5 Minutos de leitura

17 03 2016

Quinta feira, 17 de Março de 2016

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Dia do Pai

Pai

Companheiro, amigo,

Sorriso de alegria,

Expressão de amor.

Acolhe a criança,

Que de braços abertos…

Procura o carinho,

Dos teus braços fortes.

Talvez brincadeiras!…

Uma traquinice!…

Mas que belo gesto…

Expressão de amor.

A criança cresce,

A vida caminha…

E agora o jovem,

Procura o amigo

E quer conversar.

Conversas amenas,

Conselhos, vivências…

Ser jovem talvez!…

Porque o mundo lá fora,

É muito inseguro.

Espreita o perigo,

E o jovem confuso,

Procura o amigo,

Que jovem já foi.

“ És tu pai.”

O pai da criança,

Jovem ou adulto

Que com confiança

Procura a tua mão.

Porque a maior maravilha,

É termos na vida,

Um pai, que é irmão.

 

Texto selecionado pela BE

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5 Minutos de Leitura

16 03 2016

Quarta-feira, 16 de Março de 2016

os fantasticos livros voadores

                                                     Uma Leitora que colecionava desenlaces

Era uma vez uma leitora que colecionava desenlaces. Pegava num livro, corria para as últimas páginas e arrancava-as de imediato. A sua obsessão começou, quando lhe disseram que os escritores guardavam para o fim a parte mais bela de toda a história. Um dia, enquanto a leitora se mantinha entretida a rasgar as últimas páginas de um livro, conheceu um leitor, bem mais novo, que colecionava apenas as introduções, porque – segundo ele – lhe tinham confessado que os escritores dedicavam mais tempo às primeiras páginas para agarrarem os leitores.

A leitora que só lia os desenlaces e o leitor que só lia as introduções apaixonaram-se e tiveram um filho que desistiu de ler e uma filha que lia sempre tudo do princípio ao fim.

Prof Carlos Vaz

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

15 03 2016

Terça-Feira, 15 de Março de 2016

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 O Colecionador de Introduções

Era uma vez um colecionador de introduções. Mal entrava numa livraria, corria logo para as páginas iniciais dos livros e arrancava-as com toda a avidez. Um dia, enquanto este colecionador de introduções se mantinha entretido a rasgar as ditas primeiras páginas, na famosa livraria onde várias vezes fora proibido de entrar, tropeçou numa leitora que, ao contrário dele, colecionava os mais belos desenlaces.

Segundo a história, o colecionador de introduções e a leitora dos ditos desenlaces apaixonaram-se quase de imediato e ao fim de alguns anos, não muitos, tiveram um filho traquina que avançava sempre as primeiras páginas e nunca chegava ao fim de um livro.

Prof Carlos Vaz

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

14 03 2016

Segunda-feira, 14 de Março de 2016

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Deêm aos refugiados oportunidades para retribuírem

“Não gostamos de crescer num mundo de guerras, porque é estúpido, e mesmo aqueles que as “ganham” acabam por sofrer”. Esta frase poderosa , mais clara e contundente do que qualquer outra que já ouvi durante encontros  com líderes nacionais, veio de uma fonte ainda mais autorizada: crianças que sobreviveram ao conflito, à pobreza, à carência e, até mesmo, às mãos criminosas de traficantes de seres humanos. Estas palavras faziam parte de um poema declamado por crianças do Centro Tenda di Abramo, pertencente à Comunidade de Sant’Edigio, em Roma, e que é um dos muitos centros de refugiados que visitei nas últimas semanas. As famílias perderam as suas casas, mas sinto-me em casa no meio delas. Estava sentado com um pequeno grupo de pessoas vindas do Médio Oriente , de África e de outras partes, ouvindo-as com atenção, quando notei a presença de um menino . “ Que idade tens?”, perguntei-lhe. “Seis”, respondeu orgulhosamente. Lembrei-me dos tempos em que tinha essa idade  e de como fui forçado a fugir da minha casa  durante a Guerra da Coreia. Apesar de não ter precisado de fugir para tão longe como fizeram estas crianças – tendo sido poupado a muitos dos tormentos  que lhes deixarão  marcas para sempre – , recordo bem a confusão e medo sentidos quando abandonava a minha aldeia sob bombardeamento.

Nunca me esquecerei da busca incessante do meu avô para encontrar algo para comermos na montanha onde nos escondemos. Era demasiado novo para compreender expressões tais como “segurança coletiva”, mas quando vi as tropas multinacionais que chegavam sob a bandeira das Nações Unidas soube que não estávamos sozinhos. Quando a ONU nos ofereceu mantimentos que nos salvaram a vida, começou a formar-se em mim um sentido de responsabilidade para retribuir ao mundo que me tinha ajudado. Eu não sou especial. Todos aqueles que conheci na Tenda di Abramo, em Itália, e no Centro Humanitário de Gabcíkovo, na Eslováquia, bem como no centro de Receção e Integração de Migrantes, em Espanha, estão ansiosos para contribuírem em favor da sociedade. (…)

“Quantas crianças acordam no Afeganistão com o som de tiros e bombas?”. Essa é a realidade vivida por milhões de sírios que já sofreram demasiado com uma guerra à qual as partes interessadas e países com influência devem pôr fim urgentemente. Tal como milhões de europeus e de outros povos que reconstruíram as suas vidas após a II Guerra Mundial, os refugiados de hoje querem o mesmo de todas as pessoas : segurança, estabilidade e um futuro melhor para os seus entes queridos.

Estou profundamente preocupado com aqueles que exploram o sofrimento dos refugiados, incitando à xenofobia e promovem o discurso do ódio. Estas ações dividem comunidades, criam instabilidade e traem os valores e os padrões de respeito pelos direitos humanos da União Europeia. Apelo aos líderes europeus e a todos no mundo inteiro para se juntarem numa resposta coletiva que reflita  estes valores e respeite a dignidade dos que fogem dos conflitos  e da pobreza.

O  encerramento  de fronteiras, regimes de criminalização e de detenção não vão resolver problema nenhum. Em  vez disso , os países devem criar  canais mais seguros  e legais  para os refugiados entrarem, mais oportunidades, melhores opções  de integração a nível local e investir nas operações  de resgate, que estão cronicamente  subfinanciadas.(…)

Esta resposta compassiva é também uma forma eficaz de combater as redes de contrabando e de tráfico que exploram as pessoas desesperadas. As políticas atuais não são obviamente as adequadas  . Está na altura da comunidade  internacional desenvolver uma resposta global para os fluxos populacionais em massa. Estou a trabalhar para juntar os países numa abordagem mais humana e coordenada. O progresso servirá o interesse comum de todas as Nações.

As crianças que conheci no Centro Tenda di Abramo , em Roma, cantaram sobre como foi a sua viagem  por diferentes continentes e terminaram a sua apresentação com a seguinte mensagem para o mundo: “No final das contas, qual é a diferença? Somos todos Humanidade”.

 

Ban Ki-moon  – Secretário-geral da ONU

Revista  VISÃO Nº1186 de 26/11

Texto selecionado pela BE

 

 





5 Minutos de Leitura

11 03 2016

Sexta feira, 11 de Março de 2016

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Lição sobre a água

 

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com exceções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

 

António Gedeão

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

10 03 2016

Quinta feira, 10 de Março de 2016

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Em 2050, metade de nós terá dificuldade em ver ao longe. Porquê?

Podemos estar perante uma epidemia: segundo vários estudos, o número de pessoas com miopia (a incapacidade da retina focar objetos a longas distâncias) está a aumentar em todo o mundo. Tanto que, em algumas zonas da Ásia, o número de adolescentes com miopia ultrapassa os 80%. Uma equipa de vários investigadores de instituições de todo o mundo veio afirmar que, em 2050, cerca de metade da população mundial deverá sofrer de miopia.

Os investigadores consultaram vários estudos previamente feito para chegarem a esta conclusão, que publicaram na plataforma Ophtamology. Segundo os seus cálculos, serão 4,8 mil milhões de pessoas as afetadas por esta doença ocular, um número que ultrapassa em mais do dobro daquele que vemos atualmente – cerca de duas mil milhões de pessoas.

Mais do que isso, o problema é que 10% destes quase cinco mil milhões de míopes poderão ter de uma versão mais grave da doença, sofrendo uma maior probabilidade de perder a visão.

Mas porque é que está a acontecer? Se bem que o desenvolvimento da tecnologia possa ter algum envolvimento na questão, o número de casos tem vindo a aumentar ainda antes do advento dos computadores e, sobretudo, smartphones. Por isso, a tecnologia não pode ser a única responsável.

Já foram feitas algumas relações, e até agora a urbanização e mudança de hábitos tem sido a justificação mais plausível. A maioria dos estudos prova que as atividades que implicam uma visão mais próxima (ler, escrever, estar no smartphone…) podem aumentar as probabilidades de ter miopia; é por isso que, em populações em que os jovens passam muito tempo a estudar, existem mais casos registados.

Mas existe uma outra teoria: os casos de miopia aumentam porque passamos menos tempo fora de casa; principalmente os mais novos. Investigações demonstram que a entrada de luz solar na retina pode prevenir o surgimento de miopia. “A toda a hora chegam resultados de todo o mundo, mas a realidade é que começam a aceitar o facto de que passar mais duras horas lá fora é uma forma de proteção,” explica Kovin Naidoo, um dos autores do estudo, que aceita que a mudança de estilos de vida pode ser a grande responsável por esta questão.

Comprovar a teoria não é tarefa fácil, e não existe a8inda um consenso de que esta possa mesmo ser a resposta, mas tudo leva a crer que esta possa ser uma das razões para tantos novos casos. Uma forma de investigar pode ser estudar a evolução de medidas preventivas, como levar a que as crianças passam mais tempo fora de casa.

Artigo extraído da Revista Quero Saber

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

9 03 2016

Quarta feira, 9 de Março de 2016

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Um homem decidiu enganar a Vida e fez-se passar por morto. À hora exata, abateu-se teatralmente com a mão agarrada ao coração. Houve um velório e encenou-se até um enterro comovido, tudo elegantemente planeado, para que a Vida acreditasse que ele realmente tinha partido.

Alguns instantes depois, o homem saiu pela calada, escondendo-se atrás da sua falsa lápide. Mas, ao contrário das suas expetativas, a Vida não findara durante a sua ausência e a monotonia dos dias repetia-se bem diante dos seus olhos. O que realmente veio a acontecer, isso sim, foi que na verdade o homem nunca mais pôde morrer, porque os dias o tinham esquecido, quando o riscaram para sempre, na tarde em que decidira enganar a Vida e agarrar-se falsamente à dor do coração.

Prof. Carlos Vaz

 

Texto selecionado pela BE