5 Minutos de Leitura

31 10 2014

Segunda feira, 3 de novembro de 2014

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Açúcar e Adoçantes

SABORES QUE NOS DELICIAM O PALADAR

 

São várias as substâncias, naturais ou sintéticas, que nos adoçam o paladar. Fica a conhecer melhor algumas delas e quais as suas principais caraterísticas.

AÇÚCAR BRANCO

É o açúcar mais consumido e proporciona energia ao organismo, sobretudo ao cérebro. Nos dias de hoje, o açúcar branco é o tipo de açúcar mais consumido quer pela indústria quer em nossas casas e é obtido, maioritariamente, a partir da cana-de-açúcar ou da beterraba, servindo para adoçar uma infinidade de outros alimentos.

O açúcar é um tipo de hidrato de carbono simples e possui 4 Kcal por cada grama, sendo facilmente digerido e absorvido pelo organismo. A sua principal função é proporcionar energia ao organismo, nomeadamente aos órgãos que utilizam quase em exclusividade a glicose (o açúcar mais simples) como forma de combustível, como é o caso do cérebro. Contudo, devido aos seus efeitos prejudiciais à saúde, deve ser consumido com regra e moderação, sendo que numa alimentação equilibrada a ingestão total de açúcares simples deve representar, no máximo, 10% do valor energético total diário, tal como referido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este valor de açúcares inclui os que são adicionados aos alimentos aquando da sua produção ou preparação e os que estão naturalmente presentes no mel, na fruta ou nos  sumos e concentrados.

TOMA NOTA:

Apesar de muitos estudos terem demonstrado que não existe um efeito direto entre episódios de hiperatividade e o consumo de açúcar há, contudo, crianças mais susceptíveis aos elevados níveis deste nutriente, mostrando um comportamento mais agressivo e dificuldades de concentração. Por isso não abuses! Reduz a ingestão de açúcar.

Texto adaptado da revista Continente Magazine

 

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

30 10 2014

Sexta feira, 31 de Outubro de 2014

 

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As bibliotecas são como aeroportos

 

As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros. Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.

Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.

As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.

 

MÃE, Valter Hugo, “ As bibliotecas”, in jornal de letras, Artes e Ideias, 15 de Maio de 2013

 

Texto selecionado pela profª Alcinda Magalhães





5 Minutos de Leitura

30 10 2014

Quinta feira, 30 de outubro de 2014

 

 Biblioteca do Vaticano

 Biblioteca do Vaticano

 

Regressados ao mundo cristão, na Alta Idade Média, as bilbliotecas refugiaram-se nos mosteiros e conventos. Aí, em humildes e húmidos  “scriptoria”, os manuscritos eram conservados, lidos, copiados, traduzidos e ilustrados. A  riqueza das bibliotecas dos mosteiros (uma coleção de 200 volumes era considerada uma grande biblioteca) dependia da presença de eruditos que, regra geral, se dedicavam também ao ensino – escolas monacais e conventuais – e da sua capacidade para pedirem emprestados  manuscritos originais para copiar. Grandes bibliotecas como as de York, do Monte Cassino e Bobbio, embora tivessem estado sujeitas a perdas irreparáveis devidas a roedores, fogos acidentais e destruições de todo o tipo, desempenharam um papel notável na conservação da cultura antiga.

Depois do século X, outras bibliotecas cresceram  paralelamente às dos mosteiros e conventos. Primeiro nas escolas catedrais e, a partir do século XII,  nas inúmeras universidades que se constituíram na Europa.

O Renascimento marcou o declínio das bibliotecas de tipo monástico:  as primeiras coleções particulares dos humanistas podem ser consideradas como o ponto de partida das bibliotecas modernas.

As bibliotecas proliferaram umas atrás das outras, a dos Estes em Ferrara,  a de Federico da Montefeltro em Urbino, a Laurenziana dos Medici em Florença, ou a biblioteca do Vaticano, fundada em 1450 pelo papa Nicolau V (um milhão de volumes impressos, entre os quais cinco mil

incunábulos *  e 60 mil manuscritos)

A biblioteca moderna, onde os livros estão principalmente para o uso do público, só chegou com a difusão da imprensa, no século XVI  que, pela primeira vez, tornava possível a produção de livros em grandes quantidades e a preço mais reduzido. É neste contexto que se começam a constituir algumas grandes bibliotecas  universitárias, como a  Bodleiana em Oxford (uma das mais antigas da Grã-Bretanha, restaurada e reorganizada em 1598, por Thomas Bodley) .  (…)

 

 

Os elementos que constituem esta página fazem parte de um trabalho realizado por Ângela Velho, Cristela Romão, José Miguel Pais e Zita Batoque no âmbito da cadeira de História e Filosofia da Educação no ano lectivo  2002/2003

 

* Incunábulo – Obra impressa antes do século XVI.

 

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

28 10 2014
Quarta feira, 29 de outubro de 2014
bibli
O episódio seguinte da história da biblioteca escolar tem o seu lugar no seio da civilização árabe. Aí, foram constituídas numerosas bibliotecas contendo preciosos manuscritos gregos, traduções em árabe bem assim como livros da ciência árabe. Mas o que aqui mais importa assinalar é que todas elas eram acessíveis tanto a professores como a estudantes. Cada cidade tinha a sua própria biblioteca onde todos podiam consultar os livros ou mesmo requisitá-los (os leitores podiam ler e requisitar simultaneamente o mesmo livro pois existiam vários exemplares).
As principais bibliotecas são a de Bayat al-hikma (gabinete da sabedoria), a de Hizanat al-hikma (depósito da sabedoria), a de Dar al-kutub (edifício dos livros), a de Dar al-hikma (edifício da sabedoria), e a de Dar al-ilm (edifício da ciência), fundada em 1004 pelo califa Al-Hakim. Contribuindo para o desenvolvimento do ensino, esta última continha, mais de 600 000 livros (entre os quais 6 500 de matemática e a astronomia), assim como livros de filosofia e um globo terrestre, de cobre, construído por Ptolomeu.
Os livros, frequentemente copiados em vários exemplares, eram classificados de acordo com a área de saber. O Livro sagrado, o Corão, tinha um lugar cimeiro sendo por isso arrumado nas prateleiras mais altas. Os restantes livros eram ordenados hierarquicamente, de acordo com a sua importância e o seu conteúdo. De referir ainda a biblioteca de Córdoba fundada em 965 constituiu a terceira biblioteca do mundo islâmico.
(Continua…)

Os elementos que constituem esta página fazem parte de um trabalho realizado por Ângela Velho, Cristela Romão, José Miguel Pais e Zita Batoque no âmbito da cadeira de História e Filosofia da Educação no ano letivo 2002/2003

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

27 10 2014

Terça feira, 28 de outubro de 2014

 

 BE Egipcia

História da Biblioteca Escolar

Após as mais antigas bibliotecas da Mesopotâmia e do Egipto (formadas, respetivamente, por coleções de placas de argila e por conjuntos de documentos em papiro e reservadas a um número muito restrito de utilizadores) e das  primeiras bibliotecas privadas abertas à consulta pública (a primeira surgiu em Atenas, fundada por Pisístrato em 540 a.C), há que referir a biblioteca escolar de Aristóteles, considerada por muitos como a mais importante antes da biblioteca de Alexandria.No liceu que fundou em Atenas, Aristóteles estabeleceu, pela primeira vez, uma  íntima ligação entre a escola e esse novo espaço intelectual que é a biblioteca. Que outras razões não existissem, Aristóteles constituiria, só por esse gesto, uma das grandes figuras que marcou a história da escola.A ideia de Aristóteles era agrupar os sábios e os alunos em redor de uma biblioteca e de coleções científicas, com vista a uma colaboração útil ao progresso da ciência.Demétrio de Falero apenas teve que alargar este plano, ajudado pela magnificência de Ptolomeu, para fundar o Museu e a Biblioteca de Alexandria episódio maior da história da biblioteca, da história da biblioteca escolar e da própria história da Humanidade.

Na verdade, depois de dez séculos de existência, a biblioteca de Alexandria deixou um rasto tão brilhante na memória dos homens que a sua lenda e o reconhecimento da sua importância como via de acesso à Antiguidade, domina toda a Idade Média, todo o Renascimento e toda a Modernidade.  É de tal modo grande o fascínio da antiga Biblioteca de Alexandria que hoje, 2300 anos depois, foi inaugurada a Nova Biblioteca de Alexandria cuja reconstrução se deve à iniciativa do governo egípcio em colaboração com a UNESCO.

BE Alexandria

Continua…

Os elementos que constituem esta página fazem parte de um trabalho realizado por Ângela Velho, Cristela Romão, José Miguel Pais e Zita Batoque no âmbito da cadeira de História e Filosofia da Educação no ano lectivo  2002/2003

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

24 10 2014

27 de outubro- Dia da Biblioteca Escolar

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Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Este ano o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares estabelece 27 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar. Em todo o mundo, este período é aproveitado para reforçar a visibilidade das bibliotecas escolares e a consciencialização acerca do seu valor nas aprendizagens.

 Às bibliotecas escolares atribuem-se em geral  papeis centrais em domínios tão importantes como a aprendizagem da leitura, o desenvolvimento do prazer e do hábito da leitura, a capacidade de selecionar e criticar a informação, o desenvolvimento de métodos de estudo e de investigação autónoma. Digamos que a biblioteca escolar  tem  funções de:

  • informação – fornecer  informação de confiança, rápida e acessível; oferecer orientação na localização, seleção e utilização de  informação;
  • educação – promover a integração da informação no currículo escolar; facilitar o alargamento compreensivo da informação recolhida; promover educação contínua;
  • cultura – apoio da experiência estética, orientação na apreciação de artes e encorajamento da criatividade;
  • recreio – oferecer um espaço lúdico que permita uma utilização útil do tempo de lazer, através da apresentação  de materiais e  programas de valor recreativo.

Porém, num mundo em que a produção de informação é acelerada, a biblioteca escolar é cada vez mais chamada a desempenhar novos papéis:

  • Deixou de conter apenas  livros para se tornar num espaço multimédia, onde os alunos acedem a meios audiovisuais, suportes informáticos, revistas, etc.
  • Inclui sistemas de informação complexos em suportes muito diversificados.
  • É um centro de recursos multimédia de acesso livre, destinado à consulta e produção de informação em suportes variados.
  • Passa a ser um local privilegiado para o desenvolvimento de um conjunto de capacidades de atualização e manuseamento de informação que precisam de ser aprendidas  pelos alunos. São as chamadas habilidades de informação, como o planeamento, a localização, seleção, recolha,  organização e registo de informação e a comunicação e realização de relatórios e trabalhos.

É cada vez mais, um espaço de aprendizagem do uso adequado da informação. Aprender é preparar-se para saber encontrar, avaliar e utilizar a informação.

O principal objetivo da biblioteca escolar é hoje  orientar os estudantes de modo a que estes aprendam a manusear a informação na sua vida futura.

 

Os elementos que constituem esta página fazem parte de um trabalho realizado por Ângela Velho, Cristela Romão, José Miguel Pais e Zita Batoque no âmbito da cadeira de História e Filosofia da Educação no ano lectivo  2002/2003

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

23 10 2014

Sexta feira, 24 de Outubro de 2014

 

sem nome 

Frutos Silvestres

O que podem fazer pela sua saúde

 

Aliado ao seu aspeto apelativo e aos seus sabores delicados e tão caraterísticos, os frutos silvestres são verdadeiros superalimentos que só fazem bem à sua saúde.

De todos os chamados superalimentos – aqueles que são ricos em nutrientes e antioxidantes que combatem as doenças de envelhecimento – poucos recebem mais louvores do que a família dos frutos silvestres (ou frutos vermelhos). Desde os mirtilos e morangos, passando pelas amoras, groselhas e framboesas, estes frutos são os reis da festa quando o mote é a saúde. Vários estudos têm comprovado os seus benefícios. Recentemente, investigadores revelaram que as mulheres que comem mais de três porções de mirtilos ou morangos por semana têm 34% menos possibilidade de sofrer ataques cardíacos do que aquelas que ingerem uma quantidade inferior à mencionada. Outro estudo revela que as mulheres que consomem muitos mirtilos e morangos, registam um envelhecimento mental mais lento. A razão prende-se com o facto de os frutos vermelhos e azuis terem altas concentrações de antocianina, um antioxidante que pode ajudar a baixar a pressão arterial e melhorar as funções dos vasos sanguíneos.

Artigo extraído da Revista Dica

Texto selecionado pela BE