5 Minutos de Leitura

19 02 2014

Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

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O medo do ridículo

O medo do ridículo é um forte limitador das nossas vidas e quase diariamente ele decide fazer-nos companhia.

Mas que medo é este que tanto nos limita? O medo do ridículo é um dos maiores bloqueadores da nossa ação e da nossa capacidade de inovação. Este medo, quando sentido de forma exacerbada, chega mesmo a deixar quem o sente sem capacidade de interagir com os outros. Não estamos a falar desses extremos, contudo, todos nós, com maior ou menor intensidade, já passámos por situações em que o medo do ridículo, o medo que se riam de nós, nos bloqueou. Lembre-se de quando andava na escola, quantas vezes um professor colocou uma questão à qual pensava saber responder, mas não o fez, acabando por ouvir outro colega dar a sua resposta e receber os elogios do professor? Por que motivo não respondeu? O que tinha a perder se a resposta estivesse errada? Mais crescido, quantas vezes, num dia quente de verão, lhe apeteceu correr descalço na relva e refrescar-se debaixo do aspersor de água enquanto a relva era regada, e não o fez? Quantas oportunidades perdemos na vida por termos medo de nos expormos, pelo medo do ridículo?!

Na realidade, o mundo avançou devido a pessoas que não tiveram receio de enfrentar o ridículo, basta lembrarmo-nos de alguns dos bens aos quais nos habituámos no nosso dia a dia, que, antes de existirem, pareceriam inimagináveis. Por que motivo quem os criou foi bem sucedido? Porque, apesar do medo que também poderia sentir, ousou enfrentá-lo e fazer a diferença. O seu invento poderia não resultar, mas se não tivesse tentado, ele nunca existiria, e hoje não teríamos aviões, telemóveis, ou o simples cartão multibanco, sem o qual já nem imaginamos passar.

Da próxima vez que sentir que o medo do ridículo o está a inibir de fazer algo, pense que as várias invenções surgiram na sequência de vários erros.

Se errar, analise os seus erros para os poder superar, mas não se foque no erro ou no «ridículo» da situação, sentindo-os como um motivo para se envergonhar. Diga para si mesmo:

«Tudo bem!»

Maria do Carmo Oliveira; Manuel de Oliveira;  “Viver em tempos de mudança”

Texto selecionado pela BE

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