5 Minutos de Leitura

29 04 2015

Quinta-feira, 30 de abril de 2015

 

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Dia da Mãe

 

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.

Adivinhar sentimentos.

Encontrar a palavra certa nos momentos certos.

Fortalecer-nos quando tudo ao nosso redor parece ruir.

Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

A sua existência é em si um ato de amor.

Gerar, cuidar, nutrir.

Amar, amar, amar…

Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.

Afeto  desmedido e incontido,

 

Mãe é ser infinito!

Anderson Cavalcante

 

Texto selecionado pela BE

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5 Minutos de Leitura

28 04 2015

Quarta feira, 29 de abril de 2015

bomba atómica

Antropoceno: E se já mudámos para sempre a história geológica da Terra?

Nas décadas após a chegada de Cristóvão Colombo à América, em 1492, morreram dezenas de milhões de pessoas que já lá viviam há milhares de anos, à custa da guerra e das doenças levadas pelos europeus. A tragédia ficou marcada na própria Terra: em 1610, a concentração de dióxido de carbono atingiu um valor mínimo, que ficou registado nas camadas de gelo na Antártida. A relação entre esta mortandade e o dióxido de carbono é simples. Foram abandonados milhões de hectares de terra que eram anteriormente cultivados por aqueles povos. Nesses locais, as florestas voltaram a crescer e retiraram muito dióxido de carbono da atmosfera, o que levou a uma diminuição da concentração deste gás. Esta é uma das múltiplas memórias sobre a história da humanidade que os geólogos podem encontrar nos gelos e sedimentos mundo fora. A nossa espécie terá cerca de 200.000 anos de existência, um piscar de olhos na vida da Terra com os seus 4500 milhões de anos. E, no entanto, o rasto que fomos deixando é incontornável. Desde o fabrico de utensílios de pedra para a caça, (…) das primeiras cidades, até à revolução industrial e ao lançamento de bombas nucleares, as atividades humanas ficaram registadas nos sedimentos dos últimos milhares de anos.

Por tudo isto, surgiu recentemente a expressão “antropoceno”, usada de um modo informal na geologia, arqueologia ou sociologia, para denominar a atual época geológica, dominada pelas atividades humanas, cujas consequências são visíveis nas alterações climáticas, na perda de biodiversidade e no aumento da acidez dos oceanos. (…) Segundo a União Internacional das Ciências Geológicas, a época que estamos agora a viver não é o Antropoceno mas sim o Holoceno, iniciado no final da última era glacial, há cerca de 11.700 anos.Isso poderá vir a mudar. Para se tornar oficial, o Antropoceno tem, primeiro, de ser bem documentado. Ou seja, os geólogos e outros cientistas têm de encontrar, nas camadas estratigráficas da Terra, as marcas deixadas pelas atividades humanas que representam uma mudança global. Estas marcas terão de estar associadas a uma data.

O ano de 1610 é uma data recentemente proposta por Simon Lewis e Mark Maslin, investigadores do Departamento de Geografia da University College de Londres (…). Esta escolha representa a importância dada pela dupla de cientistas ao movimento súbito e inédito de dezenas de espécies animais e vegetais que atravessaram o oceano Atlântico, levados pelo homem nos dois sentidos, e que mudaram para sempre a biogeografia da Terra. Por outro lado, defendem que é a chegada às Américas que iniciou a globalização.

Nos últimos meses, a discussão sobre o Antropoceno tem sido intensa e outras datas têm sido estudadas: o início da agricultura; a revolução industrial; ou o primeiro teste nuclear, a 16 de Julho de 1945, (…) as bombas nas cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, etc.. Há, porém, outros cientistas que referem que ainda é muito cedo para aferir verdadeiramente o impacto que o homem está a ter na geologia do planeta, defendendo que este impacto, qualquer que ele seja, apenas está a começar. (…)

 

Nicolau Ferreira, JornalPúblico

Texto selecionado e adaptado pela Be





5 Minutos de Leitura

27 04 2015

Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Capturar 

 

28 de abril – Dia mundial da segurança e saúde no trabalho

 

Anualmente, morrem cerca de dois milhões de homens e mulheres devido a acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Em todo o mundo são registados, em cada ano, 270 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de doenças relacionadas ao trabalho.

Deste modo, o dia 28 de Abril é comemorado anualmente em todo o mundo como Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. A efeméride tem como objetivo homenagear as vítimas de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

A primeira cerimónia teve lugar em 1996, em Nova Iorque, na Organização das Nações Unidas, onde foi construído um memorial para recordar todos aqueles que perderam a vida enquanto trabalhavam ou que contraíram doenças relacionadas com a sua atividade profissional. Com esta primeira Jornada de Luto estava consagrado o Dia Internacional de Luto pelas Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.

 

http://www.ilo.org/legacy/english/protection/safework/worldday/products04/factsheet04_por.pdf

http://higiene.med.up.pt/index.php?id=noticias&detalhes=117

http://www.medialcare.pt/pt/noticia/74+3/28-de-abril-dia-mundial-da-seguranca-e-saude-no-trabalho/

 

Texto selecionado e adaptado pela prof. Susana Leão





5 Minutos de Leitura

25 04 2015

Segunda feira, 27 de abril de 2015

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ADN dos gorilas-das-montanhas revela resistência à extinção

  (…) “Os gorilas estão divididos em duas espécies, a oriental e a ocidental, e os gorilas-das-montanhas são uma subespécie da espécie oriental”, disse ao PÚBLICO Aylwyn Scally, geneticista da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e um dos líderes do trabalho. “Os gorilas-das montanhas são diferentes dos outros porque, como vivem a maiores altitudes, isso tem consequências ao nível da sua dieta e fisiologia: por exemplo, têm uma pelagem mais densa e comprida.” Estima-se hoje que restam cerca de 880 gorilas-das-montanhas em África, o que coloca estes animais na lista dos mais ameaçados. “Perto de 480 vivem nas montanhas vulcânicas do Virunga e uns 400 na floresta impenetrável de Bwindi, a cerca de 30 quilómetros a norte”. O número de gorilas do Virunga caiu para o seu mínimo – uns 250 – em 1981, devido à destruição do seu habitat e à caça (…). Mas desde então, os esforços do Conselho de Desenvolvimento do Ruanda e de entidades de conservação da natureza (…), fizeram aumentar esse número para os tais 480. Os cientistas queriam conhecer o impacto de uma tal demografia na diversidade genética desses gorilas. E foi assim que constataram que os gorilas-das-montanhas têm estado de facto a adaptar-se geneticamente à sobrevivência em pequenos grupos. (…) Os cientistas conseguiram sequenciar o genoma destes animais porque, pela primeira vez, tiveram acesso a amostras de sangue de sete gorilas do Virunga (colhidas aquando de tratamentos médicos realizados na sequência de feridas provocadas por armadilhas). E a seguir, compararam-no com os genomas das outras subespécies de gorilas. Confirmaram então que, de facto, a diversidade genética dos gorilas-das-montanhas é extremamente baixa – o que sugere fortemente que houve endogamia. Mas que, ao mesmo tempo – e aí reside a surpresa –, essa endogamia eliminou dos seus genes as mutações mais problemáticas. (…) “A nossa preocupação era que o vertiginoso declínio dos anos 1980 fosse catastrófico a longo prazo para os gorilas-das-montanhas”, diz o co-autor Yali Xue, do Instituto Sanger, citado pelo já referido comunicado. “Mas as nossas análises genéticas sugerem que os gorilas têm estado a lidar com pequenos tamanhos populacionais durante milhares de anos. Ao passo que níveis comparáveis de endogamia terão contribuído para a extinção dos nossos parentes neandertais, é provável que estes gorilas sejam mais resilientes. Portanto, não há razão para eles não continuarem a florescer durante muitos milhares de anos ainda.”

 Artigo de Ana Gerschenfeld – Jornal Público

  Texto selecionado e adaptado pela BE





5 Minutos de Leitura

23 04 2015

Sexta feira, 24 de Abril de 2015

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41 anos depois do 25 de Abril

 A revolução popular e democrática de 25 de Abril de 1974 originou o período de maior justiça social, progresso e de­senvolvimento da história de Portugal. Derrubou o fascismo, conquistou a liberdade política, abriu perspetivas de cons­trução de um Portugal democrático, de paz, desenvolvido e mais justo. As liberdades constitucionais, os direitos dos trabalhadores e das mulheres, a descolonização e o respei­to por todos os povos, a democratização do ensino, o servi­ço nacional de saúde de qualidade e de acesso universal, a segurança social pública, o poder local democrático, entre outros avanços, levaram a um enorme desenvolvimento do país.

Recordamos o 25 de Abril nas palavras de Sophia Andresen (a beleza do poema resiste à saturação):

 “Esta é a madrugada que eu esperava

o dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo”

Infelizmente, 41 anos depois de Abril, vivemos uma preo­cupante regressão económica e social que se abate sobre a maioria das famílias e que nos convoca o inconformismo, a indignação e, por coerência, a ação e a luta. Voltemos, agora, às muito atuais palavras de Sérgio Godinho sobre a Liberdade:

“Só há liberdade a sério quando houver A paz,

o pão habitação saúde,educação

Só há liberdade a sério

quando houver Liberdade de mudar

e decidir quando pertencer ao povo

o que o povo produzir”  

 

Nas comemora­ções dos 41 Anos da revolução, neste abril, que também nos conduz ao 1º de maio, é hoje, mais urgente dar força à necessidade de construirmos uma sociedade melhor e mais justa!

Carlos Pinto de Sá

Texto selecionado pela Be





5 Minutos de Leitura

22 04 2015

Quinta feira, 23 de Abril de 2015

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      Alterações climáticas ameaçam organismos marinhos do Antárctico

Uma equipa de 11 cientistas de nove países afirma que as alterações climáticas podem afectar grande parte do Antárctico, tornando-se a sua acidificação num dos maiores problemas para os organismos marinhos que ali vivem.

“No futuro, devido às alterações climáticas, a acidificação do Oceano Antárctico poderá tornar-se num dos maiores problemas para os organismos marinhos que lá vivem”, alerta um estudo internacional, desenvolvido por especialistas de diversos países, entre os quais Portugal, afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota divulgada nesta quarta-feira.

A investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Global Change Biology, visou “avaliar e quantificar” as alterações na Antárctida, “uma das regiões do planeta que tem mostrado sinais de mudanças ambientais bastante rápidas e profundas”.

Grande parte do Oceano Antárctico “vai ser afectada por processos associados às alterações climáticas” e as áreas atingidas “vão ser maiores do que as observadas no passado”, sustentam os especialistas.

A pesquisa revela também que “os factores ambientais que causam stress ao ecossistema marinho do Oceano Antárctico poderão chegar a 86%” de todo o oceano, acrescenta a UC.

“Este foi o primeiro estudo a quantificar os múltiplos factores ambientais que afectam o Oceano Antárctico como um todo e a indicar quais as áreas que poderão ser mais atingidas no futuro”, salienta José Xavier, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da UC e único cientista português envolvido na investigação.

“As regiões costeiras junto ao continente, e particularmente a Península Antárctica, vão ser as regiões mais afectadas por múltiplos stresses ambientais”, como, por exemplo, degelo, aumento da temperatura e diminuição do gelo marinho, salienta José Xavier.

O “maior desafio futuro será avaliar os efeitos destes factores ambientais na vida dos animais, e em toda a cadeia alimentar, que vivem no Oceano Antárctico e qual a severidade desses factores nas diferentes regiões deste oceano”, alerta o cientista marinho, adiantando que os especialistas estão agora a trabalhar nesse sentido.

Além de José Xavier, participam no estudo investigadores de Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Nova Zelândia e Reino Unido.

 Artigo do jornal Público – LUSA

Texto selecionado pela Be

 

 





 5 Minutos de Leitura

21 04 2015

Quarta-feira, 22 de abril de 2015

imag dia da terra

22 de Abril – Dia Mundial da Terra

 

Um pouco de história…

 

O Dia Mundial da Terra, celebrado a 22 de abril, marca o aniversário do que muitos consideram o nascimento do movimento ambiental moderno, iniciado em 1970.

A ideia deste primeiro movimento partiu do senador norte-americano Gaylord Nelson que,  após verificar as consequências do desastre petrolífero ocorrido em 1969 em Santa Bárbara, Califórnia, resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra.

Inspirado pelos protestos dos jovens norte-americanos que contestavam a guerra do Vietname, Gaylord Nelson dedicou-se a colocar o tema da preservação da Terra na agenda política norte-americana.

Em 1970, mais de 20 milhões de americanos manifestaram a sua posição a favor da preservação da Terra e do meio ambiente.

Desde esse dia, e a cada dia 22 de Abril, mais de 1 bilião de cidadãos em todo o mundo manifestam o seu compromisso na preservação do meio ambiente e da sustentabilidade do planeta Terra.A pressão social teve os seus efeitos e o governo dos Estados Unidos acabou por criar a Agência de Proteção Ambiental e implementar leis destinadas à proteção do meio ambiente.

 

Texto selecionado pela BE