Biografia e dois poemas de António Ramos Rosa

11 11 2010

Biografia

 António Ramos Rosa nasceu em Faro, a 17 de Outubro de 1924, e aí viveu durante a sua juventude até se mudar definitivamente para Lisboa, em 1962. Dele pode dizer-se que literalmente a sua vida se confunde com a poesia, tendo sido a sua casa sempre um espaço informal de acolhimento e intercâmbio com outros poetas e leitores de poesia, tanto portugueses como estrangeiros. A sua personalidade e obra têm merecido a distinção de prémios literários nacionais e internacionais, confirmando a importância do seu percurso literário com a atribuição do Prémio Pessoa, em 1988.

Com quase meio século de actividade poética, António Ramos Rosa é um autor não só fértil, mas também dedicado à própria fertilidade simbólica das palavras. É um poeta das imagens e dos gestos, abraçados por um sentido muito vivo e preciso de ser um corpo animado pelo contacto profundo com as coisas do mundo e da natureza. Poderia dizer-se que António Ramos Rosa, em cada poema, procura cercas as palavras de um sopro que efectivamente as anime e as torne mais próximas das coisas que evocam. É um escrita de tom quase epidérmico, e pelo facto de constituir uma obra tão vasta, podemos encontrar uma miríade de variações na expressão, que vagueiam desde a presença dramática das paixões que afligem o ser humano, à tentativa de concretizar através das palavras a alegria de viver de um momento feito símbolo pela presença de uma resposta da natureza…

O último livro que editou intitula-se Cada árvore é um ser para ser em nós, e constitui uma parceria com o fotógrafo Paulo Gaspar Ferreira, autor das fotografias que acompanham os poemas de A. R. Rosa – uma árvore na Granja de Belgais (Castelo Branco), junto da qual foram igualmente efectuados registos sonoros que figuram num CD anexo ao livro. É uma obra verdadeiramente belíssima, cheia de frescura e imagens de profundo requinte poético, que vale certamente a pena por se apresentar como uma composição muito completa em torno do tema da árvore, tratado de forma humanizada…

http://lugardaspalavras.no.sapo.pt/poesia/arrosa.htm

 

Prémios Literários  

  • Prémio Fernando Pessoa, da Editora Ática (Segundo Lugar ex-aequo), 1958 (Viagem através duma nebulosa); Prémio Nacional de Poesia, da Secretaria de Estado de Informação e Turismo (recusado pelo autor), 1971 (Nos seus olhos de silêncio ; Prémio Literário da Casa da Imprensa (Prémio Literário), 1971 (A pedra nua ; Prémio da Fundação de Hautevilliers para o Diálogo de Culturas (Prémio de Tradução), 1976 (Algumas das Palavras: antologia de poesia de Paul Éluard ; Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia, 1980 (O incêndio dos aspectos ; Prémio Nicola de Poesia, 1986 (Volante verde); Prémio Jacinto do Prado Coelho, do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, 1987 (Incisões oblíquas ; Prémio Pessoa, 1988 ; Grande Prémio de Poesia APE/CTT, 1989 (Acordes ; Prémio da Bienal de Poesia de Liége, 199; Prémio Jean Malrieu para o melhor livro de poesia traduzido em França, 199; Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), 1992 (As armas imprecisas); Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, 2005 (O poeta na rua. Antologia portátil).

                           http://pt.wikipedia.org


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