5 Minutos de Leitura:1º de Abril – “dia das mentiras”

31 03 2011

 5 Minutos de Leitura

Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

 

1º de Abril – “dia das mentiras”

 

        Hoje em dia, o 1º de Abril é um dia especial para pregar partidas e mentiras aos outros, para todos nos rirmos um bocadinho dos sustos e enganos que causamos.

        É uma bela altura para pôr sal no açucareiro e açúcar no saleiro, é dia de pregar partidas para nos divertirmos.

          Para os adultos é sobretudo nos jornais e na televisão que se inventam histórias que são grandes mentiras, mas que têm de parecer verdade. A piada é tentar-se adivinhar se é mesmo verdade… ou não.

        Um pouco de história

        Bem, o que acontece com o 1º de Abril é mais ou menos comum a festas deste tipo: há várias explicações e não se sabe qual é a real.

        Uma delas refere que começou em França, pois havia a celebração do equinócio da Primavera que marcava o Ano Novo.

        Em 1564, o rei francês Carlos IX mudou o calendário para o que usamos hoje – o    Gregoriano – e o Ano Novo passou a começar a 1 de Janeiro.

        Aos que ainda celebravam o ano novo em Abril chamavam-lhes tolos (em inglês são os “April’s Fools'”).

        Como no ano novo anterior (Abril) se trocavam prendas, começaram a dar-se, nesta altura, prendas para gozar com os outros.

        Na Escócia, a ideia de pregar partidas foi bem aceite e a mais praticada (ainda hoje) é a de mandar alguém caçar gambozinos (cuckoo hunt – caça ao cuco).

        Outra explicação fala de um festival romano, o da Cerelia, que celebra a história de Proserpina. Parece que Proserpina estava a colher lírios no vale quando foi raptada por Plutão, o deus romano. A mãe dela, Ceres, ficou tão atrapalhada que começou a procurá-la sem muito método (e sem resultados) – tudo isto tem a ver com a caça aos gambozinos, que é a ideia de procurar algo que nunca se vai achar.

        Pregar partidas é tão divertido que muitos países têm esta celebração, mas noutros dias…

        Na Roma antiga, era a 25 de Março. No México, é a 28 de Dezembro. Na Índia, é a 31 de Março.

        Em França, há mais umas explicações para o 1º de Abril.

        Nesse país, este dia chama-se “poisson d’avril” (peixe de Abril) e as crianças fazem um jogo típico, que é o de colar ou prender um peixe recortado em papel nas costas de alguém, sem essa pessoa dar por isso. Quando ela nota, grita-se: ” Poisson d’avril! Poisson d’avril!”.

       Uma outra explicação francesa diz que, dantes, era o dia em que fechava a época da pesca e era a última hipótese para os pescadores que não tinham pescado nada… Então atiravam-se peixes aos rios para lhes facilitar a pesca e os safar da vergonha de não levarem nada para casa.

  

in Ihttp://www.malhatlantica.pt/aeiou/1_abril_1.htm

 

Texto seleccionado e adaptado pela BE

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Químico alemão Robert Bunsen nasceu há 200 anos

31 03 2011

Um dos mais importantes cientistas do seu tempo abriu o campo da espectroscopia química 2011-03-31 Robert Wilhelm Bunsen (1811-1899)Em qualquer laboratório científico é possível encontrar nos dias de hoje um «bico de Bunsen», aparelho indispensável para uma grande diversidade de experiências.

 

Este dispositivo foi desenvolvido por Robert Wilhelm Bunsen, um notável químico que nasceu faz hoje 200 anos. Nos seus 88 anos de vida dedicados à ciência, criou o eléctrodo de carbono, descobriu elementos químicos como o césio e a rubídio, com Gustav Kirchhoff, e foi mentor de importantes químicos, como Dmitri Mendeleev e os três prémios Nobel Adolf von Baeyer (1905), Fritz Haber (1918) e Philipp Lenard (1905). Nascido em 1811 de uma família de académicos, Robert era o mais novo de quatro filhos. Estudou Química na Universidade de Göttingen, onde se formou com 19 anos. Depois de uma viagem pela Europa, durante a qual conheceu outros cientistas como Carl Runge, Justus von Liebig e Eilhard Mitscherlich, voltou a Göttingen, desta vez como professor. Cientista dedicado à experimentação, Bunsen passou muito tempo em laboratório a investigar a composição de químicos. As suas primeiras experiências centraram-se nas propriedades do arsénico, em particular numa substância chamada cacodílico. Com esta investigação conseguiu encontrar um antídoto para o envenenamento por arsénico: o óxido de ferro hidratado. Esta investigação decorreu com alguns percalços. Quase morreu envenenado com aquela substância e perdeu a visão de um olho devido a uma explosão no laboratório. A invenção do chamado «bico de Bunsen» (para aquecimento por combustão de gás), desenvolvida a partir de um dispositivo desenhado pelo químico inglês Michael Faraday, na altura uma pouco mais velho do que ele, abriu o campo da espectroscopia química. Pela primeira vez era possível observar, sem interferência, as linhas de emissão espectral dos elementos, tais como o rubídio e o césio, que foram por si descobertos. Além de profícuo cientista, foi um dedicado docente. Deu aulas nas universidades de Marburgo, Breslau e Heidelberg. Aposentou-se nesta última em 1889, depois de ter lá leccionado e investigado mais de 30 anos. Além do bico de Bunsen, o químico deu o seu nome a outros instrumentos, tais como o efusiómetro de Bunsen (aparelho que permite determinar a densidade de um gás por medição da velocidade de escoamento deste através de um orifício) e o fotómetro de Bunsen (dispositivo para comparar intensidades luminosas). Depois da reforma, aos 78 anos, teve tempo para se dedicar a outros dos seus interesses, a geologia e a mineralogia. Morreu em 1899.

 

 

http://www.cienciahoje.pt





5 Minutos de Leitura:DESPONDENCY

30 03 2011

5 Minutos de Leitura

 Quinta-feira, 31 de Marçoo de 2011

 

No 120º Aniversário da Partida do Poeta e Filósofo

Antero de Quental

 

DESPONDENCY

 

(Desilusão)

 

                    Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram

                     Ninho e filhos e tudo, sem piedade…

                     Que a leve o ar sem fim de soledade

                     Onde as asas partidas a levaram…

 

                     Deixá-la ir a vela, que arrojaram

                     Os tufões pelo mar, na escuridade,

                     Quando a noite surgiu da imensidade,

                     Quando os ventos do Sul se levantaram…

 

                     Deixá-la ir, a alma lastimosa,

                     Que perdeu fé e paz e confiança,

                     À morte queda, à morte silenciosa…

 

                     Deixá-la ir, a nota desprendida

                     Dum canto extremo… e a última esperança…

                     E a vida… e o amor… deixá-la ir, a vida!

       

           Antero de Quental (Ponta Delgada, 1842-ibid., 1891)

 

 

                          Soneto seleccionado por Francisco Carneiro Fernandes

                                (Publicado na Revista “Letras de Âncora”, secção Fragmentos, Ano XIV – Dezembro 2003, Nº 35)





Ukulele Orchestra

30 03 2011

 interpreta  “O bom, o mau e o feio”.





5 Minutos de Leitura: Nasceu o primeiro bebé espanhol sem o gene do cancro

29 03 2011

 5 Minutos de Leitura

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

 

         Nasceu o primeiro bebé espanhol sem o gene do cancro

 

          Técnica inovadora apenas pode ser aplicada em casos de existência de um cancro familiar. Em Portugal não existe nenhum caso destes.

Nasceu em Espanha o primeiro bebé geneticamente livre de cancro. Este é o primeiro caso autorizado no país pela Comissão Nacional de Reprodução Assistida.

Em Portugal não existe nenhum caso conhecido, segundo disse ao TVI24.pt o especialista em genética António Carolino Monteiro. «Nós estamos atrás do mundo nesta matéria», garantiu. O geneticista explicou que este nascimento implicou a selecção de células embrionárias após fertilização in vitro, processo após o qual é seleccionada uma célula, onde não se encontre o gene cancerígeno, que depois é implantada na mãe.

Se fosse concebido de forma natural, o bebé que nasceu em Espanha teria tido 80 por cento de hipóteses de vir a sofrer de cancro de mama. Uma herança pesada numa família com historial deste cancro, escreve a rádio «Cadena Ser». Graças ao Diagnóstico Genético Pré-implantacional (DPG), a técnica que permite seleccionar embriões fertilizados in vitro foi possível assegurar que este bebé terá uma descendência saudável.

Esta nova técnica é usada em Portugal para os portadores da Doença do Pezinho (Paramiloidose), mas não no cancro.

               O especialista Carolino Monteiro explica que «o Diagnóstico Genético Pré-implantacional só pode ser usado em casos de cancro familiar e não nos casos de cancro esporádico, que são a larga maioria. A relação é de 1 para 99 por cento». Ou seja, esta técnica pode travar uma descendência cancerígena em casos muito específicos, mas não pode travar o flagelo do cancro – uma das doenças mais mortíferas em Portugal e no mundo. Em todo o caso, nas situações familiares em que o cancro está analisado, nessas situações, o diagnóstico pode ser usado.

              Os resultados desta técnica animam a classe médica do país vizinho. O bebé espanhol já tem três meses, mas o caso só agora foi revelado. A criança nasceu no Hospital Sant Pau de Barcelona e é perfeitamente saudável.

             Em Janeiro, em Inglaterra, já tinha surgido um outro caso de sucesso com recurso a esta técnica num bebé de uma família com cancro de mama.

                                                                                                                                                   TVI24.pt

 

Texto seleccionado pela professora Susana Conde





Ben Konstantinovic

29 03 2011

interpreta ” Requiem”





5 Minutos de Leitura: A PALAVRA IMPOSSÍVEL

28 03 2011

5 Minutos de Leitura

Terça-feira, 29 de Março de 2011

 

 A PALAVRA IMPOSSÍVEL

 

 Deram-me o silêncio para eu guardar dentro de mim

A vida que não se troca por palavras.

Deram-mo para eu guardar dentro de mim

As vozes que só em mim são verdadeiras.

Deram-mo para eu guardar dentro de mim

A impossível palavra da verdade.

 

 Deram-me o silêncio como uma palavra impossível,

 Nua e clara como o fulgor duma lâmina invencível,

Para eu guardar dentro de mim,

Para eu ignorar dentro de mim

A única palavra sem disfarce

 – A Palavra que nunca se profere.

 

 

Adolfo Casais Monteiro (1908-1972)

 

Texto seleccionado pela BE