Nature Boy

31 05 2011

Lizz Wirght interpreta a canção Nature Boy de Nat King Cole





5 Minutos de Leitura: 01 de Junho – Dia Mundial da Criança

31 05 2011

 5 Minutos de Leitura

Quarta-feira, 01 de Junho de 2011 

 

 

 01 de Junho – Dia Mundial da Criança

 

           Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

          A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

          Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo. Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

 

http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&m=2

 

 

Ser criança
É ser herói
É ser artista
É ser protagonista
É ser pintor, poeta e escritor
É ser índio e cowboy
Ser criança é ser o sonho, o futuro e a esperança
Ser criança é aventura, é desafio
É ser conquistador
É rir e brincar
É inventar novas formas de ser criança

(…)

A criança não conhece fronteiras
Não vislumbra o amanhã
Não sabe o que são direitos nem defende teorias
A criança só deseja ser amada.

In: http://outra_alma.blogs.sapo.pt/1349.html

 

Textos seleccionados e adaptados pela professora Liliana Silva





O verdadeiro rosto de Leonardo

30 05 2011

Siegfried Woldhek mostra-nos como descobriu o verdadeiro rosto de um dos maoires inventores de todos os tempos:  Leonardo da Vinci.





Torre dos Clérigos

30 05 2011

197 degraus e 62 mil visitantes em 2010

Umas 62 mil pessoas venceram em 2010 os 197 degraus da torre dos Clérigos para usufruírem da vista privilegiada proporcionada por esse ex-líbris do Porto e palco de infindáveis histórias (…) .

A confraria que gere a torre e a igreja anexa vive na terça-feira uma efeméride importante, já que nesse dia passam exatamente 280 anos sobre a data em que foi decidido construir o templo, aproveitando um terreno doado por dois sacerdotes e que, até então, servia exclusivamente para enterrar os criminosos enforcados.

A igreja, que ficou concluída em 1749, e a torre, pronta em 1763, foram construídas segundo desenho de Nicolau Nasoni, que nada cobrou pelo serviço e que, por isso, foi admitido na Confraria dos Clérigos sem o pagamento das costumeiras joias e taxas.

in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=513183





5 Minutos de Leitura:Papagaio de Papel

30 05 2011

 5 Minutos de Leitura

Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Papagaio de Papel


O sol brilhava bem alto, naquela tarde. O vento mostrava alguma revolta, soprando com muita força. A praia estava deserta, ou quase deserta, uma vez que um teimoso, o mesmo de sempre, estava no sítio do costume. Aquele menino, que morava a dois passos da praia, costumava levar o seu papagaio de papel até ao areal, para passar o tempo. Corria, de um lado para o outro, procurando a melhor corrente de ar, para que o papagaio voasse bem alto.

Às vezes, prendia o papagaio, no chão. Sentava-se a olhar para ele, não deixando de se aperceber da distância. O menino nunca deixava de ter os pés bem assentes no chão. O papagaio, com a ajuda do vento certo, voava quase como queria. Por vezes, o voo corria de forma tão perfeita, que o menino pensava que o papagaio tinha vontade própria.

Pensava em como poderia, caso fosse capaz de voar, atingir pontos bem altos, no céu, para poder olhar em volta e ter um horizonte interminável. Perguntava-se como seria o Mundo, para lá do horizonte. Como teriam sorte aqueles que voavam, nem que fosse ao sabor do vento, como o papagaio de papel, para saber o que estava para lá da linha limítrofe do alcance visual de cada um. Sentia vontade de perguntar ao papagaio de papel como era o Mundo para lá do horizonte. Mas sabia, no fundo, que nunca teria resposta. Sabia que podia, apenas e só, olhar o papagaio, desde o chão.

O menino cresceu e tornou-se um homem de sucesso. Presente em decisões importantes, na sua cidade e no seu país, tornou-se um viajante, sempre atrás de aprender algo, sempre sem tempo para mais nada, senão correr. Apercebeu-se, em muitas casos, da existência de pessoas que sofriam, de pessoas que tinham uma vida muito mais difícil do que fora a sua. Sentiu a tristeza de não ser capaz de ajudar, de fazer mais do que um simples gesto de solidariedade, de deixar cair uma gota de humanidade num oceano de sofrimento. No fundo, percebeu que nem tudo era belo, para lá do horizonte.

Um dia, voltou à praia onde brincava, na sua infância. Sentou-se um pouco, apreciando a manhã de sol que se tinha levantado, naquele dia. Ao fundo, viu um barco no mar. Imaginou o tripulante do barco, a vencer ondas e correntes, a vencer o horizonte, a cada segundo. Imaginou que por ali também se poderia descobrir o que está para lá da linha, sem ser preciso voar, como o papagaio de papel. Pensou que, no fundo, navegar é voar baixinho.

Um menino apareceu, com um papagaio de papel. O homem, que um dia também ali estivera, com o mesmo passatempo, lembrou-se da vontade que sempre teve de perguntar ao papagaio de papel o que estava para lá da linha. Lembrou-se da tristeza que sentia em saber que tal pergunta nunca teria resposta, enquanto não fosse ele a vencer o horizonte.

O vento tornou-se mais forte e a linha que segurava o papagaio de papel do menino rebentou. O papagaio voou bem alto, até começar a desenhar uma trajectória que o levou, em pouco tempo, para bem longe daquela praia. O menino ficou imóvel, a ver o brinquedo afastar-se, cada vez com mais velocidade. O homem olhou para o papagaio de papel e pensou que ele iria, a partir dali, conhecer o Mundo, enquanto o vento deixasse. Sabia também que o papagaio não iria descobrir apenas as belezas do planeta. Encontraria o que existe, em todo o lado, seja belo ou não.

João Nogueira Dias, Conto publicado na edição de 29 de Maio de 2011 do jornal Correio do Minho.

Texto seleccionado pela BE





5 Minutos de Leitura:Comovem-me

29 05 2011

  5 Minutos de Leitura
Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

Comovem-me

Comovem-me ainda os dias que se levantam
no deserto das nossas vidas.

Dos belos palácios da saudade
não resta a impressão dos dedos nas colunas
fendidas, e nada cresce nos pátios.

Muito além, depois das casas, o último
marinheiro continua sentado.
Os seus cabelos são brancos, pouco a pouco.

Aqui, tudo se resume a algumas tâmaras que
secaram ao sol,
longe do orvalho,
das fontes que pareciam nascer de um olhar
turvo sobre a sede da terra.

Comovem-me ainda as palavras que dizias
aos meus ouvidos aprisionados pela música.
Comovem-me as cadeiras vazias, no pátio.

Lembro-me sempre de ti.

José Agostinho Baptista (1948 – ), Esta voz é quase o vento, Assírio & Alvim (2004), poeta e tradutor.

Texto seleccionado pela BE





Em comum?! … um violino!

26 05 2011