5 Minutos de Leitura

31 01 2012

Quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012

 

Ciberamigos Sem Máscaras

Estamos no mês das “máscaras”. O Carnaval permite-nos fingir ser aquele herói que nos fascina ou aquela personagem do filme de terror. Se no Carnaval colocamos “máscaras”, é apenas para nos divertirmos, mas há pessoas que fora desta época as colocam, fingindo ser uma pessoa que nada corresponde à realidade, apenas com o intuito de enganar e muitas vezes magoar. Dou o exemplo de certos cibernautas que navegam pelas redes sociais.
A internet veio alterar a nossa visão do mundo e a maneira como nos posicionamos perante ele. Com esta ferramenta, podemos viajar, comprar, comunicar, partilhar e receber informação, sem sair de casa. Alterou alguns hábitos do quotidiano que se tornaram obsoletos e fora de moda: a ida à biblioteca procurar livros para um trabalho, ir ao correio mandar uma carta, ir a uma loja comprar um produto.
Basta um clique e temos o mundo, a biblioteca, os livros, a loja, os “amigos” ao pé de nós. A vida social também se alterou. Construir amizades já não é o mesmo. Já não se marcam encontros na escola ou no jardim, pois virtualmente consegue-se esse encontro e, ao mesmo tempo, conhecer pessoas, fazer “amigos” através de um clique. O próprio conceito de amizade foi alargado: amigo não é apenas aquele com quem nos deparámos um dia, olhámos nos olhos e a partir daí foi-se construindo uma relação de amizade cada vez mais profunda. A amizade é alargada para um mundo virtual. Amigo é também aquele que se “encontrou” e “conheceu” na Internet.
Hoje assistimos a uma explosão de sítios de redes sociais tais como o Facebook, o Twitter, o Orkut, o MySpace… Estas redes sociais têm vários fins, mas a camada mais jovem utiliza-as com a finalidade de fazer os tais “amigos virtuais” e com eles trocar imagens, fotografias… O problema é que neste mundo virtual, tal como no mundo real, há pessoas com boas e más intenções. Alguns cibernautas colocam as tais “máscaras” e fazem-se passar por pessoas que gostaríamos de encontrar na vida real. Pessoas interessantes, sensíveis e corajosas que nos conquistam para depois facilmente nos enganar. Por detrás destas máscaras estão pessoas por vezes muito mais velhas e com más intenções. Através destas redes têm surgido sequestros com abusos sexuais, que atingem sobretudo as raparigas entre os 12 e os 15 anos. Só para teres uma ideia, em Portugal, em 2009, foram participados mais de 3000 desaparecimentos (jovens e adultos) apesar de apenas dez continuarem ainda desaparecidos, e o pior é que o número de situações de abuso potenciadas pelas redes virtuais tem continuando a aumentar.

Isabel Mesquita, in Audácia, Fevereiro de 2010 (pág. 44)

Texto seleccionado pela BE





A invenção da psicanálise (2º episódio)

31 01 2012




5 Minutos de Leitura

31 01 2012

Terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Pensador

 

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:”Que tamanho tem o universo?”Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:”O universo tem o tamanho do seu mundo.”Perturbada,ela novamente indagou:”Que tamanho tem meu mundo?”O pensador respondeu:”Tem o tamanho dos seus sonhos.”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,suas metas serão limitadas,seus alvos serão diminutos,sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.Os sonhos regam a existência com sentido.Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,suas primaveras não terão flores,suas manhãs não terão orvalho,sua emoção não terá romances.A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,faz dos idosos,jovens,e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história,fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.Sonhe!”

Augusto Cury

 

Texto seleccionado pela BE

 





A invenção da psicanálise

31 01 2012




5 Minutos de Leitura

29 01 2012

Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

 

DIA ESCOLAR DA NÃO VIOLÊNCIA E DA PAZ

30 DE JANEIRO

Hoje Segunda – feira, 30 de Janeiro comemora-se o Dia Escolar da Não Violência Escolar e da Paz. Desde 1965, que se comemora este dia, como forma de imortalizar a “Grande Alma”, Mohandas Gandhi, assasinado precisamente a 30 de Janeiro desse mesmo ano.

MOHANDAS GANDHI

Conhecido como “Mahatma” (“Grande Alma”), Mohandas Gandhi foi o líder do movimento nacionalista indiano contra o domínio britânico.

Após a universidade, Gandhi estudou Direito em Londres e, em 1893, mudou-se para a África do Sul. Aí, iniciou a sua carrei­ra política, lutando contra as leis de discrimi­nação racial.

Após a I Guerra Mundial, juntou-se ao Con­gresso Nacional Indiano e passou a participar no movimento independentista. A projecção a nível internacional deveu-se ao seu mode­lo de acção: a política de não-violência acti­va para com as autoridades britânicas, que devia exprimir-se através de várias formas, como a desobediência civil e o jejum. Foi várias vezes preso.

A sua acção contra o domínio estrangeiro intensificou-se durante a 2. Guerra Mundial. Em 1945, o novo governo trabalhista britâni­co encetou negociações que conduziram ao fim do domínio britânico e à formação, em 1947, de dois novos países independentes: a Índia, dominada pelos hindus, e o Paquistão, de maioria muçulmana. Então, ao longo de vários meses, ocorreram sucessivos tumultos entre hindus e muçulmanos. Gandhi recor­reu à oração e ao jejum para restabelecer a paz religiosa e pôr fim à violência. Contudo, a 30 de Janeiro de 1948, foi assassinado por um hindu fanático, que não lhe perdoou a sua tolerância para com os muçulmanos. Mesmo depois da sua morte, Gandhi conti­nuou a inspirar movimentos democráticos e anti-raciais, como os do norte-americano Martin Luther King e do sul-africano Nelson Mandela.

 

In Sinais da História 9, capítulo K1, p.151.

 

Texto selecionado pelo Grupo de História

 





Somos todos um

29 01 2012

Este é um documentário realizado por três amigos que,um dia, decidiram partir pelo mundo e entrevistaram várias pessoas com opiniões diversas sobre algumas das questões básicas da vida. Nunca tinham realizado qualquer tipo de trabalho do género ao longo de toda a sua vida, simplesmente sentiram necessidade de perceber e tentar obter respostas para algumas das questões que atormentam as consciências de todos os seres humanos, incluindo as deles… E as nossas?!





5 Minutos de Leitura

26 01 2012

Sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O tempo nas palavras

A aventura que nos resta

 

                Há dias em que tudo parece mudar e há dias em que parece que tudo permanece indefinidamente. Mas, como dizia Galileu, “no entanto, a Terra move-se”. Todo este movimento vai-se revelando nos factos, mas demora a instalar-se na consciência. Isto é para dizer que estamos, indiscutivelmente, na era planetária mas continuamos com a consciência da nossa rua. Edgar Morin, no seu último livro Terre-Patrie, escreve: “Assim que o Europeu acorda cada manhã, ligando o seu rádio japonês, escuta os acontecimentos do mundo: erupções vulcânicas, tremores de terra, golpes de Estado. Chegam-lhe à mesa conferências internacionais enquanto toma o seu chá de Ceilão, da Índia ou da China, menos que esteja a beber café da Etiópia ou da América Latina. Mergulha num banho de espuma de óleos do Taiti e utiliza um after shave de perfumes exóticos. Veste a sua camisola, o seu slip e a sua camisa feitos do algodão do Egipto ou da Índia. Veste um casaco e umas calças de lã da Austrália, tecido em Manchester, ou um blusão de coiro, vindo da China, sobre uns jeans estilo USA. O seu relógio é suiço ou japonês. Os seus óculos são de tartaruga das Galápagos. A sua carteira é de coiro das Caraíbas ou de réptil africano. Pode encontrar na sua mesa, no Inverno, morangos e cerejas da Argentina ou do Chile, feijão verde do Senegal, abacates ou ananás da África, melões de Guadalupe. Tem, à descrição, o rum da Martinica, o vodka russo, a tequila mexicana, o bourbon americano, o malte irlandês. Pode escutar em sua casa uma sinfonia alemã dirigida por um maestro coreano, a menos que ele prefira ver, no seu vídeo japonês, La Bohème, com a negra Bárbara Hendricks, em Mimi, e o espanhol Plácido Domingo, em Rudolfo”.

                De qualquer modo, o mundo está esgotado,e, mesmo fora dele, já não há aventura: quem anda no espaço são os robots e nada do que vão ver lhes é desconhecido. As fronteiras estão a desaparecer e as que existem são vigiadas por funcionários iguais, que nos numeram, nos vigiam e vão verificar se não temos contas ajustar com a Interpol. Talvez que a única aventura que nos resta seja a nossa aventura interior.

                E aí, abre-se-nos ainda uma extensa e inesperada pradaria porque temos vivido fechados numa pequena aldeia e conhecemos, ao que dizem, apenas vinte por cento do nosso território. O que parece evidente é que aquilo que o nosso ser nos pede é muito mais do que aquilo que o nosso espiríto, neste momento, nos dá. Por isso, é possível que tenhamos que retomar a alma dos velhos pioneiros e largarmos à descoberta desse mundo que nos acena, dessas novas e inexploradas fronteiras.

                Para quem possa estar receoso com o tamanho dessa tarefa, gostaria de dizer que aquilo que pode ser desenvolvido não é nada que nos esteja exterior. O que nos é pedido é o despertar da consciência do eu, a liberdade do seu poder e dos seus meios. Se estamos em crise, ainda bem, porque a aventura interior sempre avançou a partir de estados de tensão: o homem ou se desmorona e cai no torpor da derrota e no marasmo duma quietude sem futuro, ou abre caminho para uma nova etapa.

                Estas coisas costumam ser ditas com muita sisudez e muita gente julga que isto, da aventura interior, é uma coisa chata e beatífica. Nem pensei nisso. Quando nos libertarmos do medo e da angústia, podemos tomar consciência que o riso e alegria fazem talvez parte da essência desse mundo inexplorado. Podem crer que o futuro pode ser muito mais divertido do que isto que andamos a viver.

 

António Alçada Batista, In revista Máxima, Novembro de 1993

Texto selecionado pela BE