5 Minutos de Leitura

31 05 2012

Sexta-feira, 01 de junho de 2012

Dia Mundial da Criança

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.

É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).

Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?

Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.

Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.

As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

 Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.

Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.

Clica aqui para leres sobre esta organização.

Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.

Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

 Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!

Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:

– afecto, amor e compreensão;

– alimentação adequada;

– cuidados médicos;

– educação gratuita;

– protecção contra todas as formas de exploração;

– crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?

A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a “Declaração dos Direitos da Criança”.

Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.

Então, quando a “Declaração” fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a “Convenção sobre os Direitos da Criança”, que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).

Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

In: http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=201

Texto selecionado pela BE

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5 Minutos de Leitura

30 05 2012

Quinta-feira, 31 de maio de 2012

Há duas enfermeiras que trabalham a troco de casa, comida e roupa lavada – Miranda do Douro

 

Oito meses de portas fechadas e sem emprego levaram duas recém-licenciadas a fazerem-se à estrada, subirem país acima e aterrarem, de armas e alguma bagagem, em Atenor, a aldeia do concelho de Miranda do Douro, conhecida pelo seu esforço de preservação dos burros, os de carga.

Isabel Moreira e Tânia Dias decidiram montar, durante três meses, um projecto de voluntariado em que oferecem à comunidade os seus serviços, como a medição de tensão arterial, diabetes, acompanhamento a consultas, apoio na medicação ou na execução de pensos, por exemplo.

Os sonhos de trabalhar num hospital ou centro de saúde, foram-se desvanecendo à medida que os dias em casa se iam transformando em desespero. Isabel Moreira, de 39 anos, natural da Mêda, na Guarda, trocou uma carreira como gerente hoteleira pelo sonho de tratar dos outros. Um dia, desafiou a colega de curso Tânia Dias, de 22 anos, de Seia, também no distrito da Guarda, e com o mesmo sonho, a embrenharem-se no Planalto Mirandês e darem a conhecer o Laços, um projecto de apoio à comunidade em regime de voluntariado, para já, com a esperança de lançar a semente que no Verão lhes possa trazer o ordenado.(…)

Passados praticamente dois meses, a iniciativa está a “superar as expectativas”, dizem.(…) Mais do que os cuidados de saúde, são os cuidados emocionais que têm feito as delícias dos mais velhos de Atenor. “Sobretudo o mimo”, confessa, com um sorriso, Isabel Moreira. Mais do que saúde, as enfermeiras trazem companhia às pessoas. “Contam-nos tudo. As queixas dos filhos, as coisas que acontecem por aqui… Tudo!”, garante Isabel Moreira, mãe de quatro filhos, que ainda fica com o coração apertado de cada vez que se lembra do dia em que explicou à filha mais nova, de 12 anos, que vinha para Atenor.“Ai mãe, para aquele sítio tão longe?”, perguntou-lhe. “Pois, filha, tem de ser.”

As duas enfermeiras revezam-se de modo a assegurar os cuidados à população 24 horas por dia e de maneira a poderem ir a casa.(…) A distância entre Atenor e a Guarda não se estreita sequer com a ajuda da Internet ou do telemóvel, os montes cortam o sinal.(…)

Além disso, as duas enfermeiras também os acompanham ao médico, de carro, e ajudam na tradução da linguagem técnica usada no consultório e que, muitas vezes, é imperceptível. “Não tínhamos ninguém que se preocupasse connosco. Para levarmos uma injecção tínhamos de ir a Sendim”, a uns dez quilómetros, aponta Marcos.

Ao todo, são cerca de 50 as pessoas que já esperam, ansiosas, à porta de casa a chegada das duas enfermeiras. (…) Os laços já estão criados

António Gonçalves Rodrigues

Texto selecionado pela BE





A BE sugere o livro…

30 05 2012

 

Sinopse
Aquele podia ter sido um dia como tantos outros na vida de Matilda, uma pobre vendedora de flores. Mas aquele é o dia em que Matilda salva a vida de uma criança e recebe a mais preciosa das dádivas: a oportunidade de fugir da miséria e construir uma nova vida. Em breve trocará os bairros degradados de Londres pelos recantos misteriosos de Nova Iorque, as planícies do Oeste Selvagem e a febre do ouro em São Francisco. Munida apenas da sua coragem, beleza e inteligência, a jovem está apostada em ditar o seu destino, nem que para tal tenha de lutar contra tudo e todos.
A sua rebeldia condena-a à solidão. Mas um dia também ela viverá as emoções de um verdadeiro amor. Um amor que terá de suportar a separação, a guerra e os tormentos do nascimento de uma nova nação. Será no Novo Mundo que Matilda vai aprender o que a sua infância não lhe ensinou: que todos nascem iguais, que a coragem e a generosidade são o que de mais nobre pulsa no coração humano, e que, por mais doloroso que seja, a vida tem de continuar e nunca se deve olhar para trás…





Paciência

30 05 2012




5 Minutos de Leitura

29 05 2012

Quarta-feira, 30 de maio de 2012

Crianças portuguesas são das mais carenciadas da OCDE

Estudo da Unicef – Dados são de 2009 e ainda não incluem os efeitos da crise

 Mais de 27% das crianças portuguesas vivem em situação de carência económica. O retrato é traçado no relatório “Medir a Pobreza Infantil”, apresentado pela Unicef e que coloca Portugal em 25.º lugar numa lista de 29 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Já longe de ser cor-de-rosa, o cenário promete piorar. As conclusões baseiam-se em dados de 2009, logo não reflectem o impacto da crise nas crianças. E, por outro lado, “o risco é que no contexto da actual crise sejam tomadas decisões erradas cujas consequências só serão visíveis muito mais tarde”, alerta o relatório.

Por carenciada a Unicef considera qualquer criança até aos 16 anos que não tenha acesso a duas ou mais de 14 variáveis consideradas “normais e necessárias” num país desenvolvido. Exemplos? Três refeições por dia, um local tranquilo para fazer trabalhos de casa, ligação à Internet, pelo menos dois pares de calçado e possibilidade de celebrar ocasiões como o aniversário. Na tabela classificativa que daí resulta, Portugal surge nos últimos lugares. Piores apenas a Letónia, Hungria, Bulgária e Roménia.(…)

A Unicef concluiu ainda que 14,7% das crianças portuguesas até aos 16 anos vivem abaixo do limiar de pobreza, ou seja, em lares cujos rendimentos anuais por adulto estão 50% abaixo da mediana da distribuição dos rendimentos (cerca de 400 euros por mês). Aqui Portugal também não sai muito bem na fotografia. Está em 26.º lugar numa lista composta por 35 países, sendo que abaixo surgem países como a Itália, Grécia e Espanha. (…)

As críticas da Unicef visam os governos de cada país, nomeadamente porque têm negligenciado a simples monitorização do fenómeno, mas também a própria Comissão Europeia. “Desde que a crise económica começou, a pobreza infantil parece ter-se eclipsado da agenda europeia”, rematam os autores do relatório que contam 13 milhões de crianças da União Europeia que vivem sem acesso a elementos básicos necessários para o seu desenvolvimento.

 

Natália Faria

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

28 05 2012

Terça-feira, 29 de maio de 2012


O pior é escolher…  

Uma escolha implica quase sempre tomar uma decisão e deixar uma (ou muitas) alternativas para trás. O que faz com que essa tomada de decisão tenha que ser fundamentada e realista (ou seja, tens de pensar a sério). Se pensares bem, verás que as tuas decisões diárias (algo tão simples como “hoje não lavo o cabelo”) são influenciadas e resultam de uma enorme quantidade de factores internos e externos – na maior parte das vezes nem nos apercebemos de todos. Isto quer dizer que embora tenhas sempre uma “margem de manobra”, estás inevitavelmente condicionado pelo meio que te rodeia (os cotas, o pessoal do café, etc., etc., etc….), pelo contexto e pela informação que possuis.

Sem te querer deprimir, o facto é que escolher uma profissão é, em parte, optar por um estilo de vida. E para que faças uma escolha realista, é fundamental que tenhas informação sobre o mundo do trabalho, sobre as relações que os profissionais estabelecem com o trabalho e com a sociedade em geral e (muito importante!) sobre ti próprio.

A tua presença no mundo do trabalho tem muito a ver com o teu estilo pessoal e com o que pretendes da vida, tem muito a ver com os teus projectos, isto é, com a forma como gostarias de conceber o teu futuro.
Não esqueças que o mercado de trabalho dos dias de hoje é significativamente mais complexo do que antigamente: surgem constantemente profissões novas, desaparecem outras, ao mesmo tempo que se altera a forma como muitas profissões são exercidas. O mercado de trabalho é mais exigente mas também mais estimulante.

Pensa no que é importante para ti, no que gostas de fazer, no que sabes fazer, naquilo para que tens mais jeito ou que aprendes com mais facilidade, no tipo de tarefas que gostarias de realizar. Avalia as tuas experiências, recorda o que tens feito até hoje e imagina o que gostarias de vir a fazer.
Define os teus objectivos e pondera o que tens de fazer para concretizar os teus projectos.
Antes de fazeres a tua escolha, é importante saberes o que queres. Poderás assim planear as acções que te ajudem a chegar onde desejas.

 

In: http://www.educacao.te.pt/jovem/index.jsp?p=109&id=4287

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

27 05 2012

Segunda-feira, 28 de maio de 2012

Paciência – pouco a pouco

 

O sol caminha sem que o vejas mover-se. E vem o entardecer e anoitece. Estás de novo em casa. Passou um dia.

Olhas-te ao espelho, um dia e outro, e não te vês crescer. É também assim que crescem as árvores e que o inverno se torna primavera e que a natureza produz flores e frutos, lagos e montanhas.

Pouco a pouco. Devagar. Sem que se note.

Há uma paciência imensa em tudo o que te rodeia. Um labor silencioso que alcança sempre os seus objetivos.

Pouco a pouco.

Uma semente pequena faz-se árvore grande com o tempo. E fica ali no seu lugar, sólida e generosa. Um dia, vens e abrigas-te à sua sombra. Mas essa sombra é uma obra de arte que esteve escondida por muito tempo e não pudeste acompanhar.

Não seria acertado que, na tua vida, desejasses a sombra refrescante – ou as flores, ou os frutos – sem que tivesse havido antes a semente aparentemente imóvel no lençol silencioso da terra, aquele sugar lento de minerais, a alternância repetida das estações.

Há uma grande sabedoria em saber esperar. Não me refiro a uma espera feita de inatividade e de indolência, mas àquela outra que é preenchida por pequenos passos firmes iluminados pela esperança.

A esperança não consiste simplesmente em aguardar com otimismo que a boa sorte nos bata à porta, em ter “pensamentos positivos”, mas na certeza de que aos passos corretos e constantes está prometido o objetivo bom que procuramos. Quando se vai no caminho certo, quando se trabalha nos alicerces de uma coisa boa, ter esperança é ter a certeza de que se chega.

Tudo aquilo que é bom se pode alcançar. Tudo se consegue. Pouco a pouco. A seu tempo. E há frutos que, por serem tão grandes, só chegarão depois de nós passarmos.

É bom que tenhas grandes objetivos, ideais elevados e nobres. Mas deves considerar que, precisamente por serem grandes e elevados, só podem estar no final de um caminho longo, frequentemente cheio de obstáculos; e que não é sensato procurar atalhos para chegar a eles.

Se alguém te quiser oferecer a noz descascada, a vitória sem combate, o diploma sem a sabedoria, foge depressa. Encher-te-ias de vazio.

Quando queres resultados rápidos em coisas grandes – quando prescindes do esforço prolongado, da lentidão, dos métodos apropriados a um objetivo – saltas para fora da realidade. Podes magoar-te e magoar outras pessoas. Tudo o que fizeres a partir desse ponto não te levará a nenhum lugar. Será tudo falso, por ter perdido esse ajustamento à realidade a que chamamos verdade. Hás-de ver que te apodrecerá nas mãos, mais cedo ou mais tarde.

A tua impaciência, porém, não é necessariamente um defeito. Ela pode ser como o vento que empurra o navio. Serve-te dela não para te poupares a esforços, mas para te obrigares a crescer todos os dias. Para aperfeiçoares os teus gestos. Para te tornares mais capaz de ir longe e alto.

 

Paulo Geraldo

Texto selecionado pela BE