5 Minutos de Leitura

28 11 2013

Sexta-feira, 29 de novembro de 2013

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Dia Mundial da Luta Contra a Sida

 

O Dia Mundial da Luta Contra a Sida é comemorado a nível mundial desde o final dos anos 80 no dia 1 de dezembro. Este dia visa alertar as populações para a necessidade da prevenção contra o vírus da SIDA. Este vírus ataca o sistema sanguíneo e o sistema imunológico do doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até ao final de 2007, 33 milhões de pessoas conviviam com o vírus do HIV no planeta, e diariamente surgem 7.500 novos casos.

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infetada. A transmissão pode acontecer de três formas: relações sexuais; contacto com sangue infetado; de mãe para filho, durante a gravidez ou o parto e pela amamentação.

O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infetada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas infeções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afetam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. Também podem surgir alguns tipos de tumores (cancros).

Entre essas doenças, encontram-se a tuberculose; a pneumonia; a candidíase, que pode causar infeções na garganta e na vagina; o citomegalovirus um vírus que afeta os olhos e os intestinos; a toxoplasmose que pode causar lesões graves no cérebro; a criptosporidiose, uma doença intestinal; o sarcoma de Kaposi, uma forma de cancro que provoca o aparecimento de pequenos tumores na pele em várias zonas do corpo e pode, também, afetar o sistema gastrointestinal e os pulmões.

A SIDA provoca ainda perturbações como perda de peso, tumores no cérebro e outros problemas de saúde que, sem tratamento, podem levar à morte. Esta síndrome manifesta-se e evolui de modo diferente de pessoa para pessoa.

 

Texto selecionado pela BE

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5 Minutos de Leitura

28 11 2013

Quinta-feira, 28 de novembro de 2013

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O melhor arranha-céus do mundo é na China e é de Rem Koolhaas

 

O melhor arranha-céus do mundo em 2013 é a sede da televisão estatal chinesa CCTV, em Pequim, projetada pelo atelier do arquiteto holandês Rem Koolhaas, também autor da Casa da Música, no Porto. O prémio surge dez anos depois de Koolhaas ter escrito uma espécie de manifesto intitulado “Matem o Arranha-Céus”, onde se queixava da falta de imaginação na construção desta tipologia de edifício. Agora o Prémio Pritzker mostrou-se grato por ser reconhecido por “uma comunidade que está a tentar tornar os arranha-céus mais interessantes”.

O anúncio dos vencedores foi feito quinta-feira e foi o corolário de quase um ano de trabalho do júri, que analisou mais de 60 projetos. O inconfundível edifício assinado pelo OMA – Office for Metropolitan Architecture de Koolhaas em Pequim foi distinguido por, “em vez de competir na corrida pela maior altura e pelo estilo através de uma torre tradicional elevando-se rumo ao céu, a volta do CCTV propõe uma verdadeira experiência tridimensional” aos 234 metros, como disse o júri.

A decisão da autoridade mundial no campo dos arranha-céus, deixou para trás outros três edifícios que com ele competiam pelo título: o canadiano The Bow, projetado pela Foster + Partners de David Foster, o londrino The Shard, de Renzo Piano, e Sowwah Square, em Abu Dhabi, pela Goettsch Partners. A eleição anual é feita a partir de uma escolha por categoria geográfica, sendo eleitos os melhores no continente americano, europeu, asiático e no Médio Oriente e África.

 

Artigo do Jornal Público de Joana Amaral Cardoso

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 11 2013

Quarta-feira, 27 de novembro de 2013

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Mãe, estás cá ou lá?

Eu peço muita desculpa às senhoras e aos senhores, mas a minha mãe hoje não vai escrever a crónica. Ela tem a sorte de ter um filho atento, e hoje escrevo eu. Agora mesmo tem na mão um livro. É um livro de poemas, e, já agora, gostava de perguntar aos outros filhos que estejam a ler: “Também é assim em vossa casa? Ó meu Deus, o que as nossas mães lêm de poesia!” Mas já me desviei do que estava a dizer. A minha mãe está sentada com um livro de um tal António Ramos Rosa. Ainda há pouco murmurava baixinho os primeiros versos: “ Não posso adiar o amor/ para outro século…” Depois calou-se e eu vi que continuava de livro na mão mas que o olhar lhe tinha fugido para o céu, entre as nuvens.

Quando lhe acontece isto, pergunto-lhe: “Mãe, estás cá ou lá?” Confesso que tenho ciúmes desses sonhos e castelos, dessas montanhas e vales quando está “lá”. Sou um filho de cinco anos, e um filho de cinco anos quer uma mãe inteira só para ele. Digo-lhe: “ Mãe, para mim, quero que estejas sempre cá, só cá!”. Bem sei que estou a ser injusto. A minha mãe, Inês está “cá” ainda mal o sol nasceu e as trombetas do despertador ecoaram pela casa. Nessa altura, ela deixa logo o sono e os sonhos e dá-me o mel do pequeno almoço e a escovinha de dentes, veste-me a t-shirt e um belo par de calças. A minha mãe está “cá” quando, um olho no trânsito e o outro em mim, me leva à escola. Ela está “cá” quando ralha comigo e está “cá” nos mil beijos que me dá.

E agora, que estou a pensar melhor, começo a ficar meio assarapantado. Será que me sabem melhor os beijos da minha mãe exatamente porque ela, de vez em quando, está “lá”, a passear-se um bocadinho por galáxias encantadas? Que bem me sabem, mãe, os beijos quando voltas para “cá”, sabem a uma fortaleza de chocolate. Continua entre cá e lá. Faz como diz esse teu poeta: Nunca adies o amor. Quero ouvir-te dizer: “ Não posso adiar o coração.”

 

Maria Inês Almeida- escritora

Texto selecionado pela BE





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25 11 2013

Terça-feira, 26 de novembro de 2013

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Fecha-se uma porta, abre-se um livro

    … Sairiam os dois magnificados com tudo o que viram, tudo o que sentiram… Peço desculpa, erro de autor, comecei pelo final. Vamos rebobinar algumas horas.

Era uma vez o João e a Tita, dois amigos inseparáveis, mais fortes do que uma corrente de aço, mais indestrutíveis que o Grand Canyon. Estes tinham apenas um gosto em comum, mas era um gosto especial, mais coeso do que qualquer outro, era o gosto pela leitura, quando começavam não conseguiam parar, era como comer um chocolate.

Um dia estavam a passear pelas ruas do Porto, e, foi então que viram um grandioso edifício. Era colorido e curioso, até ao mais pequenino detalhe. Ficaram estupefactos. Mas o que seria? E então, ambos percorrendo o edifício com os olhos, chegaram ao cimo…pois claro, como não teriam imaginado antes, era uma biblioteca, a maior da cidade.

“Esplêndido!” – exclamou a Tita. Foram a correr, com um sorriso estampado na cara, como se não existisse mais ninguém na rua. Chegaram, abriram a porta, e, como se não houvesse amanhã, foram ver a variedade de livros. O bibliotecário viu as suas caras e foi ter com eles:

“Estou a ver que gostam muito de livros! Sigam-me”.

O João achou o caminho demorado, talvez pela sede de ler ou pela ansiedade de descobrir  aonde é que o simpático bibliotecário os estava a levar.

“Chegámos” – disse ele. A Tita e o João estavam assustados, mas ao mesmo tempo boquiabertos:

“Mas que mundo será este!” – exclama a Tita.

“Será um sonho!” – pergunta o João. Beliscaram-se um ao outro, mas não, era verdade. Estavam diante de um universo onde apenas existia um vasto corredor com portas, no entanto, não eram portas comuns, as portas eram livros. Nas capas dos livros havia apenas um título, e, para saborear cada palavra do livro, era apenas necessário abrir a porta, neste caso, a capa do livro e mergulhar. O essencial era aproveitar a magia da leitura, deixar que esta os guiasse, e, até, surfar nas palavras. Os dois amigos nunca pensaram que podiam viver numa leitura tão intensa. Passaram horas e horas a aproveitar o momento, a sorver cada palavra de um só livro; porém chegara o momento de ir para casa. Amanhã voltariam, no dia seguinte também, e, provavelmente, durante todos os dias, durante meses, anos, e, quem sabe, para o resto das suas vidas, mas sabiam que todos os dias (agora sim) sairiam magnificados com tudo o que viram, tudo o que sentiram e, especialmente, com tudo o que leram, em particular naquele dia.

Por isso sim, leitores, vale a pena ir à biblioteca e requisitar um livro. Não precisa de ser uma biblioteca assim, com todas as particularidades da anterior, apenas uma biblioteca, ou um quarto, ou uma sala, porque só o facto de ter um livro nas mãos já cria toda uma magia de um momento em que o leitor tem uma sede devoradora de livros, palavras e emoções.

Mafalda Ferreira

Texto vencedor do 9º Ano do concurso “Imagem- inspiração da palavra”.





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25 11 2013

Segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Agora, já é possível ver o planeta Terra a respirar

(clica na imagem para ver o vídeo)

Agora, já é possível ver o planeta Terra a respirar

 

A NASA criou uma animação que permite ver o planeta Terra a respirar que mostra a relação entre o ciclo sazonal da vegetação terrestre e da concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

Charles Keeling, responsável pela criação da “Curva de Keeling”, indicador usado para medir o aquecimento global, apercebera-se, há muito, que a terra também respirava e que os níveis de dióxido de carbono subiam e desciam, ao longo do ano, numa relação constante com a vegetação do planeta. Mas essa evidência é agora visível, através de uma animação criada pela NASA, onde é bem reproduzido este processo de respiração da Terra. Os gráficos foram feitos a partir das medições de dois parâmetros: o ciclo de respiração da vegetação terrestre e o dióxido de carbono presente na atmosfera. A relação entre os dois, mostra como o desaparecimento de vegetação leva a um aumento de dióxido carbono.

Os dados sobre o dióxido de carbono foram compilados durante um período de tempo entre 2003 a 2010 e os valores sobre a vegetação datam de 2003 a 2006.

A animação inicia-se a 1 de Janeiro, quando é inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul. Nesta altura observa-se que a vegetação viva está em maior quantidade em torno do equador e abaixo deste.

Quando as plantas crescem, o dióxido de carbono é absorvido da atmosfera, pelo processo da fotossíntese. O oxigénio é, pelo contrário, produzido e libertado. Quando as plantas perdem as folhas e se decompõem ou são comidas por animais, dá-se a ação contrária. (…)

Revista Visao.sapo.pt

Texto selecionado pela BE





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21 11 2013

Sexta-feira, 22 de novembro de 2013

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Os Portugueses e a Cultura

Os portugueses são dos cidadãos da União Europeia com menores taxas de participação em atividades culturais e Portugal é o país onde há maior falta de interesse pela leitura, de acordo com o inquérito Eurobarómetro, esta segunda-feira divulgado.

De uma forma geral, os dados deste inquérito, o primeiro sobre o assunto desde 2007, mostram que o que se passa em Portugal acontece em traços gerais na Europa. Ou seja, a tendência mostra que os europeus se interessam cada vez menos pela cultura, verificando-se uma diminuição na participação em atividades culturais. Existem, no entanto, algumas diferenças significativas, como é o caso da Suécia (43%), da Dinamarca (36%) e dos Países Baixos (34%), onde os cidadãos descrevem a sua taxa de participação como elevada ou muito elevada.

Portugal é, com o Chipre, um dos países do fim da tabela, com apenas 6% da população (menos seis pontos percentuais que em 2007) a registar uma participação elevada ou muito elevada, apenas ultrapassados pela Grécia, onde 5% dos cidadãos diz ter uma atividade cultural frequente. (…)

As idas ao teatro também não fazem parte dos planos da maioria dos portugueses, uma vez que 87% dos cidadãos diz não ter ido ao teatro no último ano – uma quebra de seis pontos percentuais. Nas visitas a monumentos históricos e a museus e galerias, Portugal também surge no fundo da lista – apenas 30% (menos oito pontos percentuais) visitaram monumentos e 17% (menos sete pontos percentuais) foram a museus e galerias.

Também a participação nos concertos sofreu uma queda, quando se comparam os dados com o inquérito de 2007. No geral a participação europeia nesta atividade é de 35% (menos dois pontos percentuais que 2007), enquanto em Portugal é de 19% (menos quatro pontos percentuais). De acordo com os inquiridos, 25% alegou não ir a concertos por questões económicas (Portugal 35%), sendo que a falta de interesse foi a justificação de 29% (Portugal 40%).

As visitas a bibliotecas públicas também não são comuns em Portugal, como referem os dados. Em Portugal, apenas 15% dos cidadãos visitaram uma biblioteca no ano passado, registando-se uma quebra de nove pontos percentuais. Na Europa, a média é de 31%, também se verificando uma queda comparativamente com 2007, neste caso de quatro pontos percentuais.

In Jornal Público de 03 de novembro de 2013

Texto selecionado pelo Prof. Carlos Vaz





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21 11 2013

Quinta-feira, 21 de novembro de 2013

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Alterações climáticas: os causadores somos nós

O Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas é unânime: as alterações climáticas estão a acontecer e o maior causador são as atividades humanas

Às 9 horas (hora de Portugal) do dia 27 de Setembro, o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) lançou, em conferência de imprensa, o mais importante relatório científico sobre a ciência climática . A conclusão é unânime: as alterações climáticas estão a acontecer, o maior causador são as atividades humanas. As previsões devem-nos deixar muito preocupados, mas ainda é possível evitar o pior.  Este 5º relatório foi elaborado por mais de 800 cientistas e beneficia de modelação mais avançada e de uma maior compreensão sobre as alterações climáticas por comparação com relatórios anteriores. Hoje foi lançado o relatório relativo ao grupo de trabalho sobre ciência climática. Durante 2014, serão lançados os relatórios relativos aos outros grupos de trabalho sobre impactes das alterações climáticas (em março 2014) e mitigação das alterações climáticas (abril de 2014). Em outubro de 2014, será lançado, por último, o relatório global de síntese.

O relatório sobre ciência climática, hoje divulgado, aborda diversos aspetos, entre eles a velocidade atual e futura a que o planeta está a aquecer, os impactes sobre as comunidades e biodiversidade e as principais medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

Consequências graves

As principais conclusões apontadas pelo relatório e selecionadas pela Quercus são as seguintes:

– Devido aos avanços da ciência do clima e da modelação, estamos mais certo do que nunca que os seres humanos são responsáveis ??pela maior parte do aquecimento global e seus impactos. As emissões de carbono são responsáveis por todo o aquecimento nos últimos 60 anos. O aumento da temperatura global poderá atingir 4,8 graus Celsius entre os períodos 1986-2005 e 2081-2100.

– As alterações climáticas estão a conduzir a mais fenómenos extremos: ondas de calor, chuvas intensas e subida do nível do mar (poderá atingir 98 cm entre 1986-2005 e 2100).

– Os impactes ambientais estão a acelerar: as camadas de gelo estão a derreter muito mais rapidamente, o aumento do nível do mar está a acelerar e o gelo do mar Ártico está a desaparecer a um ritmo surpreendente.

– Os oceanos têm absorvido uma grande quantidade de CO2, o que está a causar um aumento da acidez que pode perturbar de forma catastrófica toda a cadeia alimentar marinha.

Aspetos mais pertinentes para Portugal

 

Apesar de os dados mais precisos às escalas regionais só virem a ser divulgados oficialmente na próxima segunda-feira, sabe-se desde já que para países do Sul da Europa e da zona Mediterrânica, as perspetivas são dramáticas: menos chuvas mas mais concentradas no tempo e associadas a cheias, mais fogos, custos muito elevados para combater a subida do nível do mar, menor produção agrícola, maior pobreza, e uma enorme perda de biodiversidade. (…)

 

Texto da responsabilidade da Quercus

Texto selecionado pela BE