29 de abril – Dia Mundial da Dança

29 04 2013

 

 

 

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5 Minutos de Leitura

29 04 2013

Terça-feira, 30 de abril de 2013

sem nome 

A vida corre…

E nós tentamos que ela não nos escape por entre os dedos.

Deixemos o passado e vivamos o que decorre

Para enfrentar o futuro, encarando todos os medos.

 

Quantas vezes nos sentimos numa sinestesia

E um trocadilho invade nossas mentes

Mas pensemos que a vida é uma ironia

Para da felicidade ficarmos dependentes.

 

Nesta curta estadia

Tudo será melhor um dia

Se esquecermos a hostilidade

E lembramo-nos da amizade.

 

Quantas vezes nos sentimos perdidos

Como num labirinto sem a saída conseguir ver

Mas, como dois trunfos unidos

Sempre se consegue recuperar a ALEGRIA DE VIVER!

 

Paula Lagadouro





Grandes Portugueses – Luís Vaz de Camões

29 04 2013




5 Minutos de Leitura

26 04 2013

Segunda-feira, 29 abril de 2013

 images

Aprendi

 

Soneto (em redondilha maior)

 

Era Natal, dia santo,

Estava mesmo a nevar,

Quando, para meu espanto,

Vejo Camões a passar.

 

Camões não podia ser,

Ele é do Renascimento.

Ou eu estive a beber

Ou foi só um pensamento.

 

Mas para ter a certeza

Voltei uns passos atrás.

Questionei-o com surpresa:

 

“ Estais a apreciara a vista?”

Respondeu, piscando o olho:

“Fui ao oftalmologista.”

 

Duarte Presa, 10ºA





5 Minutos de Leitura

24 04 2013

Sexta-feira, 26 de Abril de 2013


ser-mulher

Aprendi

 

O que a vida me ensinou,

O que o meu olhar me proporcionou.

 

Senti

A palavra que em mim ecoou

Algo que o meu ser jamais encontrou.

 

Vi

E o meu caminho te libertou

Onde é que eu estou?

 

Percebi

Que o meu sonho terminou

E agora o meu olhar se fechou.

 

Vivi

Foi isso que entendi.

Afinal, quem sou?

 

 Ana Filipa Pires, 10ºD





5 Minutos de Leitura

23 04 2013

Quarta-Feira,  24 de Abril de 2013

cravo

A Revolução de Abril na Voz dos Poetas

As Portas que Abril Abriu

(1975)

 

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas tabém tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados “páras”
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

 

Ari dos Santos

Texto seleccionado pelo prof. Teodoro Fonte





Revolução de 25 de Abril de 1974

23 04 2013