5 Minutos de Leitura

29 05 2015

5 Minutos de Leitura

Segunda feira, 1 de Junho de 2015

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Tabaco mata 11 por dia em Portugal

 Fumar é a principal causa de cancro do pulmão. Apesar de Portugal ter uma taxa de fumadores inferior à da média europeia, por dia, no nosso país, morrem 11 pessoas com cancro do aparelho respiratório, doença que tem no tabaco a principal causa. O tabagismo faz mais de cinco milhões de vítimas todos os anos, o que significa que a cada seis segundos morre um fumador. A exposição ao fumo do tabaco ambiental também mata 600 mil fumadores por ano. No ano passado, em Portugal 23% da população era fumadora, segundo dados do Eurobarómetro “Atitudes dos Europeus frente ao tabaco”. O valor está abaixo da média europeia, que se situa nos 28% e muito longe da Grécia que é o país com mais fumadores (40%). No entanto, ao contrário do ocorrido na maioria dos países europeus, o consumo do tabaco não tem diminuído, mantendo-se com os mesmos valores desde 2009. Apesar da legislação ser mais apertada em relação ao fumo em espaços públicos, o consumo de tabaco em bares e restaurantes aumentou em 1%, ainda segundo dados do Eurobarómetro. O número de mulheres e jovens fumadores também está a aumentar, alerta Luís Rebelo, presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção ao Tabagismo (COPPT). “Isso é óbvio quando se vai à porta das escolas e aos bares”, acrescenta.

 

Efeitos do Consumo do Tabaco

O tabaco contém mais de 4.000 substâncias químicas, algumas com efeitos tóxicos e irritantes. No fumo foram identificadas mais de 40 substâncias capazes de provocar cancro. Substâncias que existem tanto na folha do tabaco, como provenientes do processo de produção e nos aditivos químicos, na folha e na cola. Os riscos para a saúde decorrentes do consumo de tabaco são muitos, sendo um dos principais o cancro dos pulmões, em que mais de 75% dos casos são provocados pelo tabaco. O cancro do sistema respiratório, que engloba brônquios, pulmão, traqueia e faringe, mata 11 portugueses por dia. Desde 2002, a morte por cancro do pulmão já aumentou 18,4%, só em 2010 tirou a vida a 4 mil portugueses. Em Portugal diagnosticam-se cerca de 3800 novos casos por ano, sendo que só 15% são identificados em estado precoce. A grande maioria dos cancros de pulmão são diagnosticados em estádios avançados ou metastáticos. “É um cancro difícil de combater, porque os primeiros sinais são tardios, acontecem quando o cancro já está disseminado”.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/dez-dicas-para-deixar-de-fumar.html

Texto selecionado pela BE

 

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5 minutos de Leitura

28 05 2015

   Sexta feira, 29 de maio de 2015

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O “ Dia dos Irmãos”

É verdade que existem dias para quase tudo. Mas também é verdade que não existe o  Dia dos Irmãos. Não existe e faz falta. Faz-nos falta. O calendário assinala datas, efemérides, memórias. Por isso se destacam dias especiais, para celebrar o que de mais importante somos ou temos. Eis o que propomos: a criação do Dia dos Irmãos, em 31 de Maio. Um dia dedicado ao significado, à celebração e à memória dos irmãos. A vida vai-se construindo em torno de afetos, acontecimentos, aprendizagens, compromissos, e tantas outras coisas. Os irmãos são os nossos mais próximos, são parte de nós. Crescemos com eles e eles crescem connosco, numa teia de cumplicidades e vivências comuns. O que acontece entre irmãos é único, irrepetível, molda a nossa vida para sempre. Por isso se torna tão importante assinalar um dia dedicado aos irmãos, à relação entre irmãos. A este amor incondicional a que nos agarramos quando os nossos pais partem. Com os irmãos sabemos que nunca estaremos sós. Nós dentro deles, eles dentro de nós. Essa será a maneira de tornar presente o que de tão importante acontece entre irmãos. O crescer juntos. As aventuras. A solidariedade. A diversidade. A alegria e a tristeza. As emoções boas e más. A partilha. A tolerância. A reconciliação. O futuro. Quem tem a felicidade de ter irmãos conhece o significado desta pertença. Eterna, porque para sempre. (…)

São várias as razões para esta proposta. Trata-se de um mês cheio de celebrações familiares, o dia da mãe e o dia internacional da família(…). Como dizia Fernando Ribeiro e Castro, que empenhou a sua vida na defesa da família e das famílias numerosas “ Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão. Se a queres ver muito feliz, dá-lhe muitos irmãos”.

O mundo em que vivemos parece esquecer esta verdade. Vivemos tempos sem filhos e não pensamos que estamos a arriscar o futuro. Precisamos de festejar a presença de filhos na família. A relação entre eles. A esperança neles. Precisamos de recordar as alegrias e as tristezas vividas  juntos. O que nos marcou para sempre. Oportunidade de agradecer a quem tão bem nos conhece e conhecemos também. A companhia. A pertença. Os códigos. Os silêncios. O que sabemos e o que nunca saberemos porque não precisamos. Com palavras. Sem palavras. Nós e eles. A existência do Dia dos Irmãos pretende assinalar o mais feliz que podemos ser: irmãos!

Jornal Público – Médica psiquiatra, ex comissária para os assuntos da  Família

Texto adaptado e selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

27 05 2015

Quinta feira, 28 de Maio de 2015

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“A Internet mudou a nossa perceção do tempo”

 

O livro de Nicholas Carr “The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains, centra-se no impacto da Internet no nosso cérebro e nos efeitos perversos do seu lado distrativo, errático e rápido. Este é um tema a que se tem dedicado e que o levou a escrever um ensaio amplamente divulgado no meio, onde relata a sua experiência de leitura pós Internet e os efeitos na memória e concentração. Tem debatido o seu ponto de vista em várias universidades pelo mundo.  O que mais o surpreendeu desde que começou a usar a internet foi a transformação de um meio de informação para um meio de mensagens. À medida que usamos mais as redes sociais, a Internet torna-se mais num meio para enviar e receber mensagens. A forma como a Internet se desenvolveu tornou-a mais distrativa, exigindo às pessoas que retenham constantemente pequenas partes de informação e que monitorizem pequenas correntes de informação. Uma das grandes mudanças nos últimos anos, com o advento de novas redes como o Facebook e o Twitter, e isso combinado com o aparecimento dos smartphones e dos pequenos computadores, é que a forma como a Internet funciona, mudou. Perdemos a capacidade de afastar as distrações e de sermos pensadores atentos, de nos concentrarmos no nosso raciocínio, ou seja, a forma como a tecnologia evoluiu nos últimos anos tornou-se mais distrativa; encoraja uma forma de pensar que é a de passar os olhos pela informação e desencoraja um pensamento mais atento. Uma das coisas que se sabe é que as grandes mudanças no nosso cérebro acontecem quando somos novos. As conexões do nosso cérebro formam-se durante esse período em que lançamos as fundações do nosso modo de raciocinar que perdura o resto das nossas vidas. Se a maior parte da nossa experiência se centra em olhar para um ecrã de computador, que encoraja mudanças rápidas na nossa atenção, o multitaskinge a atenção repartida, então esse passa o ser o modo como otimizamos o nosso cérebro para agir – treinamo-nos a nós próprios para pensar dessa forma. Por outro lado, se não dermos oportunidade para desenvolver outros modos de pensar mais atentos que requerem concentração – o tipo de pensamento que é encorajado por um livro impresso, porque não há mais nada além das páginas –, isso vai influenciar a forma como pensamos e mais especificamente a estrutura do nosso cérebro. Ao disponibilizar a tecnologia para crianças cada vez mais novas, estamos a fazer com que elas pensem de uma forma superficial, dando informação a toda a hora, dividindo a sua atenção. A sociedade devia fazer julgamentos sobre a forma como usamos as nossas mentes baseados no que a tecnologia tem de bom e de mau.

Artigo de Joana Gorjão Henriques

 

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 05 2015

Quarta feira,  27 de Maio de 2015

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A herança

O sr. Pereira caminhava pela rua, procurando a referência que tinha no papel. Olhava para aquele nome estranho, escrito à pressa, e procurava, no horizonte, algum letreiro que pudesse encaminhá-lo na direcção da loja referenciada. Sem sucesso. Na rua, parecia que ninguém reparava, sequer, no sr. Pereira. O próprio sentia alguma estranheza, pelo facto de parecer um indigente, no meio de gente apressada. “Gostava de perguntar a alguém se conhece esta loja, mas não me parece que consiga uns segundos de atenção, no meio desta correria.”

Sentou-se a beber um pouco de água. Estava cansado, depois de uma longa caminhada. Aquele calor de Junho também não ajudava muito. Enquanto que o sr. Pereira recuperava o fôlego, para mais alguns momentos de intensa procura, um homem sentou-se no mesmo banco. Aproveitando aquela rara oportunidade, o sr. Pereira lançou a pergunta que tinha, havia longos minutos, pronta a fazer:

– Sabe indicar-me onde fica esta loja? – Perguntou, apontando, no papel, o nome da loja.

– Sei. A referência que aí tem está errada. Não é nesta rua, é na paralela. Fica nas traseiras deste prédio.

O sr. Pereira agradeceu, pegou na mochila e seguiu na direcção sugerida. Continuava a não encontrar nenhum letreiro, com o nome da loja, mas viu num canto, isolado da luz do sol, uma porta velha. “Só pode ser ali.” Andou alguns metros, não muitos, e chegou à porta. Ao lado da mesma, um pequeno letreiro, afixado na parede, deixava perceber, por entre o pó, metade do nome da loja. Entrou.

Num instante, tinha, diante de si, prateleiras que pareciam atingir o infinito sobre o qual escreveu Borges. Tanto na altura, como no comprimento. Era como se todo o Mundo estivesse ali concentrado, em livros. A sensação do sr. Pereira foi a mesma de todos os visitantes daquela loja. “Quem olha de fora, não imagina tanto espaço.” Percorreu, durante alguns minutos, as estantes, dispensando a atenção mínima a cada livro, para poder ler o máximo possível de títulos. Estava perdido nesta procura quando foi interrompido por uma voz.

– Posso ajudar? – Perguntou o dono da loja.

O sr. Pereira referiu alguns dos títulos que procurava, para a sua colecção. Depois de alguns desses títulos terem sido encontrados, nas estantes, o dono da loja fez uma sugestão. “É o ideal para que lê muito.” O sr. Pereira olhou para o livro e uma curiosidade enorme tomou conta de si. Aceitou a sugestão.

As gerações, na família Pereira, foram-se sucedendo, com o passar dos anos. A casa da família foi preservada e a sua riquíssima biblioteca foi aumentada, com os contributos de vários membros da família. Mas, no meio de milhares de livros, aquele que foi sugerido, muitos anos antes, naquela tarde quente de Junho, foi sempre guardado num lugar especial, separado das estantes.

Voltemos a essa tarde de junho. Quando chegou a casa, o sr. Pereira sabia qual o uso que iria dar ao livro. Na capa, o livro tinha escrito “Todos os Livros”. As páginas estavam em branco, para que o leitor fosse tirando notas sobre os livros que ia lendo. O sr. Pereira foi mais longe, começou a escrever a história da família, tendo requisitado mais exemplares daquele livro, para que as gerações seguintes continuassem a obra. Aquele livro poderia nem ser o mais valioso da biblioteca, em termos comerciais. Mas era o único que fora escrito pelo ancestral da família. Não havia dinheiro que o comprasse.

João Nogueira Dias

 

Texto seleccionado pela BE

 

 

 





5 Minutos de Leitura

25 05 2015

Terça feira,  26 de maio de 2015

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Exercícios de Humildade

  A amizade é o amor sem preço nem prazo de validade. Amamos os nossos amigos sem que os seus defeitos nos afetem. Perdoamos fraquezas, ausências e silêncios, relevamos deslizes e esquecimentos, não exigimos deles mais do que o que já sabemos que nos podem dar. A minha melhor amiga quase nunca atende o telefone, sei que é assim, conto com isso quando preciso de falar com ela. Se for mesmo importante, mando-lhe um sms e ela liga-me logo a seguir. Os amigos são isto: deles aceitamos quase tudo, estamos sempre prontos para os ajudar e damos-lhe quase sempre razão. Sabemos ouvi-los, intuímos quando estão mal, gastamos o nosso tempo a encontrar soluções que os ajudem. Os problemas dos nossos amigos ganham por vezes proporções tão grandes para eles como para nós, que não descansamos enquanto eles não ultrapassarem as suas crises. Se sabemos ser tão bons amigos, porque é que tantas vezes não conseguimos fazer o mesmo com o outro, com a pessoa que vive connosco ou com quem partilhamos a nossa vida? Por que é que o amor é tão mais exigente, tão mais egoísta, tão mais inflexível, tão menos generoso? Por que é que o amor incondicional que acreditamos sentir pelo outro se vai transformando numa soma de compromissos, e do dar tudo por tudo passamos para dar na medida daquilo que recebemos, ou dar para depois cobrar?(…)

Margarida Rebelo Pinto

    Texto seleccionado pela BE





5 Minutos de Leitura

24 05 2015

Segunda feira,  25 de maio de 2015

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Banco Alimentar Contra a Fome – Campanha do mês de maio

A acção dos Bancos Alimentares assenta na gratuidade, na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato. São Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas. São uma resposta necessária, porque “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários” (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem). O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992, com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal. Os Bancos Alimentares em actividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de mais de 1.400 instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo uma distribuição total de mais de 216.000 pessoas. A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome coordena esta acção, anima a rede disponibilizando informação e meios materiais, representa os Bancos Alimentares Contra a Fome junto dos poderes públicos, das empresas de âmbito nacional e de organizações internacionais, e efectua, a nível nacional, a repartição de algumas dádivas, criando uma vasta cadeia de solidariedade.            

No próximo fim-de-semana, dias 30 e 31 de maio, o Banco Alimentar Contra a Fome vai realizar mais uma campanha a nível nacional, para angariação de produtos alimentares. A Ancorensis está a colaborar na organização das equipas de voluntários, que farão turnos de cerca de duas horas nas maiores superfícies comerciais de Vila Praia de Âncora:  MiniPreço, Intermarché e Continente.  

 Precisamos da tua ajuda!

Sê solidário!

  Texto adaptado pela BE, a partir do site oficial do BAF





5 Minutos de Leitura

21 05 2015

Sexta feira, 22 de Maio de 2015 

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Pequena mas misteriosa

Reza a lenda que, algures na ilha do Corvo, havia uma antiga estátua com um cavaleiro a apontar para oeste. Esse misterioso memorial, nunca encontrado, mas que alguns afirmam ter existido no local hoje conhecido como Rochedo do Cavaleiro, seria a prova que outros marinheiros haviam chegado antes a este minúsculo ponto de terra firme no meio do Atlântico. Verdade ou não, é aos portugueses que a História regista como primeiros descobridores, que quando aqui chegaram, no séc. XVI, terão encontrado um território não muito diferente daquele que se apresenta hoje aos visitantes.

A única localidade da ilha é a pequena Vila do Corvo, que, com mais de 400 habitantes, conserva um dos mais interessantes conjuntos da arquitetura popular açoriana, com o seu aglomerado de casas baixas organizado em «canadas». A mais pequena ilha dos Açores tem apenas 17Km2, é formada por uma única montanha vulcânica extinta, o Monte Gordo. Com mais de 700m de altura no seu ponto mais alto, a sua ampla cratera de abatimento, conhecida como Caldeirão, é um dos locais mais belos do Corvo. Mas o que realmente a diferencia das restantes ilhas dos Açores é a sua riquíssima avifauna, sendo hoje considerada uma espécie de «Santo Graal» dos observadores de aves a nível europeu. Tudo porque, para além das vastas colónias de algumas espécies residentes e migratórias, a ilha é também um local de arribação para espécies oriundas da América do Norte, que raramente são avistadas noutros locais da Europa. Caraterísticas que mereceram, por parte da UNESCO, o reconhecimento desta ilha, em 2007, como Reserva da Biosfera.

Um dos maiores exemplos da biodiversidade é a grande variedade de habitats, nos quais ocorrem, por exemplo, 48 espécies de plantas endémicas dos Açores.

Revista Visão – Portugal Natural

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Texto selecionado pela BE