Quinta feira, 10 de dezembro de 2015

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Cartões de boas festas

 

Parece ter sido em Londres, no Natal de 1843, que tiveram a sua origem os cartões de boas festas.

Henry Cole, o fundador do Museu Vitória, aflito com os seus negócios, não conseguia ter tempo para escrever as tradicionais cartas de “boas festas”.

Mas teve uma ideia: os amigos receberiam apenas um cartão impresso, mesmo porque isso resultaria em grande inovação.

Para o efeito chamou um pintor, Horsley, encarregando-o de preparar originais e lindas vinhetas, depois impressas na Old Bond Street. (…)

A princípio, os cartões eram grosseiros e sem referência às solenidades natalícias (…). Mas depois surgiram vinhetas coloridas e apropriadas, com palavras de felicitação e tudo, que conquistaram a simpatia geral.

Em 1900 sir Adolph Tuck promoveu um concurso de ideias originais. Fabricou variados cartões, pois foram cinco mil os concorrentes.

Estimulado assim, sir Adolph Tuck movimentou artistas e poetas, escolheu figuras e textos, e deu origem aos cartões que foram usados até ao século XX.

Hoje, os cartões já estão praticamente fora de moda. Para desejar votos de “boas festas” a familiares ou amigos recorre-se às novas tecnologias. As mensagens por telemóvel ou por correio eletrónico são mais eficazes. No fim de contas, é muito mais prático encaminhar um “sms” que achamos interessante (que já tínhamos recebido de alguém) para os outros contactos. O único senão, é quando recebemos o mesmo sms de volta, porque alguém também achou o mesmo. Convém não esquecer a originalidade e o nosso toque pessoal.

Criatividade é essencial e precisa-se!

Já agora, Boas festas!

 

 “Viver o Natal”, Silva Araújo

 

 

Texto selecionado e adaptado pela BE





5 Minutos de Leitura

9 12 2015

Quarta feira, 9 de dezembro de 2015

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Ainda que eu seja capaz de falar todas as línguas

dos homens e dos anjos,

se não tiver amor, as minhas palavras são como o badalar de um sino

ou o barulho de um chocalho.

Ainda que eu tenha o dom de falar em nome de Deus

e possa conhecer os seus planos e saber tudo;

ainda que eu tenha uma fé capaz de transportar montanhas,

se não tiver amor, não presto para nada.

Ainda que eu dê em esmola tudo o que é meu;

ainda que me deixe queimar vivo,

se não tiver amor, isso de nada me serve.

O amor é paciente e prestável.

Não é invejoso.

Não se envaidece nem é orgulhoso.

O amor não tem maus modos nem é egoísta.

Não se irrita nem pensa mal.

O amor não se alegra com uma injustiça causada a alguém,

mas alegra-se com a verdade.

O amor suporta tudo, acredita sempre,

espera sempre e sofre com paciência.

O amor é eterno.

 

1Cor 12,31-13,8

 

Texto selecionado pela prof. Maria Goreti Fernandes





5 Minutos de Leitura

7 12 2015

Segunda feira, 7 de dezembro de 2015

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Ser Solidário…


Estamos numa época em que é comum vermos pessoas a apelar à solidariedade, para ajudar diversas instituições. Mas porquê nesta altura do ano? Por ser Natal? Pensa-se que as pessoas estão mais vocacionadas para ajudar nesta época, mas quem precisa, precisa durante todo o ano. E não é necessário estar institucionalizado para necessitar de ajuda. Se olharmos bem, podemos encontrar alguém bem perto de nós que necessita de ajuda. Ajuda não significa necessariamente dar dinheiro, existem mil e uma formas de ajuda, a que muitas vezes se dá muito mais valor do que ao dinheiro.

A solidariedade pode manifestar-se das mais diversas formas e o curioso é que o mesmo gesto, a mesma acção pode em determinado momento significar solidariedade, noutro não. Por isso temos que ser inteligentes e discretos para perceber correctamente o que é que naquele momento exacto o nosso amigo mais precisa. Há uma tendência para alguns pensarem que a solidariedade exige desprendimento de dinheiro, de muito tempo, de muito esforço. Pode também exigir isso, mas nem sempre é de dinheiro, de muito do nosso tempo nem tão pouco de esforço que o nosso irmão precisa. Mesmo que precisasse de tudo isso, a alegria pelo bem que se fez, compensava tudo, por excesso.

Para se ser solidário, às vezes basta uma palavra, uma carícia, o chamar pelo nome, o dar o ombro, ou mesmo o silêncio. Silêncio, exactamente. Quantas e quantas vezes é apenas disso, e só disso que os nossos amigos precisam e nós não somos capazes de os entender e falamos, falamos, fazendo-os sofrer cada vez mais. Solidariedade não se restringe às palavras. O que não conjuga nunca com solidariedade é a indiferença. Passarmos ao lado de quem sofre, de quem necessita que lhe estenda a mão, de quem apenas quer ouvir uma palavra, de quem quer silêncio, fazendo de conta que nada se passa é a antítese da solidariedade.

Solidariedade, no fundo, é sabermos viver juntos, é compartilharmos o bem e o mal, as vitórias e as derrotas, as alegrias e as tristezas. Ser solidário é ajudar o outro sem esperar pagamento, é dar sem esperar receber.

Solidariedade, ou ser-se solidário, é ajudar a combater os problemas que afectam de alguma forma o bem estar da humanidade.

– Vamos olhar para o “outro” com olhos de ver, de certeza encontraremos quem necessite da nossa mão, de um gesto solidário.

                                           http://abrunheirasintra-aldeiaviva.blogspot.com/2007/12/ser-solidrio.html

Texto seleccionado e adaptado pela BE