“Invisible Children”

31 05 2010

Esta é a curta-metragem realizada por três jovens no norte do Uganda  que relata o horror das crianças vítimas de uma guerra que lhes rouba o futuro, a esperança e a paz.





“As Crianças Invisíveis”

31 05 2010

Na Primavera de 2003, três jovens americanos viajaram até África à procura de aventura. O que encontraram foi uma tragédia que os chocou mas que também os inspirou: a história das crianças que são armas e vítimas. “Invisible Children” é o nome de uma curta-metragem e também o nome de uma organização  que nasceu depois  dessa viagem, e que mudou a vida destes três jovens para sempre.  Esta curta-metragem expõe os efeitos de uma guerra que dura há vinte anos no norte do Uganda. Estas crianças vivem no terror, todas as noites, de serem raptadas pelos rebeldes para serem forçadas a combater violentamente pelos ideais do líder rebelde Joseph Kony. Uma viagem cuja finalidade era a aventura, tem agora como finalidade devolver a esperança, um nome e um futuro para cada uma destas crianças.

Para conheceres melhor o trabalho desenvolvido por esta organização podes consultar o seu website:          

http://www.invisiblechildren.com/home.php





5 Minutos de Leitura:”… o melhor de tudo são as crianças…”

31 05 2010

5 Minutos de Leitura

Terça-Feira,  01 de Junho de 2010

“… o melhor de tudo são as crianças…”


Convidaram-me para participar num congresso sobre educação, na Itália. Fui. Esperava que fosse igual aos muitos congressos em que já participei: conferencistas famosos, pedagogos, filósofos, professores, educadores, políticos, todos explicando teorias sobre a educação. Assim é, porque aqueles que comparecem a congressos são sempre adultos. Mas uma surpresa me aguardava: o congresso estava cheio de crianças.

No congresso distribuíram uma página com os “Dez Direitos Naturais das Crianças” que quero compartilhar com vocês:

“1. Direito ao ócio: Toda a criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos.

2. Direito a sujar-se: Toda a criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras.

3. Direito aos sentidos: Toda a criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.

4. Direito ao diálogo: Toda a criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas ideias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.

5. Direito ao uso das mãos: Toda a criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.

6. Direito a um bom início: Toda a criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.

7. Direito à rua: Toda a criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.

8. Direito à natureza selvagem: Toda a criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.

9. Direito ao silêncio: Toda a criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.

10. Direito à poesia: Toda a criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua.” E aí eu pedi às crianças licença para acrescentar o décimo primeiro direito: “Todo adulto tem o direito de ser criança…”

Desejo que você, neste “Dia das Crianças”, redescubra a delícia que é ser criança. Porque, como disse Fernando Pessoa, “Grande é a poesia, a bondade e as danças… Mas o melhor do mundo são as crianças”.

Rubem Alves, psicanalista, educador e escritor brasileiro / www.aprendiz.org.br

Texto seleccionado pela BE





Dia Mundial da Criança

31 05 2010

No dia 1 de Junho comemora-se o Dia Mundial da Criança.
Foi em 1950 que este dia passou a ser festejado, logo após o fim da 2ª Guerra Mundial (1945). Muitos países da Europa e Oriente, não tinham boas condições de vida e quem sofria mais eram as crianças.
Muitos meninos eram orfãos e viviam em orfanatos. Outras porém, apesar de terem pais, não tinham dinheiro para comprar alimentos e eram obrigadas a trabalhar para ajudar a família.
Infelizmente ainda em muitos países do mundo há crianças que continuam a ser vítimas de maus tratos e exploração de adultos.
A UNICEF é uma organização mundial que se dedica a ajudar especificamente as crianças. Em termos gerais, trabalha com os governos em programas para ajudar as crianças nos sectores da saúde, educação, alimentação…
Actualmente a UNICEF trabalha em 158 países de todo o mundo.





5 Minutos de Leitura:Banco Alimentar Contra a Fome – Campanha de Maio

31 05 2010

  5 Minutos de Leitura

31 de Maio de 201o

 

Banco Alimentar Contra a Fome – Campanha de Maio

 

O Banco Alimentar Contra a Fome realizou no passado fim-de-semana, dias 29 e 30 de Maio, mais uma campanha para angariação de produtos alimentares.

            A Ancorensis ajudou a “alimentar esta ideia”, disponibilizando uma equipa de mais de oitenta voluntários, entre alunos, funcionários e professores, que se foram revezando nos supermercados MiniPreço e Intermarché, em Vila Praia de Âncora.

Os Bancos Alimentares Contra a Fome são uma resposta necessária porque “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários” (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem).

São Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas.

A acção dos Bancos Alimentares assenta na gratuidade, na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato.

Os Bancos Alimentares em actividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de mais de 1.400 instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo já a distribuição total mais de 216.000 pessoas. A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome coordena esta acção, anima a rede disponibilizando informação e meios materiais, representa os Bancos Alimentares Contra a Fome junto dos poderes públicos, das empresas de âmbito nacional e de organizações internacionais, e efectua, a nível nacional, a repartição de algumas dádivas, criando uma vasta cadeia de solidariedade.

            O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992 com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal.

            Obrigado por Alimentar esta Ideia

                                                

 Texto adaptado pela BE, a partir do site oficial do BAF





Homenagem ao Bombeiro

27 05 2010




5 Minutos de Leitura: No Dia Mundial do Bombeiro

27 05 2010

5 Minutos de Leitura

Sexta-Feira,  28 de Maio de 2010

 

No Dia Mundial do Bombeiro

Desejo de um bombeiro:

Desejava que pudesses ver a tristeza de um homem de negócios quando o trabalho da sua vida desaparece em chamas, ou uma família que regressa e encontra a sua casa e os seus pertences danificados ou destruídos.

Desejava que pudesses saber o que é procurar num quarto a arder por crianças presas… As chamas por cima da tua cabeça, as palmas das mãos e os joelhos a queimaram enquanto tu rastejas… O chão a ranger com o teu peso, enquanto a cozinha arde por baixo de ti. (…)

Desejava que pudesses saber o cheiro único de uma queimadura, o gosto da saliva com sabor a fuligem… Sentir o intenso calor que passa através do equipamento, o som dos estalos das chamas, a sensação de não conseguir ver absolutamente nada através do fumo denso… Sensações que se tornaram muito familiares para mim…

Desejava que pudesses compreender como nos sentimos ao ir para o trabalho de manhã, após passarmos a maior parte da noite suando com o calor de diversas chamadas de fogo…

Desejava que pudesses ler o meu pensamento quando respondo a uma chamada para um edifício a arder, “Será falso alarme ou um enorme incêndio? Como será a construção do edifício? Que perigos esperam por mim? Estará alguém lá dentro ou saíram todos?” Ou para uma chamada de socorro,” O que se passará com o doente? Será que a pessoa que telefonou está mesmo em apuros ou estará à minha espera com uma arma?”.

Desejava que pudesses estar na sala de reanimação quando o médico decide anunciar a morte da linda menina de cinco anos que tenho tentado salvar durante os 25 minutos anteriores, e que nunca irá ter o seu primeiro namorado, nem nunca mais irá dizer “gosto muito de ti, mãe”…

Desejava que pudesses saber a frustração que sinto na cabina do autotanque, o motorista com o acelerador a fundo, o meu braço a tocar a sirene vezes sem conta, quando não se consegue passar por um cruzamento ou no meio do trânsito. Precisam de nós e, muitas vezes, o primeiro comentário que fazem quando chegamos é ” levaram muito tempo para cá chegar”. (…)

Desejava que pudesses sentir os meus sentimentos quando as pessoas verbalmente, e às vezes fisicamente, nos maltratam ou subestimam o que fazemos…”

Desejava que pudesses perceber a instabilidade mental, emocional e física de refeições perdidas, sonos perdidos e a falta de actividades sociais, depois de todas as tragédias que os meus olhos já viram.

Desejava que pudesses saber a irmandade que existe e a satisfação de ajudar a salvar uma vida, a preservar as coisas de alguém, a estar “lá” nos tempos de crise ou a criar ordem quando existe um caos total.

Desejava que pudesses compreender como nos sentimos quando temos uma criança a puxar-nos o braço e a perguntar “a minha mãe está bem?” Ou ter de segurar um amigo de longa data, enquanto o seu companheiro vai na ambulância a ser reanimado. Sensações que me ficaram muito familiares…

A menos que tenhas vivido este tipo de vida, nunca conseguirás entender verdadeiramente ou apreciar QUEM EU SOU, O QUE NÓS SOMOS OU O QUE O NOSSO TRABALHO SIGNIFICA REALMENTE PARA NÓS…

Desejava que pudesses ver…

 

Rute, Bombeira Voluntária de Rio Maior

http://www.portaldafenix.com