5 Minutos de Leitura

31 10 2012

Sexta-feira,  2 de novembro de 2012

Quem sou eu?

 

Não posso dizer quem sou usando apenas uma palavra

Nem mesmo uma única frase

As palavras que expressam quem sou não cabem nesse espaço

Não sou nada

Mas ao mesmo tempo sou um monte de coisas

Sou um pouco de alegria misturado com tristeza

Sou um pouco de dor

Um pouco de solidão

Um pouco do que os meus amigos me ensinaram a ser

Do que os meus inimigos me fizeram aprender

Um pouco da minha família

Um pouco da religião

Ódio, amor e paixão

Sou um pedaço de mágoa e uma medida de perdão

Sou uma pessoa comum…

Simples…

Como qualquer outro

Que sorri e chora nos momentos em que precisar…

  Afonso M. Martins

Poesia selecionada pela BE





Educar para a poupança

31 10 2012





5 Minutos de Leitura

30 10 2012

Quarta-feira,  31 de outubro de 2012

 

Dia mundial da poupança

 

Desperdício alimentar

Com o desenvolvimento económico dos países, metade da população mundial vive em cidades. Este desenvolvimento leva a um maior desperdício de alimentos que nunca chegam a ser consumidos. Os locais de produção dos bens alimentares estão cada vez mais afastados da maioria dos consumidores. É necessário transportar grandes quantidades de alimentos de zonas rurais para os centros urbanos, sendo que o tempo e distância entre a produção e o consumo são cada vez maiores. Por este motivo, é necessário criar embalagens que os conservem de forma longa e adequada, de modo a evitar o desperdício até ao consumidor.

Em países desenvolvidos são desperdiçados cerca de 30% dos alimentos comprados. As razões mais frequentes são: adquirir superfluamente; os restos que ficam após as refeições; o prazo de validade que termina antes do consumo e os refugos resultantes da preparação. Deitar fora alimentos é um tremendo desperdício mas significa também, em termos ambientais, um consumo desnecessário de matérias-primas, água, energia e embalagens. Cerca de 40% de resíduos depositados em aterro correspondem a resíduos alimentares. Este valor era de 39% em 2007 e chegou aos 42% em 2009, tendo estabilizado nos últimos 2 anos, possivelmente devido à diminuição do consumo provocado pela crise económica. A redução do desperdício alimentar para metade teria o mesmo impacto no clima que a redução do número de carros nas estradas em 25%.

Seria importante apostar, antes de mais, na prevenção do desperdício na fase de produção, só depois apostar na reciclagem e valorização energética através da valorização do biogás, produzido pela decomposição dos alimentos e outros resíduos orgânicos. Quanto às embalagens, colocá-las num ecoponto para que possam ser recicladas e evitar o desperdício!

Pedro Machado

Texto selecionado e adaptado pela BE retirado de Correio do Minho – 3/10/2012





5 Minutos de Leitura

29 10 2012

Terça-feira,  30 de outubro de 2012

Nobel da Medicina para inglês e japonês

O prémio Nobel da Medicina 2012 foi atribuído conjuntamente a John B. Gurdon e Shinya Yamanaka “pela descoberta de que as células maduras podem ser reprogramadas para se tornarem pluripotentes”, anunciou o Comité Nobel.

Segundo explica a assembleia Nobel no comunicado em que anuncia os nomes dos laureados, o Instituto Karolinska decidiu distinguir dois cientistas que descobriram que células maduras e especializadas podem ser reprogramadas para se tornarem células estaminais, capazes de formarem qualquer tecido do corpo. “A sua descoberta revolucionou a nossa compreensão de como as células e os organismos se desenvolvem”, acrescenta o comunicado.

John B. Gurdon, nascido em 1933 no Reino Unido, descobriu em 1962 que a especialização das células é reversível. Shinya Yamanaka, nascido no Japão em 1962, descobriu mais de 40 anos depois, em 2006, como células maduras intactas em ratos podem ser reprogramadas para se tornarem células estaminais.

“Surpreendentemente, ao introduzir apenas alguns genes ele reprogramou células maduras para se tornarem células estaminais pluripotentes, ou seja, células imaturas que podem transformar-se em qualquer tipo de célula no organismo”, adianta o comité.

Estas descobertas, que o Comité Nobel considera revolucionárias, mudaram “por completo” a forma como a ciência vê o desenvolvimento e a especialização celulares. “Compreendemos hoje que a célula madura não tem de ficar confinada para sempre ao seu estado especializado. Os manuais foram reescritos e estabeleceram-se novos campos de investigação. Ao reprogramar células humanas, os cientistas criaram novas oportunidades de estudar doenças e desenvolver métodos de diagnóstico e terapia”.

Texto selecionado pela BE retirado de: http://expresso.sapo.pt/





Prémio Nobel da Medicina

29 10 2012




5 Minutos de Leitura

28 10 2012

Segunda-feira,  29 de outubro de 2012

Canadá chora Amanda, 15 anos, que não resistiu a três anos de ciberbullying

Amanda foi encontrada enforcada no seu quarto no dia 10 de Outubro. Mudou de casa, de cidade, de escola,

de amigos. Repetidas vezes. A história está a desencadear grandes movimentos de apoio no Canadá e debates sobre ciberbullying no Parlamento do país e nas redes sociais.

O bullying traduz-se por actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outra pessoa ou um grupo incapaz de se defender. Neste caso, Amanda Todd tinha apenas 12 anos quando começou a falar com um desconhecido na Internet, pensando tratar-se de um rapaz da mesma idade. Este pediu-lhe que mostrasse o peito e Amanda deixou-se levar. Do lado de lá, o desconhecido aproveitou e captou uma imagem que depois utilizou para destruir a vida da jovem canadiana.

As primeiras ameaças chegaram cerca de um ano depois do episódio, com o homem anónimo a dizer-lhe que ou voltava a despir-se ou a fotografia iria chegar a toda a família e amigos. Amanda não cedeu. Mas a ameaça concretizou-se e a fotografia foi publicada na Internet. Eram 4h quando a polícia bateu à porta da casa da jovem para falar com os pais. A partir daí foi recebida na escola com insultos. “Perdi todos os meus amigos e o respeito de todas as pessoas”, lê-se num dos papéis de Amanda, que conta que passou a sofrer de ansiedade, depressão e ataques de pânico, que mesmo com tratamento persistiam. E acrescenta: “Nunca poderei recuperar esta fotografia. Esta aí para sempre”.

Amanda mudou de escola, de cidade. E novamente de escola e de cidade. Mas o agressor conseguia sempre descobrir as novas informações e criava perfis falsos no Facebook com a fotografia de Amanda nua, tornava-se amigo de pessoas da nova escola nesta rede social e divulgava a temida fotografia ainda antes de a jovem ter as primeiras aulas. A rapariga não aguentou e começou a procurar solução junto de drogas e de álcool. Mutilava-se cortando os braços e fechava-se em casa. “Só queria morrer” e “sentia-me uma anedota, ninguém no mundo merece isto”, diz no vídeo.

“Ainda estou aqui não estou?” A pergunta foi feita por Amanda Todd há menos de um mês e a resposta agora é não. Uma fotografia roubada aos 12 anos a esta adolescente canadiana tirou-lhe a vida aos 15. Amanda foi vítima de ciberbullying durante três anos por ter mostrado o peito a um desconhecido na Internet. Fez um vídeo a pedir ajuda que foi publicado há um mês no Youtube. A solidariedade acabou por chegar já apenas como homenagem: antes disso, ela suicidou-se.

Texto selecionado pelo Prof. Indaleto Rego

 

Publicada em Público Online: http://www.publico.pt/Sociedade/jovem-pos-fim-a-vida-apos-tres-anos-de-bullying-com-fotografia-onde-estava-nua-1567928?p=1

 





A Be aconselha o livro…

28 10 2012


Todos sabemos o que significa ficar algumas horas sem Internet. Agora imagine os efeitos de uma falha à escala global. Se durasse um dia, seria o caos. Se durasse uma semana poderia provocar o colapso da nossa civilização. Uma catástrofe destas não só é possível, como assustadoramente provável, porque a Internet assenta num sistema tecnológico tão complexo como frágil. E basta um erro humano para perdermos o controlo das comunicações digitais. Quer queiramos quer não, a vida no século XXI depende de uma série de serviços que não controlamos, como a água, a eletricidade que consumimos, ou os combustíveis. O modo como todos estes bens nos chegam à mão assenta numa cadeia hiper-complexa de pessoas e tecnologias, e as probabilidades de rutura são muito maiores do que pensamos. Neste livro, John Casti desenha-nos 11 cenários possíveis para um colapso. De uma pandemia global à destruição do equilíbrio nuclear, passando pela derrocada dos mercados financeiros. São hipóteses muito mais prováveis do que julgamos e todas sustentadas por exemplos recentes de colapso eminente (evitados in extremis) e pela ciência das probabilidades. Acontecimentos Extremos é uma arrepiante visão da extrema vulnerabilidade em que se baseia o nosso modo de vida. Como veremos, num mundo cada vez mais complexo, basta uma carta abanar, para que todo o castelo comece a ruir.