5 Minutos de Leitura: Mexicanos desenvolvem plástico biodegradável

25 02 2010

 

                                                     5 Minutos de Leitura

                       26 de Fevereiro de 2010  

             Mexicanos desenvolvem plástico biodegradável

 

           Matéria-prima competitiva pode ser criada a partir de milho, sorgo, cana-de-açúcar ou tapioca

 

Investigadores mexicanos, do Tecnológico de Monterrey – uma universidade virtual que se estende pelo território do país Sul-americano – desenvolveram um plástico biodegradável a partir de ácido poliláctico, uma substância que se obtém a partir de milho, tapioca, cana-de-açúcar e sorgo (cereal). Perante a necessidade de contar com determinadas matérias-primas para criar diversos plásticos biodegradáveis, os cientistas de Monterrey propuseram desenvolver uma resina com ácido poliláctico, uma alternativa ao fabrico de objectos de plástico, como sacos, garrafas, talheres, entre outros. “A ideia é criar um plástico biodegradável através de produtos naturais como milho, sorgo ou cana-de-açúcar”, explicaram os engenheiros Hazael Pinto Piña e Álvaro Carlos Rodrígue, do Tecnológico de Monterrey, Campus Monterrey. Segundo estes investigadores, “o material final não é um plástico convencional, mas uma resina com propriedades biodegradáveis, através de uma fonte renovável”. “Primeiro, fazemos o ácido láctico – a matéria-prima do plástico – depois procuramos purificá-lo e finalmente, polimerizamos o ácido puro e desenvolvemos a resina”, continuaram. A investigação começou há já alguns anos no Centro de Biotecnologia del Tecnológico de Monterrey. A proposta inicial é produzir apenas a matéria-prima, ou seja, o ácido poliláctico, e posteriormente, iniciar o fabrico destes novos produtos plásticos. O mercado mexicano é bastante amplo para este tipo de material e a resina, actualmente, é importada a um preço elevado. “A nossa intenção é criar uma resina ambientalmente responsável e que, ao mesmo tempo, possa responder às necessidades dos produtores e consumidores, ou seja, a um preço competitivo e que chegue ao consumidor final de forma acessível”, concluiu, Pinto Piña.

 

Texto seleccionado Prof. Irene Neves





Ora aqui está o segredo da eficácia do Google!

24 02 2010

Por detrás de um grande “motor de busca” está sempre uma grande bibliotecária!

 





5 Minutos de Leitura: Personalidade do Mês

24 02 2010

5 Minutos de Leitura

Quinta-Feira,  25 de Fevereiro de 2010

 

Personalidade do Mês


            Nicolau Copérnico (19 de Fevereiro de 1473 a 24 de Maio de 1543) foi um astrónomo e matemático polaco que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar.

A sua teoria do heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

A teoria do modelo heliocêntrico, a maior teoria de Copérnico, foi publicada no seu livro, “De revolutionibus orbium coelestium” (Da revolução de esferas celestes), durante o ano da sua morte.

Da sua publicação, até ao fim do séc. XVIII, poucos astrónomos foram convencidos pelo sistema de Copérnico, apesar da grande circulação de seu livro (aproximadamente 500 cópias da primeira e segunda edições, o que é uma quantidade grande para os padrões científicos da época). Entretanto, muitos astrónomos aceitaram partes de sua teoria, e seu modelo influenciou muitos cientistas de renome que viriam a fazer parte da história, como Galileu e Kepler, que conseguiram assimilar a teoria de Copérnico e melhorá-la. As observações de Galileu (também nascido em Fevereiro) das fases de Vénus produziram a primeira evidência observável da teoria de Copérnico. Além disso, as observações de Galileu das luas de Júpiter provaram que o sistema solar contém corpos que não orbitavam a Terra.

 

(Centro Ciência Viva)

 

Texto seleccionado Prof. Irene Neves





Sabias Que?

24 02 2010

 





Exposição na BE

23 02 2010

 

 

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, sob o tema Cinema e Televisão, a turma do 12ºA organizou uma exposição sobre Alfred Hiotchcock, que decorrerá de 23 a 26 de Fevereiro.  Cineasta anglo-americano, considerado o mestre dos filmes de suspense, realizou o primeiro filme sonoro britânico em 1929 – Chantagem e Confissão.

 

* A BE tem à tua disposição o livro “O mistério da aranha de prata” de Alfred Hitchcock





Aristides de Sousa Mendes…um Homem, uma Vida…um Herói!

23 02 2010

Aristides Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de “o Schindler português”, Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus.

 





5 Minutos de Leitura: Águas de Verão

23 02 2010

5 Minutos de Leitura

Quarta-Feira,  24 de Fevereiro de 2010

 

Águas de Verão


            Era pelo fim do Verão, começavam já as primeiras chuvas, e chegávamos em bando.
            Nesse tempo o tempo era diferente, e as férias duravam muito. As horas tinham então muitos minutos, os minutos muitos segundos, e os segundos a vida inteira dentro deles.      
           O dia chegava para tudo o que nós éramos: índios, cowboys, palhaços, polícias, ladrões, bombeiros, médicos, mágicos, artistas. Até que vinha a noite e as nossas mães nos chamavam. Subíamos aos quartos, tomávamos banho em água morna, os rapazes punham brilhantina no cabelo e faziam, cuidadosamente, o risco ao lado; as meninas vestiam saias com folhos e punham laços nas tranças. E descíamos à sala de jantar.
           Começavam então histórias que não compreendíamos. As mães pegavam nas nossas mãos e levavam-nos pela enorme sala cheia de pequenas mesas quadradas, com toalhas brancas de cheiro a roupa húmida passada a ferro. E as mesas estavam todas cheias de outras mães, com outros filhos igualmente vestidos e lavados, e que até há bem poucos minutos tinham sido, como nós, índios, cowboys, palhaços, polícias, ladrões, bombeiros, médicos, mágicos, artistas.      
            As mães falavam então todas umas com as outras, nunca largando as mãos dos filhos, exibindo-os como os seus brinquedos preferidos.
            Debaixo da brilhantina do cabelo e dos folhos dos vestidos, olhávamos uns para os outros em silêncio, e todos nós sabíamos: era a hora de os adultos começarem, eles também, a brincar. Geralmente só sabiam brincar aos pais e às mães, ou então aos doentes. Não tinham, realmente, a nossa imaginação, e às vezes um de nós deixava cair da boca um leve suspiro de aborrecimento. Mas logo eles olhavam para nós, severamente, assim como se nos dissessem:        
            — Vocês tiveram o dia inteiro para brincar, agora é a nossa vez!

 

Alice Vieira

 

 

Texto seleccionado pela BE