5 Minutos de Leitura

30 10 2015

Sexta feira, 30 de outubro de 2015

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História do Laço Cor-de-Rosa

O Laço Cor-de-Rosa é um símbolo internacional para a luta contra o cancro da mama. O principal objetivo do Laço Cor-de-rosa é alertar/informar as pessoas sobre o cancro de mama.

  • Prevenção— o ato de prevenir o cancro de mama;
  • Diagnóstico — detetar o cancro de mama;
  • Tratamento — meios de cura;
  • Apoio

O primeiro Laço Cor-de-Rosa foi introduzido pela Fundação do Cancro da Mama Susan G. Komen. A fundação ofereceu bonés cor-de-rosa aos sobreviventes do cancro da mama que participavam na Corrida para a Cura desde 1990. Alguns meses mais tarde em 1991 todos os participantes da Corrida de Nova Iorque receberam um Laço Cor-de-Rosa.

Mais tarde, Alexandra Penney, que em 1992 era a editora chefe do “Self”, uma revista de saúde para mulheres, e Evelyn Lauder, que era então vice-presidente da empresa Estee Laude, lembraram-se de criar um laço e de fazer com que as grandes distribuidoras de cosméticos os distribuíssem nas lojas de Nova Iorque. O cor-de-rosa fora então escolhido para a cor do laço, tornando-se assim um símbolo internacional para a luta contra o cancro da mama.

Porquê Rosa?

No mundo Ocidental, o rosa é a cor as mulheres. Quando nasce uma rapariga tudo é rosa, enquanto se for um rapaz o azul é a cor escolhida. Ao mesmo tempo o rosa é uma cor brilhante, vibrante e forte. Tudo o que o cancro não é.

O cancro da mama é uma doença muito particular, sendo que o peito é uma parte importante da mulher. Todos os movimentos de aumento da consciencialização bem como o apoio para a procura da pesquisa são muito positivos.
Incentive todas as mulheres que você conhece a praticar mensalmente o auto exame das mamas e a consultar um médico ao menos uma vez no ano. Com consciência e prevenção, a batalha contra o cancro pode ser vencida. Acima de tudo, é preciso que se busque viver, mas viver bem!

 

 

Texto adaptado e selecionado pela professora Luísa Rocha (Projeto de Educação para a Saúde)

 

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5 Minutos de Leitura

29 10 2015

Quinta feira, 29 de outubro de 2015

vhm 

As bibliotecas são como aeroportos

 

As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros. Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.

Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.

As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.

 

MÃE, Valter Hugo, “ As bibliotecas”, in jornal de letras, Artes e Ideias, 15 de Maio de 2013

 

Texto selecionado pela profª Alcinda Magalhães





5 Minutos de Leitura

28 10 2015

Quarta-feira,  28 de outubro de 2015

bibliote

 

Texto selecionado no âmbito da comemoração do mês internacional das Bibliotecas Escolares

 

Direitos do leitor

 

Segundo Daniel Pennac, escritor francês considerado um dos mais importantes autores de literatura francesa, existem dez direitos fundamentais que devemos permitir-nos como leitores.(…)

  • Direito a não ler

Se este direito não existisse, também não existiria o seu contrário, porque se trataria de uma

imposição, de um dever. Em todo o caso, um bom educador deveria proporcionar aos seus

alunos «os meios de julgar livremente se sentem ou não a necessidade de livros».

  • Direito a saltar páginas

Sempre será melhor do que renunciar à leitura de outras páginas que possam ter mais

interesse. Saltar partes de um livro que não nos atrai não nos deve parecer uma traição.

  • Direito a não terminar um livro

Qualquer motivo, por pequeno que seja, é suficiente para abandonar a leitura de um livro.

Haverão sempre outros livros à espera. É simplesmente uma questão de gostos.

  • Direito de reler

Reler pelo simples prazer de nos recriarmos naquilo que mais nos atraiu, pelo fato de nos

reencontrarmos com o que nos encantou e  «nos encantarmos com o que permanece».

  • Direito a ler qualquer coisa

Primeiro, porque sobre gostos não há nada escrito e, em segundo lugar, porque apenas assim

terão critérios de seleção e serão capazes de proporcionar a si mesmos uma boa leitura e

recriar-se com ela.

  • Direito ao bovarismo

Baseia-se na personagem da Madame Bovary e consiste em permitir dar rédea solta às

sensações e sentimentos que surgem quando lemos, isto é, deixar que a imaginação brote,

que o coração se acelere e que se produzam até identificações com as personagens.

  • Direito a ler em qualquer lugar
  • Direito a folhear

A abrir um livro em qualquer página e « desaparecermos dentro dele um momento porque

apenas dispomos desse momento».

  • Direito a ler em voz alta

Para que as palavras revivam, pelo prazer de as ouvir ressoar, para identificar o sabor do seu

som, para lhes dar corpo.

  • Direito a calarmo-nos

A não dar opinião sobre o que lemos. A guardar silêncio para não se saber o que realmente

compreendemos ou o que nos escapou. A ficarmos com tudo ou talvez coisa nenhuma.

 

 

Texto selecionado e adaptado pela BE retirado de: http://www.baudoprofessor.com





5 Minutos de Leitura

27 10 2015

Terça feira, 27 de outubro de 2015

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Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos e a minha, estava certa como uma religião qualquer.

 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família,

E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.

Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.

Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

(…)

Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me os dias,

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…

 

Fernando Pessoa

Leitura obrigatória 12ºano – metas curriculares

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

26 10 2015

 

Segunda feira, 26 de outubro de 2015

 

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26 de outubro- Dia da Biblioteca Escolar

Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Este ano o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares estabelece 26 de outubro como Dia da Biblioteca Escolar. Em todo o mundo, este período é aproveitado para reforçar a visibilidade das bibliotecas escolares e a consciencialização acerca do seu valor nas aprendizagens.

 Às bibliotecas escolares atribuem-se em geral  papeis centrais em domínios tão importantes como a aprendizagem da leitura, o desenvolvimento do prazer e do hábito da leitura, a capacidade de selecionar e criticar a informação, o desenvolvimento de métodos de estudo e de investigação autónoma. Digamos que a biblioteca escolar  tem  funções de:

  • informação – fornecer  informação de confiança, rápida e acessível; oferecer orientação na localização, seleção e utilização de  informação;
  • educação – promover a integração da informação no currículo escolar; facilitar o alargamento compreensivo da informação recolhida; promover educação contínua;
  • cultura – apoio da experiência estética, orientação na apreciação de artes e encorajamento da criatividade;
  • recreio – oferecer um espaço lúdico que permita uma utilização útil do tempo de lazer, através da apresentação  de materiais e  programas de valor recreativo.

Porém, num mundo em que a produção de informação é acelerada, a biblioteca escolar é cada vez mais chamada a desempenhar novos papéis:

  • Deixou de conter apenas  livros para se tornar num espaço multimédia, onde os alunos acedem a meios audiovisuais, suportes informáticos, revistas, etc.
  • Inclui sistemas de informação complexos em suportes muito diversificados.
  • É um centro de recursos multimédia de acesso livre, destinado à consulta e produção de informação em suportes variados.
  • Passa a ser um local privilegiado para o desenvolvimento de um conjunto de capacidades de atualização e manuseamento de informação que precisam de ser aprendidas  pelos alunos. São as chamadas habilidades de informação, como o planeamento, a localização, seleção, recolha,  organização e registo de informação e a comunicação e realização de relatórios e trabalhos.

É cada vez mais, um espaço de aprendizagem do uso adequado da informação. Aprender é preparar-se para saber encontrar, avaliar e utilizar a informação.

O principal objetivo da biblioteca escolar é hoje  orientar os estudantes de modo a que estes aprendam a manusear a informação na sua vida futura.

 

Os elementos que constituem esta página fazem parte de um trabalho realizado por Ângela Velho, Cristela Romão, José Miguel Pais e Zita Batoque no âmbito da cadeira de História e Filosofia da Educação no ano lectivo  2002/2003

 

Texto selecionado pela BE

 





5 Minutos de Leitura

23 10 2015

Sexta-Feira, 23 de outubro de 2015

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Destino

Quem disse à estrela o caminho

Que ela há de seguir no céu?

A fabricar o seu ninho

Como é que a ave aprendeu?

Quem diz à planta: – Florece!

E ao mundo verme que tece

Sua mortalha de seda

Os fios quem lhos enreda?

 

Ensinou alguém à abelha

Que no prado anda a zumbir

Se à flor branca ou se à vermelha

O seu mel há de ir pedir?

Que eras tu meu ser, querida,

Teus olhos a minha vida,

Teu amor todo o meu bem…

Ai! Não mo disse ninguém.

 

Como a abelha corre ao prado,

Como no céu gira a estrela,

Como a todo o ente o seu fado

Por instinto se revela,

Eu no teu seio divino

Vim cumprir o meu destino…

Vim,  que em ti só sei viver,

Só por ti posso morrer.

Almeida Garrett – Folhas caídas e Flores sem fruto ( uma seleção)

Leitura recomendada – metas curriculares

Texto selecionado pela BE





5 Minutos de Leitura

22 10 2015

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

Álvaro de Campos, o futurista

 

Álvaro de Campos é o poeta futurista da exaltação da energia, da velocidade e da força da civilização mecânica. É também o sensacionista que ultrapassa a fragmentaridade, numa histeria de sensações.

Efetivamente, este heterónimo elege como palavra-chave o futuro e escolhe a palavra velocidade como outro seu emblema. Além disso, é um precursor da agressividade estética, como se pode ver no poema “Ode Triunfal”, opondo ao conceito de beleza eterna a transformação rápida e efémera. Diz-se ainda filho indisciplinado da sensação que pretende sentir tudo de todas as maneiras.

Pode-se, assim, concluir que Álvaro de Campos, num estilo nervoso, pujante e torrencial, revela-se o poeta da modernidade, constituindo a maior rutura na literatura portuguesa e o ponto mais alto do Modernismo em Portugal.

Jornal de Notícias – LÚCIA VAZ PEDRO

 Professora de Português e formadora para a área da língua portuguesa

 Texto selecionado pela BE