Prémio Nobel da Literatura

15 10 2012

 

 

Mo Yan, Nobel de Literatura de 2012. O escritor chinês foi  galardoado pela  Academia Sueca.

“Mo Yan”, que significa “não fales” em chinês, é um pseudónimo. O seu verdadeiro nome é Guan Moye e é conhecido principalmente pela adaptação cinematográfica de uma de suas novelas, que, com o título de “Sorgo rojo, levou a cabo o diretor Zhang Yimou.

Depois de trabalhar numa fábrica de petróleo, o Nobel de Literatura entrou no Exército Popular de Libertação chinês. Enquanto soldado começou a escrever influenciado por escritores ocidentais, em especial Gabriel García Márquez, Tolstói e Faulkner, apesar ser conhecido sobretudo como “o Kafka chinês”.

Mo Yan “mostra nos seus contos populares um realismo alucinatório sobre a história atual e contemporânea”, salientou o porta-voz do Comité Nobel ao anunciar a atribuição do prémio.





Concurso Nacional de Leitura

14 01 2012





Concurso nacional de leitura na Ancorensis

9 01 2012





Um projeto inovador em português

20 11 2011

“Portable Cloud”, de Adalberto Rodrigues e Ricardo Barbosa Vicente, foi o vencedor da área Consumo do Movimento Milénio. O projeto prevê a criação de nuvens portáteis capazes de gerar água potável em zonas onde este meio é escasso.





«José e Pilar» é o documentário português candidato aos Óscares

12 11 2011

” O documentário de Miguel Gonçalves Mendes, é o candidato português aos Óscares de Hollywood, informou hoje à agência Lusa o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Co-produzido pelo realizador brasileiro Fernando Meirelles e pelo realizador espanhol Pedro Almodóvar, que são membros da Academia Americana de Artes e Ciências Cinematográficas, “José e Pilar” é um documentário sobre a vida em comum do escritor e Nobel português da Literatura, José Saramago, e da sua companheira de décadas, a jornalista e tradutora luso-espanhola Pilar del Río.

O filme foi o escolhido para representar Portugal na corrida à nomeação para Melhor Filme Estrangeiro, «por uma comissão composta por representantes de associações do sector, previamente submetida à aprovação da Academia Americana de Artes e Ciências Cinematográficas», refere o ICA, em comunicado.

Estreado em Portugal, Espanha e Brasil, o documentário será distribuído nos Estados Unidos pela Outsider Pictures, disse à Lusa, recentemente, o realizador Miguel Gonçalves Mendes.

A petição pública dirigida ao ICA que foi criada na Internet pedindo que “José e Pilar” fosse o candidato de Portugal a uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro somou, até hoje, 2.439 assinaturas.

Os nomeados para os Óscares de 2012 serão conhecidos a 24 de janeiro. A cerimónia decorrerá no dia 26 de fevereiro em Los Angeles, Califórnia.

Portugal nunca conseguiu uma nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro. Em 2010, o candidato de Portugal nesta categoria foi “Morrer como um homem”, de João Pedro Rodrigues.”





Vencedores do concurso “Páginas soltas”

9 11 2011




Concurso “Páginas Soltas”

30 10 2011

Categoria ensino básico: texto nº 9

(…)

Mas talvez Noemi tivesse razão nas suas constantes dúvidas  existenciais. Seríamos realmente fortes e capazes de lutar contra a Sociedade para salvar os dois mundos? Eu achava que era demasiado para umas rapariguinhas como nós… Agarrei numa revista de moda que estava em cima da mesa à minha frente e comecei a folheá-la para me distrair. Vi a fotografia de uma árvore de Natal e reparei que Riddel não tinha nenhuma. Que mulher amarga e solitária. De certa forma, tinha pena dela. Sem família, e a noite de Natal era já amanhã… Bem, em princípio eu também não teria família na noite de Natal. Tinha recebido um telefonema dos meus pais a dizer que os voos tinham sido cancelados por causa da neve… Mas o que é aquilo?!…

Richart saía da casa de banho em tronco nu e com uma minúscula toalha de mãos á cintura. Mesmo estando habituada a estar com rapazes naquele estado, não consegui evitar corar a pele morena do meu rosto. Ele tinha insistido para tomarmos banho assim que chegámos a casa. Dizia que se sentia sujo do combate. E esteve no chuveiro pelo menos quarenta minutos. Ele era realmente muito loiro, musculoso com uma pele linda e um masculino maxilar perfeito. Parecia um autêntico príncipe de conto de fadas! Ou entao, um modelo. Mais giro que os homens da revista nas minhas mãos.

– Realmente, aqui na Terra os chuveiros são fantásticos! Nem é preciso colocar orbes na água para aquecê-la; já sai quente do cano. É fantástico! Mas, Lorelei, olha para isto! Eu estou nojento, estou horrível. Olha para aqui! – Ele estava com uma expressão de derrota e apontava para três minúsculas borbulhas vermelhas no seu imenso peito musculado.

– Aaah… mas isso nem se nota Richart! Estás fantástico, não te preocupes. – Eu não conseguia falar com ele com tanta confiança como ele falava comigo. Afinal, eu nem o conhecia e achava-o um oferecido por aparecer assim ao pé de mim.

– Não percebes, isto vai dar cabo da minha reputação. Espera, vou vestir-me e explico-te tudo. – Saiu para o quarto de Riddel para vestir a sua roupa real.

(…)

Categoria ensino secundário: texto nº 9

(…)

                Priscilla tinha aparecido como o coelho que sai da cartola de um prestidigitador. Tinha vinte e cinco anos, um passado de dificuldades económicas e familiares e um marido que, depois de a ter engravidado, tinha fugido para o Japão com uma enfermeira inglesa. Tinha vivido nas filipinas com mais nove irmãos e os pais numa barraca onde esgaravatavam as galinhas. Teve, do marido, uma menina que sofria do coração e precisava de dinheiro para a tratar. Por isso partiu, como clandestina, desembarcou em Amesterdão e dali chegou a Itália, onde encontrou uma tia que a pôs a trabalhar em casa de uma senhora de idade. A tia queria metade do ordenado por lhe ter arranjado trabalho. A senhora morreu ao fim de dois meses e ela foi trabalhar para casa de uma outra senhora, rica, que para a castigar pelos seus erros a fechava na varanda, no exterior, em pleno mês de Janeiro. Nessa altura, pediu ajuda a umas freiras. Fora então que Sofia a descobriu.

                A lista das complicações que Priscilla arranjava na casa dos Donelli era inesgotável. Mas era simpática, optimista e relativamente fiável. Penelope gostava dela. Com muita paciência da sua parte e muita boa vontade da parte da filipina, tinham instaurado uma convivência aceitável. Até aparecer Muhamed, o egípicio, que trabalhava num night club e queria convertê-la à religião muçulmana e mandá-la para o Egipto tomar conta dos seus velhos pais. Priscilla recusou-se a satisfazer as suas exigências. Periodicamente, ele acusava-a de ter amantes e batia-lhe. Ela chorava, mas tinha orgulho em ter um homem ciumento. Penelope censurava-a por aquela submissão e explicava-lhe a importância da dignidade. Priscilla dizia: – Sim, tem razão, minha senhora. – E depois espicaçava-a: – Mas parece-me que o senhor Donelli é um bocado como o Muhamed. Berra e parte tudo. Depois traz-lhe uma prenda e a senhora sorri.

                Penelope ficava furiosa. – Ele nunca levantou um dedo para me agredir – sublinhava.

                – Mas engana-a. O Muhamed não. Portanto, estamos quites – concluía com o seu eterno sorriso.

(…)